Ser de fato um LUTHIER


JOÃO GRAVINA

Ser de fato um LUTHIER

Venho aqui manifestar minha preocupação pelo que está acontecendo com a profissão de luthier, pelo menos aqui no Brasil.

Até os anos 80, só meia dúzia de gatos pingados eram luthiers neste país. A partir dos anos 90 começaram a pipocar diversos aventureiros, pois o mercado aumentou consideravelmente com a explosão das bandas de rock dos anos 80. Eu sou intermediário entre as duas facções: a dos antigos luthiers e a dos que vieram nos anos 90. Meu começo fica nos anos 80, ali bem na fronteira entre os antigos e os novos.

Assisti ao despertar da nova geração de luthiers com um certo entusiasmo, pois fiquei feliz ao ver como o mercado estava aumentando. Isso não só seria bom para os luthiers, como também para os músicos em geral. Sem contar com a elevação do Brasil dentro do cenário internacional.

Porém, algo de podre aconteceu. Uns e outros descobriram a galinha dos ovos de ouro, usando aquela frase que diz “em terra de cego quem tem um olho é rei”. Meros apertadores de parafusos sem nenhum conhecimento maior passaram a ser chamados de luthier, sem a menor reserva quanto às conseqüências disso. Os apertadores de parafusos poderiam ser chamados, no máximo, de técnicos de regulagem. Daí a palavra LUTHIER caiu na boca da plebe rude e passou a ser usada para tudo, desde fazedores de pedais caseiros até pintores de instrumentos.

Ser luthier é muito mais do que isso. Ser luthier é ter conceitos, é saber das coisas. É ter intimidade com os instrumentos, saber projetá-los, saber inová-los. Ser luthier é ser uma autoridade no assunto, saber a história, saber os nomes, conhecer os motivos das coisas serem como são.

4 out

JOÃO GRAVINA

Continuação…

A popularização no mau sentido do termo luthier, trouxe ao mercado muitos profissionais ruins e pretensiosos. Esses maus profissionais desvirtuaram na cabeça dos jovens o significado de ser um luthier . Esses jovens hoje em dia desacreditam da veracidade da profissão de luthier. Leio o tempo todo depoimentos de experiências fracassadas por parte de quem entregou suas guitarras e baixos nas mãos de charlatões. Munidos dessa descrença, os jovens músicos atacam a classe dos luthiers com hostilidades, desmerecendo seu serviço e questionando os valores cobrados por eles. Não se lembram que um luthier é um profissional liberal que não ganha 13º salário, que paga sua própria previdência, que tem custos elevados com os materiais e aluguéis, etc…

Creio que está sendo uma opção ruim ser um luthier e não vejo melhora nisso daqui pra frente. Eu, quanto a mim, estou paulatinamente migrando profissionalmente para ser apenas um construtor de baixos e guitarras, mantendo só as regulagens para os clientes fiéis que reconhecem qualidade.

Reparos e regulagens não estão mais valendo a pena, num mercado que não valoriza tais serviços. O pessoal que comer filé mignon a preço de bucho. Deixo para eles os falsos luthiers que cobram preços compatíveis com os serviços medíocres que oferecem. Não me interessa fazer parte de uma classe assim.

4 out

Carlos Eduardo

Também tenho visto isto e cada dia fico pensando mais e mais sobre como serão as coisas daqui a alguns anos. Hoje, pra piorar, estão sendo difundidas escolas do tipo faça seu instrumento, onde ao final da construção do seu instrumento a pessoa já se acha o Luthier. Nada contra as escolas ou quem ensina, mas o problema está na cabeça do pessoal, que não sabe que este foi só o primeiro passo, que ser luthier é muito mais que construir um instrumento, mas sim pesquisar, correr atrás, ser um pouco de tudo, e não só saber manusear algumas ferramentas e transformar um pedaço de pau em uma guitarra.

Outra coisa que também sempre pego no pé quando vejo, é regulador que se auto intitula luthier, dentro da classificação brasileira de profissões, luthier é o que sempre foi, a pessoa que constrói instrumentos de corda. Regular, consertar e outras coisas são parte do processo, que podem ser serviços separados, mas o luthier mesmo é o que constrói e não o que regula.

Agora com o curso de luthieria que saiu aqui na UFPR, acho que pelo menos quem seguir este caminho e tiver real interesse, sairão bons profissionais prontos para entrarem no ramo. Conheço os dois principais professores do curso, e são duas pessoas realmente voltadas a pesquisa, que conhecem e são apaixonados pela profissão, então não admitirão que o curso tome um rumo ruim.

Só nos resta saber quem são as pessoasa cursar e o real interesse delas.

5 out

Jeovane

Gravina! Já estou ficando admirador desse cara, só pelos textos que ele escreve. Deve ser um proficional de mão cheia.

No caso desse tópico, eu só fiquei meio preocupado com o seguinte; como se deve fazer pra ser um luthier?

Eu, por exêmplo estou indo a trancos e barrancos. Só por hobby, é claro mas, e se um dia a necessidade me obrigar a fazer instrumentos para sobreviver? Como devo colocar minha propaganda? ” Sou fazedor de instrumentos musicais”? Ou, Luthier “fulano de tal”?

A dificuldade para se obter informaçães é imprecionante. Todo mundo esconde o jogo. Pra eu conseguir arrancar as informações de como se deve fazer para ajustrar a afinação no rastílho, foi como tirar leite em pedra. Os livros que encontrei, até agora, são todos em inglês. Eu não falo inglês. Ainda estou no; the book is on the table.

Se o cara é pobre, como vai pagar uma faculdade? Se o cara é rico, para que ele vai fazer instrumentos? É claro que em mais de noventa por cento, o Gravina tem razão. Mas isso acontece em todas as profissões.

Eu deixei a construção civil por causa da concorrência desleal e dos maus profissionais. Trabalho com eletrônica há mais de vinte anos e é a mesma coisa. Só se vê neguinho sujando o nome da categoria. Em cada cem profissionais você vai encontrar uma meia dúzia honesta e que ralamente sabe o que faz. E daí? Posso mudar isso? Claro que não.

5 out

JOÃO GRAVINA

Jeovane

O problema é que a profissão de luthier ainda tem até hoje umas características meio medievais, naquele estilo mestre/aprendiz. O aprendiz acaba tendo que se dedicar mesmo ao assunto, senão a coisa não rola.

Eu, por exemplo, nunca tive mestres. Aprendi por observação e por leitura (felizmente tenho boa leitura em inglês).

Mas a tentativa e erro é que levam ao conhecimento na prática.

Luthiers normalmente são muito ocupados, chega a ser injusto exigir muitas informações deles. Até porque as explicações são extensas e exigem muitos detalhes. Na maioria das vezes, informações assim são entendidas erradamente quando não há contato físico, de forma que é melhor nem arriscar ensinar certas coisas à distância. Já houve casos de gente que me acusou de ter ensinado errado, pelo simples fato do meu ensinamento não ter sido captado corretamente. Depois o cara jura que você falou aquela asneira que ele captou.

Enfim, não há fórmula mágica. Cada caso é um caso, por isso nem dá pra generalizar soluções.

5 out

Creuzebek

Eu tenho pensado muito sobre isso, pois eu vivo trabalho com isso, tenho a luthieria como principal renda, e uso meios como a internet mesmo como meio de pesquisa, há muita coisa interessante nas comunidades, fóruns, youtube, por exemplo, mais só isso não basta para você se tornar um profissional, a pratica em muitos casos é o melhor mestre. Eu mesmo tenho pego tanta coisa absurda aqui às vezes, guitarras com durepox, por exemplo, serviço feito por ditos luthier até de nome de algumas regiões. Tenho a chance de trabalhar com clientes de muitas regiões, pois presto assistência para um conservatório de musica de Ourinhos no qual sou aluno, e tenho como cliente muitos professores e alunos, e vejo cada coisa feita por “luthiers” de nome até.

Dai que fico pensando, hoje em dia tem tanta informação para se fazer um serviço bem feito, então porque há pessoas fazendo tanta cagada em instrumentos dos outros, cobrando caro por isso e ainda denegrindo a imagem de uma profissão. Por trás de um luthier existe um ser humano, que pode cometer erros sim, mais poxa o mínimo que se deve fazer é respeitar seu cliente, afinal esse é o ganha pao da gente.

Eu estou muito longe de chegar ao nível do Mestre Gravina, por exemplo, mais tenho orgulho em dizer que estou muito longe também desse tipo de gambiarreiros que se dizem luthier por ai, não sou melhor que ninguém, eu simplesmente respeito meu cliente que confiou seu instrumento a mim, que muitas vezes é o ganha pão dele

5 out

Creuzebek

Aprendi tudo que sei hoje correndo atrás, conversando com alguns amigos luthiers que como o Carlos Eduardo, já me ajudou bastante, acredito que também tenha ajudado ele alguma vez, o Gravina mesmo, já me ajudou muito respondendo as perguntas que de vez enquando faço em sua comunidade, e sempre também procuro pesquisar muito, e colocar a mao na massa, tenho uns 3 instrumentos MEUS, que comprei para isso mesmo, para fazer alguns procedimentos, e graças a Deus nunca estraguei nenhum deles.

A questão é um bom profissional deve respeitar seu cliente e seu ganha pão.

5 out

CESAR

Acredito que todo mundo começa como apertador de parafuso. A transformação começa quando os furos da madeira, não casam com os furos da peça em questão. Ou quando a peça é maior que a cavidade na qual vai ser instalada. Isso leva ao segundo passo, fazer pequenas adaptações na madeira. Acredito que quase todo mundo começa assim. Porém tem uma seleção natural, alguns vão persistir e se tornar grandes profissionais e a grande maioria vai acabar desistindo pelo caminho. Eu mesmo caminho a passos curtos para um dia chegar a ser realmente um luthier. Basicamente são três os passos a serem seguidos, estudar, trabalhar e ter habilidade para esse tipo de trabalho. Quanto as pessoas que fazem conta do dinheiro que o luthier ganha, Isso existe em toda profissão. No meu tempo de vendedor lembro-me de um cliente que diminuiu as suas compras porque achou que eu estava ganhando muito dinheiro nas suas costas. Ele nunca parou para pensar que ele estava ganhando dinheiro e tempo com a minha mercadoria. Mas em fim devemos seguir em frente cada um com seu trabalho, cada um com seus anseios, sempre respeitando o próximo. Quanto aos invejosos, deixem esse povo a mercê da própria sorte. Abraços.

5 out

Felipe Mendes

Peço desculpas de antemão caso ofenda alguém. Não terá sido intencional.

Sou Engenheiro por profissão e, por hobby, entre outras coisas, Luthier (o que fabrica, não o que regula). Também por hobby, pratico a fotografia, e posso dizer que entre os fotógrafos há o mesmo sentimento: com a difusão do conhecimento pela internet, qualquer um escreve qualquer bobagem, e aquilo vira “a verdade absoluta, pois está na internet”.

O que há, na verdade, é uma falta quase generalizada de contato com a responsabilidade. Começando por nossa sofrível classe política, que deveria dar o bom exemplo, grande parte da sociedade acha que pode fazer um trabalho medíocre ou charlatanesco e se safar; por isso há tanta gente que destrói instrumentos impunemente (ou perde todas as fotos do casamento de alguém…).

Tenho trabalhado com estrangeiros de vários lugares, e posso ver claramente a diferença de trabalhar unicamente com brasileiros: lá fora, o trabalho simplesmente tem que funcionar. Não funcionou, tá fora. Aqui, muita coisa se resolve com o famigerado jeitinho. Enquanto isso não mudar, continuaremos com profissionais meia-boca.

5 out

Felipe Mendes

Qual o tamanho da profissão?

Agora, tem-se que ser autocrítico. Qual o tamanho da profissão? Por que não há mais escolas de Luteria no país?

Todas as coisas buscam um equilíbrio. Como disse o César, há uma seleção natural onde somente os mais determinados ficam, aprendem e se tornam bons profissionais. E estes já suprem o nicho dos Lutiers “premium”, tipo Gravina, Luciano, e outros que tive o prazer de conhecer aqui na comunidade.

