Tudo sobre o AVC – Acidente Vascular Cerebral – O Derrame Cerebral

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O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, é uma doença causada pela insuficiência de fluxo sanguíneo em alguma área do cérebro, podendo causar danos no órgão. No Brasil, o AVC é a principal causa de morte. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, todo ano 15 milhões de pessoas são afetadas pela doença. Um terço das vítimas morre.

Saiba o que é a doença e o que pode ser feito caso uma pessoa esteja tendo um AVC. Isso poderá salvar uma vida ou minimizar as sequelas do problema.

O hemorrágico é mais perigoso
O AVC é um distúrbio na circulação cerebral que ocorre principalmente devido a enfartes cerebrais, hipertensão arterial, tumores cerebrais e traumas. Ele pode se dar de duas maneiras: por meio de uma ruptura de vasos sanguíneos ou de uma obstrução do f luxo sanguíneo no cérebro.

Quando há obstrução de vasos sanguíneos, o AVC é classificado como isquê-mico e há diminuição da função neurológica. Esse é o quadro na maioria dos casos e pode ocorrer devido ao acúmulo de placas nas paredes dos vasos, impedindo o fluxo do sangue.
Nos casos em que há ruptura de vasos sanguíneos, o AVC é classificado como hemorrágico. Esse é o tipo de AVC mais perigoso e leva ao aumento da pressão intracraniana, agravando a lesão.

Os sintomas mais comuns de uma vítima de AVC são: dores de cabeça muito fortes, fraqueza, dormência no corpo, paralisia ou dificuldade de movimentação, perda ou dificuldade de fala e visão. Esses sintomas devem servir de alerta para que o paciente busque assistência médica imediatamente.


Atenção aos fatores de risco
Algumas condições favorecem a ocorrência do AVC, como a idade (a partir dos 45anos, o risco dobra a cada década) e a constituição genética. Mas alguns hábitos podem ajudar a prevenir um AVC. Pacientes com diabetes ou pressão arterial de 16 por 9,5 já correm mais
riscos. Por isso, controle a sua pressão e onível de seu colesterol, não fume, faça exercícios físicos e evite o estresse.

Controle a glicose e o sal. Não beba demais nem fume. Cuidado também com os anticoncepcionais hormonais. Remédios só a pedido do médico Se você apresenta esses sintomas e faz parte do grupo de risco, procure um cardiologista. Ele fará um levantamento da sua história familiar e um exame clínico. Também poderão ser pedidos exames complementares, como tomografias e análises sanguíneas para concluir o diagnóstico.
Alguns medicamentos podem ser recomendados como tratamento preventivo, mas só devem ser administrados com indicação médica. Os antiagregantes plaquetários como aspirina, ticlopidina e clopidogrel, e os anticoagulantes orais são os mais utilizados pelos médicos em pacientes com antecedentes de AVC.

Reabilitação diminui as sequelas
Quando não leva à morte, o AVC pode deixar sequelas para o paciente. Isso porque a falta de irrigação no cérebro acaba por matar as células de uma determinada área cerebral, afetando suas funções. A localização e a extensão da lesão determinarão o quadro neurológico.

Para aqueles que sobrevivem, a reabilitação é uma das partes mais importantes do tratamento e deve ter início logo nos primeiros dias após a ocorrência do AVC. O apoio de familiares e amigos é de grande importância nesse momento. Os problemas mais comuns associados ao AVC são: sequelas motoras, depressão, contraturas e deformidades, perda de movimentos e dor.

Problemas urinários e intestinais (como a incontinência) também são comuns, assim como a disfunção oro-facial, que dificulta a fala e a ingestão de alimentos. A assimetria facial é frequente. Diante desse quadro, a reabilitação é um processo que envolve profissionais de diferentes áreas. O objetivo não é apenas recuperar a parte motora, mas proporcionar ao paciente o máximo de independência no seu autocuidado e no meio social. É comum que pessoas vítimas de um AVC voltem a apresentar um novo ataque no primeiro ano. Portanto, se você já teve um AVC, manter os hábitos saudáveis é ainda mais importante.


O apoio de familiares e amigos é fundamental para a reabilitação

Como ajudar uma vítima de AVC?

As três primeiras horas são cruciais para o atendimento de quem está tendo um AVC. Além de salvar uma vida, as sequelas podem ser minimizadas com um socorro rápido à vítima. Se você perceber que algum familiar, amigo ou colega de trabalho está tendo um AVC, chame uma ambulância imediatamente. Enquanto espera por ajuda médica, tome os seguintes cuidados:



Onde Buscar Ajuda

A Rede Nacional de Atendimento ao AVC conta com diversos centros especializados nos hospitais do SUS.
Além disso, a Rede SARAH possui um Programa de Lesão Cerebral, com tratamentos de reabilitação e treinamento da família.
Há hospitais da Rede SARAH em Brasília, Salvador, São Luiz, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Macapá e Belém. Para mais informações sobre a Rede SARAH,
acesse www.sarah.br.

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