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Umespa entrará com ação no Ministério Público contra atitude de vanzeiros

Umespa entrará com ação no Ministério Público contra atitude de vanzeiros

A entidade alega que cooperativas estariam desrespeitando leis, estudantes e idosos em Parauapebas. O vice-presidente da Umespa faz duras denúncias contra duas cooperativas

Genilson Rodrigues, vice-presidente da União Municipal dos Estudantes de Parauapebas (Umespa), procurou a reportagem de O Regional para informar que a entidade estudantil estará entrando em breve com ação junto ao Ministério Público do Estado do Pará em relação às atitudes de alguns vanzeiros que atuam no transporte público coletivo em Parauapebas.
Segundo Genilson Rodrigues, existe no município atualmente uma série de cooperativas em que os vanzeiros estão tratando mal a centenas de estudantes, idosos e deficientes físicos.

“Essa situação é muito complicada em Parauapebas porque os vanzeiros são donos dos veículos e acham que, por esse motivo, podem tratar mal às pessoas; e, assim, ferir algumas leis. O Poder Público tem que, de uma vez por todas, solucionar a questões dos problemas encontrados no transporte público do município, pois, atualmente, além do transporte ser muito precário, com péssimos veículos e profissionais desqualificados, os condutores dos veículos têm que tomar ciência de que, apesar deles serem proprietários dos veículos, esse tipo de serviço é público e eles devem levar qualquer tipo de pessoa”, alerta o vice-presidente da Umespa.

O mesmo acrescenta ainda que, segundo a emenda 001/2006 no artigo 264 da Lei Orgânica Municipal, o texto oficial diz: “é assegurado ao estudante de qualquer nível o beneficio da tarifa reduzida pela metade nos transportes urbanos terrestres e aquaviários na forma da lei”, mas segundo Genilson a emenda não fala que o “aluno tem que estar ou não uniformizado para ter o beneficio da meia passagem ou se estar ou no horário de aula, o que não é cumprido pela maioria dos vanzeiros de Parauapebas”, alfineta.

Denúncia – Ainda em declarações prestadas à reportagem, Genilson Rodrigues afirmou que as cooperativas de vans Comtuvesp e Coocavump estão fixando em seus veículos uma deturpação do artigo 264, falando que o estudante tem que estar fardado e em horário da escola para ter o direito da meia passagem aceito nos veículos.
“Isso, além de ser uma vergonha para nossas autoridades, é um crime. Se a lei assegura que os estudantes têm direito o dia todo do beneficio da meia passagem, não podemos aceitar que a classe seja privada desse direito. Os estudantes não têm nada a ver se os vanzeiros não recebem nenhum repasse, isso é um problema dos vanzeiros com o legislativo. Se a classe nos procurasse para firmar parceria e buscarmos juntos esse beneficio, com certeza, a nossa entidade se colocaria à disposição dos vanzeiros”, relata Genilson.

Aumento de passagem – Outro ponto citado por Genilson, durante a entrevista, foi a questão do aumento da passagem da van de R$ 1,25 para R$ 1,50. “Esse aumento foi estrategicamente elaborado no período eleitoral em que a prefeitura de Parauapebas não poderia se posicionar; fizeram um aumento abusivo sem consultar a sociedade. Estive recentemente em São Luis; e lá a tarifa urbana é de R$ 1,48, sendo que é uma capital e esse preço de Parauapebas é sinceramente um absurdo”, enfoca.

Desrespeito com idosos – “Muitos vanzeiros diariamente desrespeitam nossos idosos em Parauapebas; lamentavelmente, aqui no município, não existe nenhuma entidade que lute pelos direitos de nossos idosos; por isso, a União Municipal dos Estudantes de Parauapebas está lutando contra essa infração na lei em defesa dos idosos”, finaliza Genilson.

Sobre Patrick Wilson

Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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