Como hoje a China fabrica instrumentos aos borbotões a preço de banana, qualquer um pode comprar um instrumento sem levar em conta a excelência. Ora, se não se reconhece a excelência quando se compra o instrumento, como há que se reconhecê-la no serviço feito ao instrumento?

Por isso, como falei lá em cima, o problema está em acreditar que a mediocridade é regra. Enquanto falsos lutiers acharem que seu trabalho está bom, e enquanto músicos procurarem lutiers por preço (afinal, compraram instrumento por preço), as coisas não vão se acertar.

*Andre*

Já postei isso na outra comunidade, mas gostaria de discutir isso bem, pois é algo que me incomoda demais. Como sabiamente o César colocou, tudo começa com os apertadores de parafuso, mas a banalização da profissão está indo longe demais.

Em qualquer área existem os bons e maus profissionais. Sou relativamente novo na luthieria (cerca de 8 a 10 anos, não sei ao certo) e já sinto o que o Gravina mencionou: aventureiros que se auto intitulam Luthier Profissional e fazem as já notórias gambiarras e cagadas. Alguns luthiers pensam: “melhor pra mim, pois os outros fazem as cagadas e eu refaço o serviço depois” mas o problema é que isso suja o nome Luthier… perderemos a credibilidade.. Acho que sem querer, o Gravina respondeu com classe o outro tópico sobre preços.

Mas gravina, acho que desistir ou “entregar os pontos” é covardia. Você é um notório luthier e como todo bom profissional, “possui” uma fatia do mercado que corresponde às pessoas que realmente se importam com qualidade e com os cuidados com seu instrumento. Isso já é seu e enquanto mativer a qualidade, você manterá este mercado.

Nós precisamos cada vez mais fazer as pessoas entenderem quem é ou quem não é Luthier

E quanto à regulamentação da profissão?

5 out

Celso Luthier

Regulamentação não serve pra nada nesse caso.

Vai ter gente fazendo curso pra depois fazer merda com diploma pendurado na parede.

Aliás, já existem alguns por aí nessas condições…

5 out

*Andre*

Rssss… pior é que você tem razão, Celso… mas o que você sugeriria? Deixar como está? Será que a auto depuração da profissão vai funcionar? Onde chegaremos se continuar assim?

5 out

Celso Luthier

Alguma coisa deveria ser feita… um cadastro, por exemplo, com currículo, tempo de experiência e depoimento de clientes, etc…

O fato é que a maioria dos “paraquedistas” saem da “escola de Luthieria” já com um diploma e imediatamente compram R$ 1000,00 em ferramentas, fazem uma tabela de preços e que venham as cobaias (clientes)…

É a dura realidade.

Imagina se essas escolas se tornam as “regulamentadoras da profissão”, e esses “profissionais” saem de lá se achando melhores que eu, você, o Gravina, Lee, Coruja e tantos outros Luthiers que realmente sabem trabalhar?

5 out

JOÃO GRAVINA

Pois é, Celso

Você sabe disso. Ser luthier de verdade é como ser dançarino de verdade. Por mais que o cara “sem jeito” estude e pratique, ele nunca vai passar de um dançarino razoável.

Aliás, em qualquer arte a coisa funciona assim.

5 out

Purkott

É como ja disse antes:

O sujeito tem q tem experiencia na área,prática e anos de serviço!!!!

5 out

Lucas

Eu quando fiz meu primeiro instrumento eu já coloquei no orkut, Luthier lucas marques, mas foi empolgação de iniciante, por sorte que não apareceu ninguem me pedindo serviço, depois eu vi que o buraco é mais embaixo, eu não posso me entitular luthier sem antes ter os requisitos que o Celso citou, experiencia e reconhecimento como é o caso dele, do Gravina e do Luciano. Com o tempo eu percebi que me auto proclamar luthier era uma ofensa aos verdadeiros profissionais, pois luthier, pra mim, não é apenas o nome de uma profissão, é um titulo que se conquista com muito trabalho, dedicação e amor ao que se faz.

Eu sou aprendiz do Luthier Flávio Delicio, ele já ta na estrada há muito tempo, tem instrumento dele nas mãos de muita gente boa por aí, e um deles é o Zé do Rancho, só para citar, mas mesmo assim ele não se considera luthier, taí mais uma coisa que aprendi com ele além da construção de instrmentos, a humildade de reconhecer que ainda tenho muita coisa pra aprender e conquistar antes de dizer que eu sou um luthier.

Concordo e todos os pontos com o Gravina, sem mais.

5 out

CESAR

É Celso é por éssa razão que eu não faço serviço para fora. Prefiro cuidar dos meus próprios instrumentos e um ou outro amigo que pede para eu mexer na guitarra dele, até porque eu mesmo não estou fazendo questão. Quando eu tiver o equipamento necessário e o conhecimento para tal aí sim vou chutar o pau da barraca. Por hora fica na minha. Dou meus palpites, escuto o que interessa e uso aquilo que me serve.

6 out

CESAR

LUCAS

Esse é um erro muito comum. Um amigo meu fez uma guitara muito bonita, se entusiamou e aceitou uma encomenda. Logo de cara cometeu um erro no acabamento da madeira que não permitira o uso de verniz tranlúcidos, somente pinturas sólidas. Moral ele fez um belo instrumento, porém ainda não esta pronto como luthier. Coisas que acontecem. Abraços.

6 out

JOÃO GRAVINA

Existem especializações. Cada um se esmera mais naquilo com que se identifica. Um luthier não deixa de ser bom pelo fato de não saber construir um bouzuki grego. Cada um na sua praia, cada um na sua onda.

Se fosse assim, um bom jogador de futebol seria obrigado a jogar em todas as posições para poder sr chamado de craque.

Celso Luthier

Eu to sempre me aprimorando, e uma coisa que eu percebi durante as mais de duas décadas que trabalho como Luthier é que quanto mais experiente você fica, mais noção você tem de como será o resultado de um serviço ou construção, mesmo antes de começar.

Muitas vezes, com poucas palavras do cliente, sem mesmo ter visto o instrumento, já tenho quase certeza a respeito do problema e da solução.

Raramente tenho que ligar pro cliente pra acrescentar algo que eu não tinha visto inicialmente no instrumento.

Resumindo. Não são feitas experiências às custas do cliente.

7 out

美µiک Åή†σήiσ >

Bom … eu sou luthier nao porque me denominei luthier mas porque as pessoas com a qual eu lido e presto serviço me chamam assim pois trabalho para mim mesmo a quatro anos , mas antes disso trabalhava em um atelier de estrumentos musicais com um luthier que tem mais ou menos uns trinta anos ou mais de experiencia no ramo,

aprendi muita coisa, e tenho muita para aprender e pelo q ja li nos comentarios acima é que muita gente esconde o jogo mesmo … por exemplo são nessesarias varias ciências para que um homem se torne um luthier de alta classe como todo mundo almeja … mas no meu curto caminho ja trilhado aprendi q com relação a um LUTHIER a Sua maior influência encomtra-se dentro de si .Sua preparação deve-se principalmenteao seu amor e dedicação pelo trabalho que desenvolve dando acada isntrumento criado por ele um pedaço de si transpondo tado o seu sentimento e erudição em verdadeiras obras de artes…

7 out

Carlos Eduardo

O problema não é que o pessoal esconde o jogo, muito pelo contrário, a maioria aqui ajuda e muito, dando dicas, idéias. O problema é que o pessoal é cru demais, chegam pedindo algo, a gente fala, então o cara não entende, faz mer…. e culpa quem deu a dica. Ou pior, o pessoal acha que tudo é possível ser explicado em um fórum, sendo que a maior parte das coisas, só pessoalmente mesmo, mostrando em uma peça como fazer. Imagina ensinar alguém a timbrar um tampo de violão pelo orkut, não é possível, isso é algo que envolve além de técnica, um pouco de tato, feeling. Agora não me vem a palavra certa na cabeça. hehe

Muitas vezes a gente busca algo, mas não consegue explicar com palavras, e é isto que o pessoal não entende, e acha que estamos escondendo o jogo.

7 out

Yuri Barreto

Coisas que o Celso sempre coloca em questão, no caso, o aprendizado prático. Claro que a teoria é importante, mas só a teoria não “materializa” o que se tem em mente.

7 out

JOÃO GRAVINA

Carlos Eduardo comentou muito bem sobre essa papo furado de “esconder jogo”. Faço minhas as palavras dele.

7 out

Luciano

uma coisa é esconder o jogo…. outra é chegar um cara que você não conhece, não sabe nada sobre ele, nem se “ele é ele” (por causa dos falsos perfis de internet) te perguntando coisas que você demorou séculos pra descobrir e aprender querendo aula grátis…. sabendo até que muitas vezes essa pessoa nunca vai nem pegar numa ferramenta. Além do que na grande maioria das vezes o cara não sabe nem perguntar o que quer…

Não sei até que ponto sou extremamente favorável à essa “popularização” da luteria na internet….

Com isso, está se criando uma geração de “entendidos” no assunto…. gente sai procurando nos fóruns por aí, lendo muita porcaria escrita, e chegando com o “diagnóstico” pronto do que quer no instrumento… isso nem sempre é bom…

Ninguém manda um e-mail pra um Mecânico e pergunta como desmontar um motor… ninguém manda e-mail pra um cabeleireiro e pergunta como fazer tal corte…. ninguém liga pra um tatuador e pergunta como tatuar…. porque na luteria tem que ser diferente?

Acho que o conhecimento tem que ser passado sim, mas não da forma como estão querendo fazer….

7 out

Celso Luthier

Alguns cadastrados no fórum www.luthierbrasil.com dizem na cara dura que estão lá pois cansaram de gastar dinheiro com Luthier…

7 out

*Andre*

Pra acrescentar o que o Luciano falou: e tem MUITA merda escrita na internet que é tida como verdade absoluta….

7 out

Luciano

pois é… taí outra coisa que não tinha comentado…

quantos já apareceram aqui perguntando como se faz tal coisa porque luthier cobra caro?

um cara desse tipo pra mim não merece resposta…

Vou contar um outro fato acontecido…. antes de ser luthier sou Zootecnista, formado na Unesp de Jaboticabal, mas abandonei a profissão pra ficar com a luteria…

Certa vez, um professor, veterinário, contou um fato acontecido com ele… foi chamado com urgência numa fazenda porque um potro de raça da fazenda havia engolido um toquinho de madeira e engasgado… ninguém conseguia tirar e chamaram o cara… chegando lá, com a ferramenta certa não gastou 3 minutos pra desengasgar e salvar a vida do bicho…

Na hora de acertar o valor, cobrando o preço justo pelo rabalho, deslocamento, atendimento fora de hora e por aí vai, o proprietário diz: “Pô! não gastou nem 3 minutos pra resolver o problema e vai cobrar isso?” … diz esse professor que imediatamente pegou o toco novamente e foi pra colocar no potro,dizendo que se não gastou nem 3 minutos pra tirar não gastaria nem 1 pra colocar de volta….

Moral da história: Valorize o seu trabalho… você gastou tempo, dinheiro e muito suor pra conseguir… se essa valorização não partir de você ninguém vai te valorizar…. Se o trabalho for confiável e bem feito, sempre vai aparecer alguém que presa pelo “quanto vale”, e não pelo “quanto custa” ……….

7 out

JOÃO GRAVINA

Muito bom ver um pessoal bacana afinado com minhas idéias.

Pedro

realmente isso é muito desgastante e cria uma imagme ruim à classe, mas não a contece só com luthieria

Eu sou técnico em informatica e de um tempo pra cá todo mundo virou técnico de informática também

os caras baixam meia duzia de programa piratas e depois chega gente aqui que o computador ta uma zona

realmente isso é phoda

Quanto a luthieria, eu procuro ser apertador de parafuso dos meu próprios instrumentos, quando a coisa sai do meu conhecimento levo a um luthier embora seja um grande curioso e entusiasta da arte , tem coisas que ainda não são pra mim

7 out

Gabriel

como meu chará Creuzebek disse, eu também aprendi muito com a observação e pratica, incluindo varios instrumentos comprados apenas para isso.

e a parte da eletronica eu aprendi por intermédio de vários cursos, livros pratica e amigos da profissão.

imagino que eu me destaco na profissão de “”””luthier”"”” devido a esse conhecimento eletronico; podendo fazer circuitos ativos e captadores exclusivos até pedais e amps.

me senti ofendido quando afirmou “…passou a ser usada para tudo, desde fazedores de pedais caseiros…”

como voce mesmo disse, a palavra caiu no uso popular, e praticamente todos sabem o que é.

o Sr. gostaria que me chamasse de técnico de pedais? daqui a pouco vem alguns ciclistas atras de mim…..

não discordo do que o senhor disse, mas é necessário ter discernimento. o mercado é tudo, e ser entedido é o mais importante.

sou jovem, e nao sou formado. pretendo apenas levar a Luthieria como profissão ou negócio logo quando sair da faculdade. se tiver nome antes, tudo será mais fácil.

hoje em dia aproveito o dinheiro que ganho no atelier para financiar meu esporte (tae kwon do), que também espero algum dia dar resultados a mim.

Espero que consegui passar o que quis por via desse enorme texto… estou digitando isso a 2 dias…

abraço a todos.

Gabriel “g2” Galdino

7 out

*Andre*

Na era da internet quase nenhuma informação é Sigilosa ou misteriosa mais… as pessoas estão muito mais informadas do que há 10 anos… é só pensar: vocês liam a Barsa ou buscavam as dúvidas em livros… hoje, com um click se tem um resposta… o problema é saber julgar o que está escrito, pois muitas informações são especulações ou são erradas…. Isso gerou uma Preguiça nas pessoas… um comodismo e uma tendência a aceitar e repassar informações erradas. Não se lêem mais livros (acho que eu e os mais velhos que ainda temos um acervo em forma não digital)…

Como também já foi dito, ter a informação na mão é uma coisa…saber fazer e chegar ao resultado é outra. Eu estava pensando nesta discussão hoje na minha oficina (trabalhando em uma SG toda cheia de gambiarra…) e pensei no seguinte: Vamos comparar um guitarrista que se julga capaz de fazer uma regulagem com um luthier com 10 anos de experiência.. imaginemos que o guitarrista tenha feito (eu duvido) 100 regulagens na vida… um luthier com 10 anos (vamos imaginar 2 regulagens em média por dia util)…seriam em torno de 4800 regulagens (isso pensando por baixo)…..

Aí vai o argumento: Você entregaria sua guitarra para um guitarrista fuçador que JÁ tem 100 Regulagens nas costas, ou preferiria entregar a um luthier experiente, com as ferramentas certas e cerca de 5000 regulagens nas costas (sem contar as manhas e pulos de gato aprendidos com a dedicação?

Reformulando a pergunta: Você entrega seu principal instrumento de trabalho (imaginemos músicos profissionais) a um profissional ou a uma pessoa sem referências que diz que sabe?

Acredito que há mercado para os Luthiers e para os fuçadores, mas são segmentos diferentes: pessoas que realmente se importam com o instrumento e pessoas que não ligam muito para isso, respectivamente.

São divagações……

7 out

Felipe Mendes

*Andre*

Exatamente. Profi$$ional entrega a profi$$ional. Amador, pra amador. Auto-regulação.

Eu, como sou amador assumido, quando pego algum serviço, sou bem claro: não tenho prazo pra entregar. Só conserto se houver valor sentimental. Vai ficar muito bom; se quer perfeito, vá em um profissional. Assim, não engano ninguém.

7 out

Jeovane

Bem, pessoal! Primeiramente, quero pedir desculpas a todos por estar me metendo na conversa de vocês. Dá pra ver que a briga aqui é de pitbul e eu não passo de um piquinês idiota.

Dêem uma olhada nos meus álbuns, no orkut. Verão o monte de merda que já fiz. Todavia, não tenho o mínimo de vergonha em mostrar. É até bom, porque quem acessar, vai perceber a evolução, caso ela exista. Podem ir até lá e deixar as críticas que quiserem. Apenas gostaria de receber críticas honestas. Reconheço que tenho um longo caminho a seguir até poder ostentar o honroso nome de LUTHIER.

Não sou contra quase absolutamente nada do que vocês já disseram. Entretanto, eu já venho há dois anos, colhendo informações. E náo é papo furado quando digo que os profissionais escondem o jogo. Também não os condeno por isso. Cada um tem suas razões. Vejam o que o Luciano diz:

Luciano

“uma coisa é esconder o jogo…. outra é chegar um cara que você não conhece, não sabe nada sobre ele, nem se “ele é ele”

Extremamente certo! Eu já deixei um recado para ele no orkut e ele se quer me respondeu. Posso odiá-lo por isso? Claro que não. Ele tem suas razões. Só acho que algumas palavras como papo furado, são um pouco ofencivas. Aqui, somos todos amigos e não devíamos nos agredir mutuamente. Quem sabe um dia nos deparamos um com o outro e até nos reconhecemos. Talvez um aperto de mão e o início de uma longa amizade.

Voltando à questão do papo furado. Um dia desses me caíu do céu um anjo chamado FLÁVIO DELISA, fez um projeto de uma viola caipira, com todos os detalhes e me enviou gratuitamente pelo correio. Sou eternamente grato a ele por isso. Pena que os Flávio Delisas são bem poucos.

Espero que me perdoem, caso eu tenha me excedido com as palavras.

Um grande abraço a todos!

7 out

Yuri Barreto

Jeovane, são experiências que se passam durante o aprendizado. Faz parte da formação de quem quer crescer.

7 out

Jeovane

Ah! Só mais uma perguntinha. Depois eu prometo que não vou mais perturbar, a não ser que eu seja chamado a participar da conversa.

Pra que servem as comunidades de luthieria? É que alguém aí disse sobre áulas de graça.

Um outro hobby que tenho é fazer edições de vídeos. Quando começei, não sabia absolutamente nada de edição. Hoje faço trabalhos extremamente profissionais. Sabem onde aprendi? Nas comunidades do Sony Vegas. Alí o pessoal fazem vídeos tutoriais. Respondem com detalhes sobre qualquer dúvida que se tenha. No início, eu só perguntava. Hoje, ensino quase qualquer coisa que se queira aprender nesse editor que, pra mim, é um dos melhores, se não o melhor. Mas, isso já é uma questão de gosto.

Se a intenção aqui não é ensinar, então estou no lugar errado.

7 out

Celso Luthier

Você pode conhecer luthieria através de uma comunidade, mas pra aprender, precisará de prática. Pra se tornar um profissional, o ideal é que tivesse uma boa carga horária supervisionada por um profissional.

O que simplesmente NÃO EXISTE, é frequentar uma escola por algumas horas semanais, construir parcialmente um ou dois instrumentos e achar que está pronto pro mercado de trabalho, mas aparentemente o que essas pessoas aprendem é correto.

Você pode aprender bastante sobre luthieria numa comunidade, mas não vai se tornar um Luthier se não passar a perguntar menos e apenas coisas relevantes e colocar mais a mão na massa.

Um trabalho de edição de vídeo, se não ficar bom, você faz de novo ou devolve o dinheiro. Haverá prejuizo de tempo apenas.

Um trabalho mal feito de luthieria, muitas vezes acaba por estragar o instrumento.

Nesses anos de Orkut, vi excelentes primeiros instrumentos, como no caso da guitarra baiana do Yuri, a Les Paul do Sergio Kuns entre outros.

Vi tremendas aberrações também, que não podem usar a desculpa de ter sido o primeiro trabalho, pois nem dava pra classificar “aquilo” como instrumentos musicais, mas nesse caso não vale a pena citar nomes…

Vi também muita gente pagando de Luthier, mas que não manjava nada, e vi o Cédrick, que fez quase 1000 guitarras que nunca ninguém viu.

8 out

JOÃO GRAVINA

Gabriel

Não há nada de errado com quem faz pedais, nem com quem faz pinturas. Nada desmerece essas profissões, são importantíssimas. Não há hierarquia nenhuma.

Porém, não podemos chamá-los de luthiers. Etmologicamente, luthier é quem faz instrumentos musicais. E ponto final.

Quam faz os pratos de porcelana ou os talheres de prata não é necessariamente cozinheiro.

8 out

Carlos Eduardo

E pra ser mais específico ainda, luthier é que faz instrumentos de corda.

Quem faz bateria, instrumentos de percussão, não se encaixam dentro da luthieria.

Mas como falou o Gravina, não é desmerecer ninguém, o termo se popularizou de maneira errada.

.

Jeovane, no meu ver, a comunidade não é para aprender, e sim trocar idéia com base no que já sabemos. Ninguém pergunta como instalar um cap se nunca pegou um ferro de solda na vida.

O que falou do Delisa, bom, sinceramente, existem dois tipos de pessoas que vem perguntar as coisas, as interessadas e as que estão indo na onda. Quando converso com alguém e vejo que a pessoa tem interesse mesmo, eu sempre ajudo do jeito que posso, tenho diversos amigos do orkut que passo diversas dicas. Agora, tem gente que chega perguntando algo sem a mínima noção de nada, e sem interesse algum, que apenas achou legal e quer aprender, mas quando começa já desanima e desiste. Aí, eu nem perco mais meu tempo, já sei até reconhecer o pessoal.

Uma vez chegou um cara aqui e me pediu ajuda para fazer um acabamento em um braço de guitarra, me dispus a ajudar e falei que dava para fazer um acabamento diferente e mais bonito e perguntei qual a que ele preferia. A resposta foi simples, “a mais fácil de fazer”. Quem tem interesse de verdade, não busca o jeito mais fácil, ainda mais se tem a possibilidade de ter alguém para ensinar.

Com tantas experiências assim, isso que não tenho a carga que a maioria tem aqui, já desanimei, só ajudo quem realmente tem interesse e quem se dá ao trabalho de no mínimo ter pesquisado algo antes de falar comigo.

Luciano

“fora do tópico”

Jeovane… não respondi o que você perguntou diretamente porque seu perfil é bloqueado e não aceita minha resposta….

só poderia ter respondido se o seu perfil estivesse desbloqueado pra qualquer pessoa escrever….

8 out

CESAR

ORKUT

As comunidades do Orkut que se dedicam a luthieria servem para aquele que já é iniciado na luthieria e tem alguma dúvida, então ele pergunta e alguém que realmente entende do assunto responde. É assim que funciona. Na prática, voce não pode esperar se tornar luthier, aprendendo coisas ensinadas na comunidade. É como o Celso falou, tem de por a mão na massa. Aí então surgirão um monte de dúvidas, de iniciante ou não, mas que são dignas de nota para recebem uma resposta adequada. Pois são perguntas feitas baseadas em algo concreto, algo que realmente esta acontecendo e não baseanas em situações hipotéticas, muitas vezes sem fundamento. Abraços.

8 out

Celso Luthier

Exatamente, Cesar!

Se acabassem as perguntas “só por perguntar”, essas comunidades seriam uma fonte de informação realmente útil.

Independente do nível de conhecimento, é agradável discutir com pessoas que dá pra perceber que estão colocando a mão na massa.

Uma merda é ter que aguentar os que perguntam apenas pra tumultuar ou testar o conhecimento alheio…

8 out

Gabriel

não discordo de ti, Gravina, mas como disse, como o termo se popularizou erroneamente, utilizo ele para designar com o que trabalho; não exatamente o que faço. Não quero levar isso tudo a uma discussão, que fique claro.

e pra que serve uma comunidade?

bem, eu diria que é para difundir e trocar idéias e conhecimentos.

é possível alguem vir com a “idéia inata” (John Locke que o diga) e aprenda sim. logicamente essa pessoa nunca irá dominar esse conhecimento, mas desde que seja dedicada e procure entender antes de perguntar a comunidade pode fluir. Participo de uma comunidade sobre pedais handmade e me deparo diariamente com pessoas que nao tem o mínimo de conhecimento e nem procuram entender a razao de tudo aquilo, apenas querem resultados…

entretanto, fiz muitas amizades por essas comunidades, das quais sou muito grato.

abraços a todos.

9 out

Celso Luthier

Quem não FAZ instrumentos musicais não pode se considerar um Luthier. Fato!

Quem apenas presta serviços em instrumentos musicais é um Técnico.

Fazer pedais não é Luthieria.

Existe até um anúncio na Guitar Player onde vendem um “Curso de Luthier de Pedais”. Isso não existe!

9 out

JOÃO GRAVINA

Já vi gente se referindo também a “luthier de amplificador”.

Qual o mal da palavra técnico? Por quê será que ninguém mais quer usá-la? Existe alguma pecha relativa a isso?

É assim que o vocabulário de um povo vai empobrecendo, eliminando palavras e colocando outras erradas no lugar. Não é porque “todo mundo (desinformado)” fala errado que eu vou passar a ser mais um.

9 out

CESAR

Pedais e amlificadores são construidos e reparados por técnicos em eletrônica. A sua formação técnica não o habilita a construir nenhum instrumento musical. Já o profissional da luthieria é um artesão, um alquimista. Capaz de de transformar de transformar Chumbo, (um simples pedaço de madeira) em ouro (um instrumento custom). Por mais que ele tenha formação técnica há coisas que ninguém vai conseguir ensina-lo, ele simplesmente terá de descobrir sozinho. Hábilidades manuais inatas a muito tempo adormecidas na sua genética que aos poucos vão aflorando à mente e derrepente ele se vê fazendo coisas que nunca imaginou que fosse possivel. Abraços.

9 out

۞Shini 禅 Wright۞

9 out

Guitarreiro

Luthier de berimbau, de berrante, de triangulo, de caixa de fosoforo…………….

9 out

Yuri Barreto

Hmmm… Luthier de berimbau… Se eu sou baiano, eu posso agora atender aos capoeiristas!

Não resisti…

CESAR

Posso estar errado mas apesar de sempre ver o nome luthier vinculado apenas a instrumentos de cordas, acredito talves até erroneamente que luthier é o profissional que fabrica instrumentos musicais. E se eu estiver correto poderá fabricar até zabumba. Abraços.

9 out

Carlos Eduardo

Cesar, a princípio luthier era somente para designar a construção de alaúde. Depois em outros entendimentos, se colocou que luth não designava somente o alaúde, mas sim pequenos instrumentos de corda, e depois virou por final o termo para designar os construtores de instrumentos de corda em geral.

Instrumentos de percussão, sopro e demais, não sei quais seriam as designações, a não ser os de eletrônica que seriam técnicos na área em que lidam.

9 out

Luciano

pode ser usado também o termo “Fazedô” que serve pra tudo….

fazedô de viola, fazedô de violão, fazedô de pedal, fazedô de cuíca, e por aí vai….

9 out

Jeovane

Taí, gostei da idéia do Luciano!

Inclusive o Luciano Borges do violamineira, usa esse termo. “Fazedô de Viola”. Já que o nome LUTHIER é que é o problema… E não é nenhum demérito. O Luciano Borges é um baita profissional.

10 out

Alexandre

é luciano, mas ultimamente tem aparecido muito fazedô de merda, no mercado uhauhauhuaua

(desculpa, não resisti a piada! )

abç a todos

10 out

Luciano

pior que é verdade… mas aí… o termo serve até pra isso… fazedô de merda, fazedô de cagada…..heheheh

10 out

CESAR

dicionário

Vou dar uma pesquisada por aí, inclusive nos dicionários para ver o que eu encontro. Para mim o luthier completo é aquele que fabrica um instrumento musical totalmente acústico, já os que fabricam somente instrumento elétricos apesar de também serem chamados luthiers, não acredito que possuam o mesmo conhecimento. Aqueles que fabricam instrumentos musicais eletrônicos, tipo um teclado na minha opinião ele não é um luthier e sim um técnico de eletrônica ou até mesmo um engenheiro eletrônico se tiver graduação para tal. Fazedô seria um termo mais popular, rural mesmo, que soaria de maneira muito agradavel e carinhosa para com aqueles que fabricam viola. Um instrumento que se Deus um dia me permitir terei uma feita de encomenda um desses mesmo FAZEDÔ. Quanto a outros instrumentos talvez caisse bem o termo luthier de violino ou luthier de baterias. Não sei exatamente, mas vai valer apena uma pesquiza até mesmo para o enriquecimento da cultura geral.

10 out

Creuzebek

Para mim luthier é aquele que trabalha com fabricaçao de instrumentos, podendo denominar quem faz restaurações tambem, afinal tem restauração é mais dificil do que se fazer um novo.

10 out

Celso Luthier

O problema é que Luthier não é o que se acha que é.

Luthier é quem faz os instrumentos e pronto.

11 out

Jeovane

Há algum tempo atrás, eu pensei em particiipar de uma comunidade de um software de efeitos especiais. Comecei lendo os tópicos antes de entrar pra comunidade. Ali, havia uma galera metendo o páu até nas agências de publicidade. Falaram mal de uma chamada que estava rodando no SBT. Diziam que os efeitos da chamada eram ultrapassados, Que os profissionais eram incompetentes…. Conclusão: não participei da comunidade e nunca mais voltei lá.

Hoje me lembrei desse episódio e fiquei pensando: será que não está ocorrendo o mesmo aqui? Claro que é só uma suposição. Me perdoem se eu estiver errado. “Não basta eu ser um bom profissional, tenho que meter o páu nos outros. Só eu sei. O resto não sabe nada. Só fazem porcaria…” Ao invez de falar mal de quem está correndo atrás do ganha pão, não seria melhor ajudá-los a melhorar no que faz? Ninguém nasceu sabendo. De repente o cara se vê numa situação difícil e de apertador de parafuso vira luthier. No país em que vivemos, tem muita gente com diploma de faculdade, exercendo cargos que não condizem com a sua formação, somente por causa do desemprego.

Sei que a idéia inicial do tópico foi muito interessante mas, caramba, só estão falando mal dos outros o tempo todo. Claro, com algumas excessões. Tenho certeza de que se fosse pra ensinar alguma coisa não renderia tanto. Porque será que quando se faz uma pergunta, somente uma meia dúzia respondem? Mesmo assim, três ou quatro só participa do tópico sem responder o que foi perguntado?

Carlos Eduardo

Jeovane, o grande problema é que as peguntas em geral são muito vagas, o pessoal pergunta como apertar um parafuso (suposição) mas não diz que tipo de parafuso é. Daí chega gente e diz, usa chave de fenda, e o parafuso era uma allen ou phillips. Ou seja, o cara se não estragar vai reclamar que não deram a informação certa.

Outro grande problema, perguntas repetidas, o pessoal não costuma usar a busca, tem trocentos tópicos iguais, e a pessoa abre mais, daí haja paciência pra ficar reescrevendo tudo de novo. Daí sempre tem aquela velha desculpa, procurei mas não tinha a informação que eu queria, ou não estava completo. Daí é simples, pega o tópico que tirou a maior parte das dúvidas e dá um up perguntando o que faltou, mas claro que isso não é feito porque a história é sempre desculpa.

Quanto ao meter o pau no pessoal, acredito que seja pelo comentário sobre os gambiarreiros. Tudo bem, pode ter cara que está em situação difícil e se aventura a virar regulador de guitarra, mas antes de virar regulador, o cara tem que aprender a fazer isso. O que acontece, é que o cara viu um vídeo, leu uns tópicos, regulou a própria guitarra e já coloca uma plaquinha na frente de casa “regulo guitarra”.

O resultado, é que já peguei trabalho destes caras, em que uma retífica de trastes deles, acabou virando uma troca de trastes comigo, pois a pessoa que fez não sabia e acabou com os trastes, entregou mal regulada para o cliente e disse que era problema do braço. Ou até mesmo são capazes de fazer algo assim, por simples inesperiência:

11 out

JOÃO GRAVINA

Que “obra de arte” é essa aí na foto de cima???

11 out

Carlos Eduardo

Pois é Gravina, obra de um entendido em luthieria, que não sabia que existe pino de prender cordas para comprar quando quebra o original. Pior de tudo, é um OM da Giannini, antigo pra caramba, e o cara conseguiu fazer isso, vi poucos deste violão por aí.

11 out

Carlos Eduardo

Olha como ficou a obra de arte sem o “cordal” do ser.

11 out

Carlos Eduardo

Depois de ter escrito inexperiência com S, vou dormir, que o sono tá batendo. hehehe

11 out

JOÃO GRAVINA

A pena de morte é pouco para o autor dessa proeza…

11 out

Celso Luthier

Estou trocando a escala de uma bela Fender porque algum “fazedô di merda” tentou escalopar e deixou a escala com menos de 1mm em alguns pontos.

Pra ter idéia da merda, sumiram quase completamente duas marcações.

O cara ainda cobrou pelo serviço…

Em breve postarei fotos no meu álbum, http://fotos.luthier.com.br

11 out

Luciano

já que virou piada… aqui vai uma foto se um serviço que fiz também….

a olho nu já dava pra ver os erros de divisão da escala… quando tirei a escala pra colocar a nova apareceu o tensor que tinha sido instalado…

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?uid=17276507091941450963&pid=1248107879464&aid=1208326615$pid=1248107879464

11 out

CESAR

Respondendo ao que esta escrito um pouco mais acima. Não sei se é porque estou ficando velho ou se é porque estou estudando mecânica, mas a cada dia que passa, vou ficando mais racional, um pouco mais chato e cada vez mais crítico. Muitas vezes me deparei com comentarios do Celso, do Gravina, Coruja, Pedro Wood entre mais alguns. Mas é verdade, eles estiveram certos os tempo todo. Se tu observar bem a pouca profundidade das perguntas e até das respostas. Porque se a pergunta não é boa, não tem o que ser respondido. Do fazedô de merda até o luthier, existe um grande habismo. Eu mesmo já acreditei que sabia tudo e comecei a pegar serviços. É verdade alguns ficaram tão bons como de um profission. Porém pouco valorizado financeiramente. Outros pelo contrario ficaram tão ruins que eu mesmo me senti envergonhado. Moral, simplesmente parei e fui estudar, e continuo estudando e quando mexo nos meu próprios instrumentos a abordagem muda a cada dia que passa. Mas seria anti-democrático elitizar e fechar a comunidade apenas para profissionais, seria até muito pouco simpático e tiraria a oportunidade de quem é leigo aprender algo. Mas a verdade é que o que eu observo é que tanto nesta como em outras comunidades de luthieria, as enquetes mais a pimentadas e que rendem mais assunto não são aquelas referente a alguma dúvida concreta e sim aquelas sobre os ques e os porques. Tu não ve uma pergunta sobre que tipo de aço é usado num tensor, sobre qual é o raio de curvatura em que deve ser instalado o mesmo para que ele funcione devidamente. Qual a distância ( se é que existe) que deve ter um captador do outro. Muitas vezes voce se ve perdido num discussão sobre a influência da botânica na contrução de um instrumento, ou sobre um equipamento que mede a velocidade da propagação do som na madeira para tentar descobrir se éssa ou aquela madeira é ou não boa para luthieria. Estou sentindo falta de algo mais concreto e objetivo nas postagen. Me desculpem mas eu tinha de desabafar. Abraços a todos.

11 out

JOÃO GRAVINA

Onde foi que você leu algo de alguém querendo deixar a comunidade só para profissionais?

Eu não li nenhuma postagem que sequer insinuasse isso.

Celso Luthier

Na verdade o tópico fala da vida real da Luthieria, fora de qualquer comunidade. Foi isso que entendi desde o princípio…

12 out

CESAR

Gravina tu nunca falou isso, foi só um comentário meu. Talvez eu até tenha me expessado mal nesse aspécto. Porém tu vai concordar que se juntar todos os tópicos e depois fazer uma triagem vai obvservar que quase tudo gira no lugar comum e quase sempre os rendem mais assunto são sempre aqueles mais polêmicos. Gostaria muito de nesta ou em outra comunidade qualquer ver um tópico sobre algum tema que se desenvolvesse de tal forma que todos pudessem tirar algo de proveito para que cada um aplicasse o que aprendeu nos seus próprios trabalhos. A comunidade é aberta a todos que assim como eu podem participar democraticamente e isso é muito bom. Da mesma maneira com que reguladores de guitarra com pouca experiência se misturam com aqueles que realmente praticam a verdadeira luthieria e acabam com isso a prejudicar o mercado, pois muitas vezes operam com um valor mais baixo e qualidade idem. As vezes o mesmo acaba ocorrendo nas comunidades do Orkut fazendo com que andemos em circulos e é esse o meu desabafo.

12 out

CESAR

Celso, o cotidiano da luthieria no mundo real, acaba se refletindo no mundo virtual. E o resultado disso tudo é a pouca consistência do conteúdo. É o que tenho observado nas comunidades em geral. E a culpa não é da comunidade e sim de muitos participantes. Sinto falta daquele que está ou fabricando um instrumento ou reformando e faz pesquisas em livros, net e até consulta luthiers. E não satisfeito vem aqui com uma certa bagagem fazendo perguntas concretas que mercem respostas concretas que contribuem para todos de uma forma geral. A queixa do gravina referente ao que se passa lá fora eu estou tendo aqui dentro no que se refere a quase todas as comunidades.

12 out

Celso Luthier

Nisso você tem razão, Cesar.

É o que penso quando um cara entra no fórum Luthier Brasil e antes mesmo de ler as regras vai direto perguntar ou pedir alguma coisa fútil e sem nenhum interesse comum.

O pessoal não entende que embora se possa aprender algo numa comunidade de Luthieria que venha a economizar algum dinheiro com a manutenção do próprio instrumento, a razão da existência da comunidade não é essa, mas sim discutir Luthieria.

O nível é baixo demais, não pela participação dos iniciantes, que são fundamentais pra uma comunidade, mas pelo posicionamento deles. Se você não sabe, aprenda antes de sair por aí falando merda ou se utilizando do famoso “ouvi dizer”.

Basta utilizar a velha máxima: “Se sabe, ensine. Não sabe, aprenda.”

Tem a velha reclamação de praticamente todas as comunidades. O pessoal se enche de responder 1000x a mesma pergunta, pois o imbecil não se deu ao trabalho de procurar antes de postar…

Agora o principal: Imagina se um imbecil entra numa comunidade de medicina, baixa algumas apostilas e sai por aí exercendo a profissão…

Claro que o nível de responsabilidade é outro, pois nesse caso se colocaria a vida de pessoas em risco. Agora me respondam:

– Colocar a integridade de um instrumento musical em risco por não saber o que está fazendo é algo justo?

12 out

CESAR

CELSO

Taí Celso tu entendeu a minha posição. Agora tu imagina por em risco a integridade de um instrumento tipo uma Fender ou uma gibson de 40 anos de idade ou mesmo de uma PRS. Estamos falando de instrumentos que ultrapassam fácil a casa R$ 10.000,00 de custo. Ou mesmo que não tenha todo esse valor, mas que seja o xodó de alguém. E agora, foi brincar de luthier e acabou com um instrumento. É justo, está certo?

12 out

João Brazílio

Não sou Luthier…

Nem luthier (com L minusculo) sou um curioso, com um hobbie, que frequenta a oficina de um Marceneiro Artesão que fabrica violinos, violoncelos, iolão, harpa, e que também nao se considera um Luthier. Se diz Artesão e só. Tenho aprendido muito com ele, ja reformei duas vilas e um violão. Não sem antes ter construido algumas casinhas e comedouros de passarinho. Esculpi dois fundos e dois tampos de violino sob supervisão do seu Hedio, que me auxilia, me orienta e se irrita pelo fato de eu ser canhoto e ter uma pegada “esquisita” com as feramentas.

Sou Dentista, tenho uma boa habilidade manual, estou aprendendo a mexer com várias texturas, densidades, e peculiaridades de diferentes madeiras.

Faço experiencias com retalhos de madeira e vou aprendendo. Lixando, cortando, cheirando, pintando, polindo, envernizando, selando, e lixo de novo, e pinto de novo, e uso lixa desde 40 até 1200. Ja tenho 48 anos, uso bem a metodologia cientifica pra descobrir coisas.

Às vezes ligo pro Luciano Queiroz que conheço o trabalho e confio (esse que está comentando neste tópico, também) que tem muita paciencia comigo e nao esconde o leite. Uma vez ele me disse, “Nem que seja pra concertar um Tonante véio, Tem que tratar QUALQUER instrumento como se fosse um Sugyama de 15 conto!”Ja aprendi um bocado. Faço microafinaçao muito bem feita, sou muito bom mexendo com osso, por conta da Odontologia. Apesar de ser um mero curioso só faço o que tenho certeza e segurança de como será feito. E só mexo nos meus por enquanto, vejam as fotos no meu album

12 out

CESAR

J.B

Esse é o espirito, é a isso que me refiro. Em breve com certeza se tornará um luthier e dos bons. Abraços.

12 out (7 dias atrás)

Sandro de Sena

Po pessoal, esse tópico já rendeu 77 mensagens, o que vocês acham da gente tomar uma cerveja e enterrar esse tópico da discórdia?

12 out (7 dias atrás)

Celso Luthier

Que discórdia, Sandro… o papo tá produtivo e não teve briga até agora…

12 out (7 dias atrás)

JOÃO GRAVINA

Tópico da discórdia???

A cerveja é uma boa idéia, mas o tópico está completamente longe de ser uma fonte de discórdia. Não entendo a sua colocação.

CESAR

SANDRO

Sandro é justamente aqui que estamos nos entendo, nos conhecendo melhor e acredito aumentando o respeito que temos um ao outro. Se tu ler todos os tópicos, pelo menos eu não vi um atrito sequer. Agora qualquer desculpa é bem vinda para se tomar uma cerveja.

12 out (7 dias atrás)

Alexandre

Eu acho o seguinte: aqui na comunidade tem a galera profissional, que vive da luthieria, como é o caso do Celso e do Gravina por exemplo, e tem a galera do hobby, como o Cesar e o J.B. . Acho muito maneiro quando a galera do primeiro grupo ajuda o segundo, e vice-versa.

O problema é que tem muita gente que não está sequer no segundo grupo, e quer se apresentar como no primeiro.

Comecei a me interessar por luthieria a um tempo atras, não para economizar dinheiro, deixando de levar no luthier, e sim para evitar de ser enganado pelos fazedores de merda.

Meu pai nunca foi mecânico, mas certa vez ele levou o carro para consertar um barulho que ninguém acertava onde era. Ele simplesmente disse que achava que era num lugar lá, e o mecânico resolveu aceitar o palpite dele; BINGO. O mecânico era ruim? não, muito pelo contrário, o cara é honesto e faz um bom trabalho, mas as vezes quem está de fora acaba vendo coisas que quem está em cima do problema não está enxergando.

Eu acho que a galera que vem aqui, e não se encaixa nem no primeiro grupo, nem no segundo (como era o meu caso logo que entrei), deve ver a comunidade desse modo: um lugar onde ela pode tirar algumas de suas dúvidas e ter mais noção do que o profissional está fazendo com o seu instrumento. Você já pode ter assistido a todos os episódios do Dr. hollywood, mas com certeza não vai sair por aí fazendo cirurgias plásticas! (nossa, analogia péssima essa hehehehe)

abç a todos

12 out (7 dias atrás)

Celso Luthier

Alexandre,

Aqui, na comunidade, o cara pode ser um completo ignorante no assunto. Basta querer aprender que algo aprende e creio que seja bem vindo como sempre foi em todas as comunidades que tive e no fórum www.luthierbrasil.com.

.

Acho apenas que uma sequencia deveria ser respeitada pro melhor andamento de qualquer comunidade:

1ª. Pesquise bastante e procure entender o minimo através da leitura gerada dessa pesquisa.

2ª. Tem dúvida, pesquise pra ver se existe resposta, e caso não exista ou seja incompleta, pergunte.

3ª. Sabe responder a dúvida de alguém, sinta-se à vontade, mas desde que não use “ouvi dizer” ou ” eu acho”. Ou VOCÊ sabe responder, ou não sabe. Pesquisar, encontrar a resposta e apontar a pessoa pra ela também é válido.

4ª. Conforme for aprendendo e se tornando apto a responder às dúvidas dos outros, faça.

.

Isso por sí só já melhora muito qualquer comunidade.

12 out (7 dias atrás)

Celso Luthier

Agora, falando da vida real…

Não basta você saber por ter lido ou feito uma vez ou outra. Você precisa realmente entender do assunto, teoria e prática, pra poder fazer um serviço profissional a terceiros.

É nesse ponto que o Gravina quis chegar quando criou esse tópico.

O mercado está cheio de “fazedô de merda” em luthieria, alguns saidos de comunidades como essa, outros vindos de cursos que ensinam um pouco de teoria e outro pouco de prática, mas não os torna aptos a exercer a profissão independentemente.

Essas pessoas deveriam se aprimorar sob supervisão de um profissional, nem que fosse de graça.

Só a convivência diária com problemas e soluções é capaz de formar um profissional.

12 out (7 dias atrás)

Jeovane

Celso! Por gentileza, me responda: “Se o cara, que é o meu caso, mora em uma região que não tem um profissional para ensiná-lo, não tem condições finaceiras pra ficar viajando… como deve proceder?”

Eu sempre sonhei em construir instrumentos. Esse sonho começou quando eu tinha 12 anos de idade, hoje tenho 46. Antes, eu não tinha condições financeiras pra, se quer, comprar as ferramentas necessárias. Hoje estou podendo realizar o meu sonho. É só ir na minha página que verá alguns trabalhos.

Trato meus instrumentos como se fossem filhos. No dia que terminei a primeira viola caipira e comecei tocar, enxi os olhos d´agua. Somente de emoção. É claro que falta qualidade, falta acabamento, falta um monte de coisas mas, deu pra tocar, tem afinação. Acho que isso, de início, é o mais importante.

Tudo que sei foi através de pesquisas na internete e observação a outros instrumentos. Com excessão do projeto que o Flávio Delisa me enviou. Já cheguei a desmanchar um violão, apenas para conhecer a parte interna. Perguntando errado ou não nas comunidades. Algumas perguntas que já fiz, foram motivos de gozações. Entretanto, vou levando tudo na brincadeira.

Não estou questionando o motivo do tópico. Entendi muito bem o que o Gravina quis dizer, aliás, disse. Só que vai saindo um pouco aqui outro ali e se percebe, como você mesmo disse acima, ” supervisão de um profissional”. E se não for possível? Inclusive estou precisando aprender uma coisa muito importante e nem sei como fazer. Sei que se eu perguntar, ninguém vai querer responder. Ou se responder vai dizer besteira. Que é sobre como preparar um tampo de forma correta. Alguém aí já disse que não dá pra ensinar pela comunidade. Certamente é bem complicado. E aí? Como vou fazer pra aprender isso?

12 out (7 dias atrás)

Celso Luthier

Jeovane,

– Você diz pros seus clientes que usará seus instrumentos pra treinar, pois não tem experiência?

– Você gostaria de deixar seu instrumento na mão de alguém que se diz Luthier e depois descobrir que foi feita alguma cagada pois o cara não tinha experiência e na verdade estava te usando de cobaia?

– Quantas cidades do Brasil possuem faculdades? Como você faria um curso superior se não morasse numa delas?

Uma coisa não justifica a outra.

Uma pessoa não tem o direito de prestar um serviço pra terceiros se não tiver qualificação para tal, a menos que o cliente esteja ciente disso.

Você pode aprender sozinho e se tornar um excelente profissional.

O que não pode é usar pessoas nesse aprendizado, sem deixá-las cientes disso.

13 out (6 dias atrás)

Alexandre

Você pode aprender sozinho e se tornar um excelente profissional.

O que não pode é usar pessoas nesse aprendizado, sem deixá-las cientes disso [2]

13 out (6 dias atrás)

Creuzebek

Eu nunca tive um professor que pude-se me auxiliar pessoalmente, tudo que aprendi foi principalmente perguntando aqui nessa comunidade mesmo, que foi a primeira que participei, e depois parti para comunidade do Celso que hoje nem existe mais, e para as outras que foram surgindo com o tempo, muito importante foram os videos que tem para downloads por ai, e ate mesmo no you tube.

Porem só isso nao bastou, o que realmente me levou aprender sobre o assunto foi com a pratica, mais sempre usando meus proprios instrumentos, alguns comprados para usar como cobaia mesmo. Nunca usando instrumentos de terceiros como cobaia, e quando aparece algum procedimento mais arriscado aqui, eu explico exatamente o que devera ser feito no instrumentos para o cliente, explico os riscos, porem nunca tive problemas quanto a isso.

Tenho pouco tempo de luthieria, mais sempre me dediquei ao maximo a isso, e trabalho a quase 2 anos, o que só me fez estudar mais, cada vez mais, pesquisar muito, e procura sempre fugir das gambiarras, sempre tentando fazer o trabalho mais profissional possivel, acredito que esse é o caminho certo, e quando vejo que o serviço nao é para mim eu nao o pego, simplesmente isso.

Tenho reparado muito isso que é o tema do topico, pois tenho me deparado bastante fazedores de merda por ai, fico triste em pegar instrumentos com durepox, até headstock “concertados” com prego, é complicado isso.

Mais como ja falei em outras postagem, é possivel se tornar um excelente profissional, sem ter um professor em cima de você, ou frequentar um curso, temos exemplos do Mestre Gravina por exemplo. Todos os “fodões” da luthieria que tem por ai hoje em dia, um dia foi apertador de parafusos, ou até menos.

13 out (6 dias atrás)

Creuzebek

Temos que pensar o que queremos para nos, sermos fazedores de merda, ou luthier de fato, podendo exercer sim a profissão, mais nunca esquecer de repeitar quem nos confia seu instrumentos, que muitas vezes tem um grande valor sentimental para essa pessoa.

Hoje luthieria é meu “ganha pão”, graças a Deus estou sendo bem reconhecido e elogiado por meus clientes.

Intendo perfeitamente o que esta sendo discutido aqui nesse topico, muitas vezes paro para pensar, e sinto realmente que devo aprender mais e mais, vejo os trabalhos do pessoal no orkut ou em sites, e vejo a grandeza desses trabalhos, a dificuldade para que aquela pessoa levou para conseguir fazer aquilo, e vejo tambem que um dia eu que poderei estar postando fotos aqui no orkut ou em sites, e outras pessoas admirando meu trabalho, só basta eu sempre procurar fazer o melhor de mim, me doar de alma e essa profissao, como eu tenho sempre feito, e sempre procurar aprender cada vez mais, e o principal, manter o respeito pelo cliente, pois se eu fizer uma merda hoje, isso podera e sera refletido negativamente para mim futuramente.

13 out (6 dias atrás)

Celso Luthier

Creuzebek, você é um exemplo.

Atualmente um grande problema são os recém saidos dos cursos de luthieria.

A pessoa frequenta o curso algumas horas por mês por alguns meses. Faz (parcialmente) um único instrumento, aprende um pouco sobre história da guitarra, termina o curso, compra R$ 1000,00 em ferramentas, faz uns cartões de visita e acaba com o mercado. (Isso pra mim é regra, mas há exceções)

Lucas

Sabado eu fui à casa do meu mestre em luthieria (gosto desse termo) para ajuda-lo com algumas violas que estão sendo feitas, pois bem, eu fiz uma cagada tão imensa com a tupia em uma viola de Maple, maple ein, que se eu estivesse sozinho ali, eu não saberia como consertar e duvido que se eu tivesse recorrido à comunidade alguem saberia me dar a solução sem ver o instrumento… ele bateu o olho na viola e logo me deu a solução…

É aí que entra toda essa história, não adianta vir aqui perguntar sem ter a minima noção do que se está fazendo…

13 out (6 dias atrás)

JOÃO GRAVINA

Havia um mestre luthier na cidade de Montes Claros em Minas Gerais chamado Zé Côco do Riachão. Ele já faleceu. Fazia as violas de 10 cordas com o som mais impressionante que se pode imaginar.

O cara nunca estudou, aliás ele era analfabeto, a assinatura dele era o desenho de um coqueirinho

Acho que a Internet cheia de palpites errôneos prejudica mais do que ajuda.

13 out (6 dias atrás)

CESAR

GRAVINA

Pior que não saber é aprender errado e descobrir isso depois da besteira feita. Mas estou gostando, conseguimos achamar as pessoas à responsabilidade, despertando conciências. Abraços.

13 out (6 dias atrás)

Sandro de Sena

Po galera desculpa pelo topico da discórdia, foi só pra descontrair mesmo, eu queria dizer que concordo com o pessoal quando diz que qualquer um que monta um violão logo se diz luthier e alguns, veja bem, alguns, logo querem ganhar dinheiro com instrumentos, regulagens etc… Mas um cara começando nunca vai tomar um cliente de um Gravina, ou outro cara famoso, vocês também tem que ver que a situação tá braba aqui no pais, então qualquer oportunidade de arrumar uma prata não pode deixar passar, mas luthieria, assim como cutelaria é coisa só pra quem nasce com o dom, eu só um exemplo vivo disso, ha um ano entrei na comunidade de cutelaria, e mesmo com o Ferrari, Calega e mais meia duzia me ajudando nunca fiz uma faquinha que prestasse, acho que minha mão só serve pra pegar em arma mesmo, rsrsrs.

E também tem um problema, como o cliente vai saber se o tal luthier é luthier ou não? Eu quando descobri essa comunidade fiquei empolgado, porque apesar de não ter jeito eu me amarro em fazer coisas, ai falei com um colega que me deu uma guitarra velha, po teve gente que me cobrou de 100 reais a 800 pra consertar ela, o Gravina me disse que ela era precária e não prestava e o Celso que tinha por principio não enganar os clientes, porque não iria me fazer gastar dinheiro com essa guitarra.

Agora imagine se seu não perguntasse aqui na comunidade? Provavelmente iria gasta uma grana a toa, e é claro com o mais barato dos ¨luthiers¨. Eu já vi muita tópico de gente perguntando se alguém conhece o luthier fulano ou ciclano, já pensaram que essas pessoas estão pesquisando sobre o profissional? É claro que a gente sempre vai procurar um descontinho, mas ninguém, mesmo que seja uma guitarra de 100 reais vai querer levar num cara que sabe que vai quebrar o instrumento. Teve alguém lá atras que falou que escola de luthieria não era certeza de bom profissional, no que concordo totalmente, mas o que acham de uma carteira de luthier? Ai quando o cara falasse que era o pica das galáxias pro cliente era só pedir a carteirinha.

13 out (6 dias atrás)

Celso Luthier

Sandro, você como policial, sabe que mesmo quem rouba galinhas pra comer pode ir pra cadeia, pelo simples fato de que o direito de um acaba quando começa o do outro. É Lei e deve ser cumprida.

Qualquer prestador de serviços está sujeito ao Código de Defesa do Consumidor, que normalmente só funciona pra quem se estabeleceu legalmente (abriu empresa), como é o caso de poucos Luthiers no Brasil.

Qualquer um pode sair por aí consertando instrumentos, mas deveria saber muito bem o o que faz, pois caso não saiba, não é só ele e o cliente que sai perdendo, mas quem realmente é Luthier, sabe o que faz e leva a sério.

Quantas vezes não lemos aqui mesmo nessa comunidade que o cara não confia “em Luthier”? (com certeza por culpa de algum pilantra que fez merda no seu instrumento)

Ontem recebi uma guitarra JS100 pra troca de trastes. A ponte Gotoh que foi instalada nela está torta quase 3mm. O serviço foi feito pelo luthier de uma famosa escola de São Paulo que tem franquia aqui em Campinas (pra bom entendedor, entreguei o cara)…

Recebo cagadas mensais aqui de outros 3 “pseudo-luthieres” de Campinas, sendo que um deles trabalha com isso há mais de 15 anos e outro é tão esperto que entre as fotos do seu site existem fotos que podem ser encontradas no Google. Até fotos minhas já foram parar lá, mas ele tirou depois de receber um telegrama meu.

Por aí dá pra ver que a cagada não está apenas nos iniciantes. Sabe porque?

Pois eles vão pegando serviços, o tempo vai passando e daqui a 10 anos teremos um pilantra que não sabe o que faz com 10 anos de mercado.

Concorrência leal é positivo pro mercado e gera vantagens pros clientes.

Concorrência desleal gera descrédito no mundo da Luthieria por vários motivos, dentre os quais destaco:

– Cliente perde a confiança “em Luthier”, pois caiu nas garras de um pilantra;

– Cliente não valoriza o bom Luthier, pois tem como base o preço do pilantra.

Estou bolando uma forma de minimizar isso. Aguardem!

14 out (5 dias atrás)

*Andre*

Celso… quando você surgir com essa idéia brilhante, me conte imediatamente, pois sofro com o mesmo problema…. Pontes tortas, retíficas de traste terríveis, trocas de trastes que deixam a escala destruída, guitarras falsificadas (sim, acreditem… logo da fender com verniz passado a pincel por cima… quando se abre a parte elétrica, é tudo dolphin..), etc… é isso que rola por aqui…

14 out (5 dias atrás)

CESAR

CELSO

A minha paixão por luthieria começou quando fui fazer uma gentilieza a um amigo que me pediu para leva-lo a oficina de um luthier pois ele queria customizar o seu instrumento. Eu estava aprendendo a tocar e jamais tinha ouvido sequer a palavra. Quando cheguei lá quase fiquei louco, máquinas e mais máquinas, aquele cheiro de madeira no ar, peças e mais peças, braços e corpos pendurados na parede esperando a vez de serem pintados e montados. Lembro-me até hoje e se não fosse o plano Collor eu teria trabalhado com eles. Já a minha decepição foi ver um luthier arrancar uma lasca da cavidade de uma supersonic Giannini de quase 30 anos feita toda em Cedro maciço, aí jurei que nunca mais ninguém iria por a mão nas minha guitarras e tem sido assim até hoje. O crime por execer uma profissão pela qual não foi habilitado se não me engano é o de falsidade ideológica e da até cadeia. Isso inclui inclusive a prática de curandeirismo. Se não me engado a profissão de luthier já foi regulamentada com a ajuda do nosso amigo Henry Ho, porém éla não é fiscalizada até por que muito poucos profissionais trabalham como empresa legalmente constituida. São tantos os impostos que para alguns se tornaria praticamente impraticavel faze-lo. Abraços.

14 out (5 dias atrás)

Celso Luthier

Não é o caso da Luthieria.

Não precisa de licença pra ser exercida e nunca precisará.

Os melhores profissionais não se formaram em escolas de Luthieria que não deixam que os alunos mexam em máquinas, entregam instrumentos pré cortados e dão um diploma que não o habilita profissionalmente, mas alimenta seu ego e os faz achar superiores ao que realmente são. (há exceções).

Hoje nem Jornalismo precisa mais, exatamente porque alguns dos melhores profissionais da área não têm formação superior.

O mesmo vai acontecer com Publicidade, Design, etc…

14 out (5 dias atrás)

*Andre*

Celso, Agora vou ter que ser um pouco polêmico…

Eu me formei na escola de luthieria, e foi muito bom para mim, pois até então eu não tinha tanta noção de “como ou onde estudar” procurei por muito tempo, inclusive no exterior, por luthiers que poderiam me ensinar, até que a chei a escola em São Paulo. Fiz o curso e sou muito grato aos meus professores, que me ensinaram o beabá. É claro, Celso, que como uma escola de motorista, você só vai aprender praticando…. ninguém sai da aula de Luthieria como luthier, mas é um bom passo, para o começo. Depois disso, já trabalhei com luthieria por muitos anos e comecei a me relacionar bem com outros luthiers, com os quais até hoje troco idéias sobre produtos e serviços, pois cada um tem uma experiência diferente e, como num congresso, podemos sempre aprender uns com os outros. Enfim, a escola te dá ferramentas para que você se inicie na arte, mas o resto é por sua conta.

O Celso tem sido muito enfático contra a escola de luthieria, mas como todo curso, aprender realmente depende do estudante…. as ferramentas são dadas…saber aproveitá-las e treinar alguns anos poderá relmente formar este estudante um luthier.

Abraços

14 out (5 dias atrás)

Carlos Eduardo

André, só que existem escolas de luthieria que ensinam e outras que é aquele esquema, faça o seu instrumento.

Eu tenho acompanhado a evolução da faculdade de luteria da UFPR, é um projeto sério, onde os alunos não vão aprender simplesmente a construir seu instrumento, mas sim a lidar com todo e qualquer tipo de instrumento de cordas, desde dedilhados aos de arco. E também, os alunos lá tem que se virar, mesmo agora que o curso está no começo, e que estão se maquinário, o pessoal tem que improvisar e cada um tem feito sua parte.

O que tenho visto de algumas escolas, é que o pessoal pega um corpo já cortado pelo professor e só faz os cortes, com gabaritos feitos pelos professores. Ou seja, ele fez a guitarra mas não aprendeu como fazer todo o processo, o que no meu ver, é mais importante. Muitas vezes se o resultado final do primeiro não for satisfatório, mas se o aluno aprender a cortar o corpo, a fazer os gabaritos de corte, a timbrar um tampo de instrumento acústico, a dobrar corretamente uma lateral de violão, daí em diantes é só treino, como falou.

As excessões pra mim dos cursos faça seu instrumento, é a vontade do aluno, se não existir isso, o cara não procura, não pesquisa, só frequenta as aulas e acabou, o que imagino não foi o seu caso pelo que disse.

Celso Luthier

André…

Coloquei o “há exceções” exatamente pra pessoas como você.

Não sou contra escolas de Luthieria de maneira alguma. Sou contra a pessoa achar que sai de lá qualificada pra exercer a profissão como autônomo prestando serviços pra músicos sem antes “estagiar” ou em alguma fábrica, ou com algum Luthier, ou mesmo prestando serviço pra amigos e conhecidos que estão cientes de que seu instrumento está sendo usado no aprendizado.

A grande maioria prova que isso não dá certo. Como sempre, há exceções, mas contra fatos não há argumentos.

O mercado mostra o que acontece, e felizmente, quando conserto a cagada feita por um inexperiente, pra esse cliente e todos os seus amigos, a carreira dessa pessoa acabou.

Bastaria a conscientização desses “recém formados” de que eles têm algum conhecimento mas lhes falta a prática, e portanto devem agir com ética ao prestar serviços, informando o cliente de que se trata de uma cobaia.

Isso é vantajoso pra todos, pois dependendo do músico que você presta um mau serviço, você terá encerrado sua nem iniciada carreira pra muitos outros, ainda mais num mercado onde o melhor marketing é a indicação pessoal.

15 out (4 dias atrás)

CESAR

Eu acho muito bom fazer escola, em São Paulo mesmo tem dois ótimos professores. O problema todo é que sem botar a mão na ferramenta não se aprende nada. Se voce pegar um corpo pronto e um braço pronto pronto voce será um montador de guitarras e não um fabricante. Concordo que não da para arriscar colocar um aluno que nunca viu uma serra, um desengrosso, uma desempenadeira para trabalhar sozinho na máquina. Seria expo-los a um risco desnecessário além de aumentar em muito o tempo de duração do curso e consequentemente o seu custo. Afinal lá são cursos de luthier e não de marcenária. Uma boa sugestão e tanto faz ser primeiro ou depois. É fazer cursos no SENAI, lá tem mecânica industrial, marcenaria, eletrônica entre outros. Eu mesmo por motivos profissionais estou fazendo mecânica indústrial e posso afirmar que embora ninguém vai virar luthier fazendo um curso desses, mas praticamente tudo o que se aprende pode ser aplicado em luthieria. Aprendi por exemplo, a mexer em torno, fresa, furadeira de bancada, serra, bater com o martelo, a serrar com arco de serra, limar com lima. O pessoal tira sarro mas se eu aplicar um teste quem vai rir sou eu, pois 99% das pessoas não sabem usar sequer uma lima e vão condenar a peça. Acredito que o aprendizado venha da observação, dos livros, cursos, e de todo o tipo de orientação recebida e muita prática, além de claro fazer uma ou outra merda o que é normal. Com o tempo depois de muito trabalho é que voce poderá de denominar luthier. Abraços.

16 out (3 dias atrás)

João Brazílio

Caramba.. ja passamos de 100 mensagens.

Parabéns!

Sejam exaltados, calmos, profissionais, amadores, curiosos, etc… a discussão tá boa.

16 out (3 dias atrás)

João Brazílio

Sou dentista

sou formado por uma conceituada universidade, tenho 20 anos de profissão, nesse temo conheci dentistas práticos e protéticos que me ensinaram muito e me ajudaram a aprender amis na profissão.

Mesmo meu mestre Hedio Strey , de luthieria, ouve atentamente muitas coisas que eu aprendo em sites e repasso a ele, sobre colas, métodos, tratamaento de madeira… Vira mexe ele me pergunta ou pede pra eu copiar do computaodr este ou aquele artigo que comentei.

é óbvio que tem coisas que ele descarta de cara, e até ri de alguns “causos” ou questões que eu apresento, mas gosto desse humildade dele de querer aprender mais.. Importante é que a bagagem dele é um excelente FILTRO de bobagens. Eu não tenho discernimento ou vivencia pra separar o JOIO do TRIGO, ele tem!

16 out (3 dias atrás)

CESAR

JOÃO

A diferença da érva daninha para a árvore são os seus frutos. No início é tudo igual, apenas mato. Com o tempo tu percebe que a érva não tem mais nada a oferecer. Já a árvore, nos da frutos, madeira, seiva, sombra, ornamenta o jardim além de às vezes também pordermos saborear os seus frutos. Assim também é o ser humano. Este foi um dos poucos enquetes que ao invés de se perder numa discução besta, ele evoluiu para aonde não poderiamos imaginar de maneira que todos puderam tirar proveito. Abraços.

17 out (2 dias atrás)

Eduardo Divino

pessoal, sou iniciante na arte da luthieria e me preocupo em ser um bom profissional; diante do que foi exposto gostaria que cada um desse sugestoes para que os iniciantes possam ser de fato bons profissionais (inclusive eu, hehehehe) – qual a dica que os mais experientes dariam as novatos? por onde começar? Obs.: tenhamos em vista que nem todos tem um “mestre” por perto. Qual a opinião de voces sobre a entrada de aprendizes no mercado de trabalho que realmente tenham interesse em um compromisso serio? qual o primeiro passo a ser tomado?

desde ja muito obrigado.

17 out (2 dias atrás)

João Brazílio

Boa Ideia… Vamos postar alguns MANDAMENTOS?

Se vc fosse dizer um MANDAMENTO qual seria?

– ” Trate qualquer instrumento, mesmo um TONANTE, com o mesmo cuidado que vc trataria um Sugyiama de 15 conto” (Luciano Queiroz)

– Desenvolva a mão pra coisa antes de se meter. (lixei, poli, pintei, selei e envernizei muitos toquinhos de madeira antes de fazer isso em meus instrumentos)

17 out (2 dias atrás)

João Brazílio

Aprendi com a Odontologia….

Antes de fazer o que vc sabe, procure saber o que o seu PACIENTE procura.

Muitas vezes vc analisa um caso e ja pensa em fazer “X” quando o seu paciente na verdade quer “Y”.

Muito comum vc olhar e perceber algum “defeito” que o paciente não considera como tal e até preza aquela caracteristica que vc não gostou.

Antes de tudo tem que se saber os anseios do paciente para só então vc elaborar o seu plano de tratamento.

17 out (2 dias atrás)

Celso Luthier

1º. Não finja ter a experiência que não tem. Fale a verdade pro seu cliente.

2º. Não pegue serviços que não tenha certeza que conseguirá fazer bem feito.

3º. Pegue apenas os serviços que melhorem realmente o instrumento do cliente. Se acha que o resultado será instisfatório, não pegue.

4º. Deixe seu cliente ciente do seu conhecimento, se ele for limitado, seja honesto e dê opção de fazer ou não o serviço com você. Informe os riscos.

5º. Não tente ganhar no preço. Ganhe na qualidade. Jamais cobre pouco pra usar isso depois como desculpa. (Ex: “Por esse preço você esperava o que?”). Se você cobra menos do que devia, ganha menos do que poderia. Cliente procura preço, mas sempre quer qualidade primeiro.

Uma troca de trastes mal feita por R$ 10,00 é mais cara que uma perfeita por R$ 500,00.

6º. Ferramentas e máquinas de qualidade e uma oficina bem equipada são investimento, não gasto. Invista!

7º. Nunca ache que sabe tudo. Aprenda e se aprimore sempre.

Pra mim é por aí…

17 out (2 dias atrás)

Eduardo Divino

carracas… essas dicas eu tenho que imprimir e colocar na parede do meu quarto… melhor da oficina… é serio mesmo…

isso faz parte da boa convivencia e do profissionalismo do luthier…

a Biblia diz em Proverbios…

“Diante da HONRA vai a HUMILDADE”.

vamos ter isso como liçao… obrigado a todos.

e vamos la … continuem com as dicas….

Guitarreiro

Nunca coloque a culpa na qualidade do instrumento depois do serviço feito, faça isso antes de fazer o serviço.

EX: “esse instrumento não vai ficar 100%”

18 out (1 dia atrás)

CESAR

Se voce aceitou o serviço, não importa o que voce faça, tem de ficar bom. Não de gatos. Use somente materias e ferramentas de boa qualidade. Não substime o cliente, nem seu instrumento, pois atras de um peixinho sempre vem um peixe maior.

18 out (1 dia atrás)

Carlos Eduardo

Só voltando um pouco ao assunto, mas alguém já ouviu falar sobre luthier de boquilhas de sax?

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-107767170-boquilha-ivan-meyer-para-sax-veja-o-video-com-ivan-meyer-_JM

.

“Boquilha de metal artesanal feita e regulado

pelo professor e luthier Ivan Meyer”

.

Conversando com um cliente ele me falou do tal “luthier”, daí eu disse que isso não ecxiste, mas o cara não aceita que não é luthier. hehe

18 out (23 horas atrás)

Celso Luthier

Cesar,

Exatamente porisso eu escrevi o 3º:

“3º. Pegue apenas os serviços que melhorem realmente o instrumento do cliente. Se acha que o resultado será instisfatório, não pegue.”

Os “mortos de fome” pegam qualquer serviço por dinheiro, mas se esquecem que o serviço trás mais do que dinheiro: trás o retorno positivo ou negativo de acordo com o resultado obtido.

Não se esqueça, que dificilmente o cliente dirá pros amigos que o serviço ficou ruim pois o instrumento não presta. Ficará subentendido que a culpa é do Luthier, resultado: retorno negativo.

18 out (17 horas atrás)

Guitarreiro

Mesmo quem tem um instrumento ruim tem o direito e a vontade de deixa-lo melhor, coisa do tipo, refazer a instalação eletrica, dar uma nivelada nos trastes e fazer uma regulagem, trocar uma tarraxas que não afinam direito, é sobre isso que estou falando, que isso vai tornar o instrumento mais tocavel e não melhorar 100%, “pau que nasce torto morre torto” diz o ditado, ainda bem que inventaram o tensor.

Agora vai falar pro cara que a Ibanez que ele pagou 1300,00 é uma merda, vai falar que vai ficar zero depois de uma regulagem, geralmente todas essas guitarras baratas (que não é o caso das guitarras ruins com etiqueta) eu ja digo que não vai ficar 100% pois isso é quase regra (é claro que sempre tem algumas que realmente ficam boas) isso acaba sendo uma surpresa positiva para o cliente.

07:36 (6 horas atrás)

Eduardo

Carlos Eduardo

Conheço pessoalmente o Ivan Meyer. Aliás, de quando ele ainda não usava a palavra Luthier em sua propaganda. Quem consagrou o termo, foi a clientela, que depois de muito insistir em chamá-lo de Luthier, ele próprio acabou incorporando o termo. Ivan Meyer, não é um luthier… É um MAGO. É uma pena entretanto, que gente como ele seja rara no mercado de construção/manutenção/customização de instrumentos musicais…

11:28 (2½ horas atrás)

Carlos Eduardo

Eduardo, em outra comunidade que participo, levantei a questão ao Ivan Meyer sobre isso que estamos falando aqui, ele não aceita de jeito nenhum que não é luthier, que luthier é para tudo; ficou até ofendido por eu dizer isso.

Vi o trabalho dele e tudo, fotos do processo, vi o currículo dele e tudo mais. Realmente ele tem muita coisa, mas longe de ser luthier, e acho, no meu ver, o primeiro que deveria corrigir os clientes sobre isso.

Tem uma pessoa, que sempre que vem falar comigo que me chama de mestre, eu logo digo que estou longe de ter mestrado ainda para ser chamado de mestre.

Não desmereço o trabalho dele nem de ninguém, mas como se diz, acho que tem que se colocar os pingos nos is e definir quem é quem.

12:05 (2 horas atrás)

Eduardo

Bem… Aí já entra um aspecto de RIGORISMO de terminologia… De acordo com Caldas Aulete:

“(lu.ti:er)

s2g.

1 Mús. Profissional dedicado à fabricação e conserto de instrumentos musicais de corda com caixa de ressonância, como violão, guitarra, violino etc.

[F.: Do fr. luthier.]”

Nessas então, quem trabalha exclusivamente com instrumentos de corda sólidos, como guitarras e contrabaixos elétricos sólidos, também ficou de fora??? Um construtor de zabumbas, estaria tão distante do conceito de luthier, quanto um construtor de guitarras sólidas, pois a zabumba apesar de não ter cordas, tem caixa de ressonância, certo???

Se é necessário FLEXIBILIZAR a terminologia, a flexibilização deve ocorrer “de facto” e não apenas corporativamente…

12:08 (2 horas atrás)

Eduardo

Ainda de acordo com Caldas Aulete:

“(mes.tre)

sm.

1 Aquele que dá aulas; PROFESSOR: mestre de desenho.

2 Aquele que é perito, especialista ou versado em qualquer atividade, ciência ou arte

3 Fig. Pessoa que tem muitos conhecimentos.

4 Superior de aprendizes ou operários (mestre marceneiro)

5 Guia espiritual, mentor.

6 Aquele que concluiu o mestrado (1).

7 Tudo que serve de ensino ou de que se tira lição: O tempo é um grande mestre.

8 O que supera outro em qualquer coisa: É mestre em fazer extravagâncias

9 Chefe ou iniciador de uma escola de pintura: os mestres da escola flamenga.

10 O chefe de um estabelecimento fabril.

11 Bras. Cap. Título dado a capoeirista de grande habilidade e experiência.

12 Bras. N.E. Título dado a bons instrumentistas, esp. a bons sanfoneiros (mestre Gonzaga).

13 Bras. RS O mourão mais forte posto no ângulo do aramado.

14 Ant. Mar.Merc. Capitão de uma embarcação pequena.

15 Mar. Oficial da marinha que, nos navios de guerra, é responsável pelo aparelho e o velame.

16 Ant. Hist. Mil. Chefe de ordem militar.

17 Maçon. O que recebeu o terceiro grau na maçonaria. ”

Logo, quem concluiu a pós-graduação em nível de Mestrado, enquadra-se apenas numa ÚNICA ACEPÇÃO do termo mestre (sobraram outras 16…). Sou e serei sempre um aprendiz. Com relação à lutheria, ter um MESTRE como você (ainda que você não goste do título), pra mim é motivo de uma grande honra!!!

12:45 (1 hora atrás)

Celso Luthier

A discussão tava boa boa e produtiva…

Que diferença faz nas nossa vidas se o Ivan Meyer se auto denomina Luthier?

Pelo menos ele é um bom músico e suas boquilhas são de qualidade.

Eduardo, rei do copy & paste, você é um verdadeiro mestre em disvirtuar tópicos.

Vamos voltar ao tema inicial, por favor!

Eduardo

Puts… Com o Celso e seus muitos “heterônimos” eu não posso… Com quantos fakes você participa dessa comunidade, Celso???

13:01 (1 hora atrás)

Guitarreiro

esta ai uma coisa a se pensar

a maioria dos Luthiers acabam sendo chamados assim pelos clientes, eu mesmo só falo que sou Luthier quando a conversa é com musicos, se for com outras pessoas digo “eu construo guitarras” pois se falar que sou Luthier vou ter que acabar no “eu construo guitarras” pois sempre vem a pergunta “loteria ?” ou “o que é isso ?”

Hj aconteceu uma coisa da qual estava falando antes, um cara trouxe uma guitarra quen nem vou citar o nome, peças legais bem construida, com tarraxas Grover e um Floyd China, que não segurava a afinação.

Como é de praxe o problema esta nas molas, disse a ele que se colocasse molas Gotoh resolveria mas não ficaria 100%, que a solução seria colocar uma ponte decente, tem pontes China que ficam 100% mas seguindo a regra de que a maioria não fica, ja disse antes o que poderia acontecer.

acabamos decidindo que só trocariamos as molas, é o que a maioria faz mesmo, sempre esses clientes me indicam para os amigos, dizendo “O cara é bom e honesto”

não pode ter medo de falar que não vai ficar bom o instrumento, o cara ja sabe que comprou um instrumento barato é isso mesmo, vc pode mandar para outro que fará a mesma coisa, e no final como disse o Cesar, quem acabou substemindo o instrumento do cliente foi vc.

Não estou dizendo em pegar qualquer coisa só para ganhar uma grana, meu negocio é construção, depois de 3 anos voltei a fazer consertos por um acidente no percursso.

13:05 (1 hora atrás)

Celso Luthier

Eduardo,

Tentamos discutir luthieria em alto nível por aqui.

Por favor, se não tem nada a acrescentar sobre esse tema, participe apenas como leitor.

Grato!

13:17 (56 minutos atrás)

Carlos Eduardo

Eduardo, até certo ponto uma flexibilização é válida, mas acho que existem certos limites. Hoje luthier é usado para tudo, de instrumentos acústicos a sólidos, de sopro a percussão, até mesmo por alguns, em relação a instrumentos eletrônicos.

.

Eu pesquisei bastante uma época sobre o termo, falei com uma francesa que mora aqui perto de casa sobre a palavra e o significado real dela. O que ela me disse, é que o entendimento e conhecimento dela é que luth significa pequeno instrumento de corda. Depois disso pesquisei e vi que luth e liuto por alguns tradutores tinha justamente este entendimento, e não específico ao alaúde.

.

Agora se considerar luth para instrumento de corda, poderia englobar muita coisa que não entraria na luteria, que seriam os instrumentos de corda dotados de teclas. Agora instrumentos de sopro e percussão estariam longe de entrar em tais características.

.

Se olhar por outro ponto, uma generalização do termo é até ruim, quantas vezes não recebi ligação de gente perguntando se eu fazia conserto em acordeon, teclado. Se existisse um termo para quem trabalha com cada tipo de instrumento ficaria mais fácil até mesmo para o cliente achar o que procura. Hoje quem faz arco de violino e demais da família, recebe o nome de archetier; assim como eles acharam uma definição, qual o problema de outros ramos também terem uma terminologia própria?

.

Eu mesmo estou procurando uma palavra que se adeque ao termo utilizado na espanha pelos construtores de violão, que é Guitarreria. Lá pouco se usa o termo luthieria para a oficina, deixa mais específico, agora aqu no brasil se udar tal termo o pessoal já confundirá com guitarras. Mas até eu achar a palavra adequada, e conseguir mais pessoas para levar adiante a idéia de mudar o termo, vai ser um longo processo, mas que acho válido, visto que minha intenção é trabalhar mais com esta área dos isntrumentos.

13:19 (54 minutos atrás)

Carlos Eduardo

Quanto ao mestre, não conhecia todos, mas sei que existem mais definições. O jeito como falo de não ter mestrado, é algo meio que na brincadeira, mas pra mostrar que não me sinto no direito ainda de usar tal termo, acho que ainda tenho chão a percorrer antes de querer me considerar mestre em alguma coisa. Mas entendi, e acho que o que disse antes já responde esta parte.

13:26 (47 minutos atrás)

JOÃO GRAVINA

Nunca pensei que a criação do tópico pudesse tomar esse destino.

Quando escrevi meu texto, a idéia era um desabafo contra a tendência de ver a profissão se tornar repleta de medíocres que denigrem a imagem do bom profissional.

A proposta do meu texto nunca foi questionar quais instrumentos conferem ao seu construtor o título de luthier. Se o instrumento é bom, que importa qual seja ele?

A proposta do texto nunca foi afunilar o merecimento do título de luthier conforme o estilo ou conforme a classe social ou seja lá qual outra besteira apareça.

A idéia era denunciar que há vários picaretas que não são luthiers e se anunciam como tal, às vezes até arruinando os instrumentos de seus clientes e deflacionando o mercado de quem realmente vive disso.

13:26 (46 minutos atrás)

Eduardo

Pois é Mestre (;-)))… Este tópico aborda basicamente dois conceitos separadamente:

1. Ética profissional: Se todos que alegam NUNCA fazer experiências com instrumentos de clientes realmente levarem isso a sério, então estamos bem próximos do primeiro mundo. Incidentalmente porém, tais valores têm aplicabilidade em QUALQUER PROFISSÃO. Embora sempre seja bom enaltecê-los, não seria – em princípio – necessário;

2. Definição da Profissão: Aí vem o corporativismo que eu falei acima… Se radicalizarmos a questão, apenas quem constrói/repara instrumentos de cordas com caixa de ressonância, mereceria o título de Luthier. Mas isso seria uma terrível injustiça com quem constrói/repara instrumentos de cordas sólidos. A discussão, está girando basicamente em torno de TERMINOLOGIA, mas esse é o SEGUNDO ATO da peça. Antes de discutir terminologia e depois de passar pela questão ética do parágrafo acima, é necessário definir algumas questões:

2.1.: Lutheria é Profissão ou Ofício?

2.2.: É atividade de Engenho ou de Arte?

2.3.: A atividade é de “intuitu personae”?

2.4.: O estabelecimento do luthier é de indústria ou de prestação de serviços?

Uma vez respondidas essas perguntas, aí dá pra criar um “plano de vôo”. Do contrário, daqui a 20 anos voltaremos aqui e a discussão não terá andado um passo sequer…

13:28 (45 minutos atrás)

Carlos Eduardo

Celso, quando trouxe a questão do Ivan Meyer ser chamado de luthier, foi justamente para colocar a questão de até onde a palavra tem sido usada, e como citei no post anterior, hoje até técnico em eletrônica usa o termo quando lida com consertos de teclados e instrumentos eletrônicos.

Se acaso desvirtuei o tópico, peço desculpa aos colegas, pois não era a minha intenção, e sim levar a questão do uso do termo a uma discussão mais profunda.

13:28 (44 minutos atrás)

Eduardo

Mestre Gravina

Entendi seu objetivo. Mas fiquei em dúvida em relação à sua posição: O Sr. é favorável ou contrário à flexibilização da definição?

13:30 (43 minutos atrás)

Eduardo

Você não desvirtou o tópico Carlos… Até porque, uma discussão salutar SEMPRE aumenta a abrangência…

Celso Luthier

Carlos,

Compreendi perfeitamente a sua colocação e já vi até a denominação “Luthier de Pedais”, mas acho que não era o assunto em pauta. Falávamos de quem é realmente Luthier e quem se mete a Luthier e acaba prostituindo o mercado.

.

Eduardo “Copy & Paste”

.

Caldas Aulete não é o local mais indicado pra procurar o termo “Luthier”.

.

Tente a Wikipedia, aliás, pesquise por Luthier no Google e verá que no mundo inteiro, quem constrói qualquer tipo de instrumento de cordas, seja sólido ou com caixa de ressonância, é chamado de Luthier.

.

Wikipedia, por exemplo: http://en.wikipedia.org/wiki/Luthier

.

"A luthier is someone who makes or repairs stringed instruments.”

.

“Luthier é alguém que constrói ou conserta instrumentos de corda.”

.

No caso, a discussão já foi disvirtuada mas gerou frutos.

.

Quem não entende do assunto faria um favor se continuasse apenas lendo.

14:05 (8 minutos atrás)

Eduardo

Sua “fonte” de conhecimento é a Wikipedia? Puts… Ah! Quanto ao favor que o senhor pediu, passe amanhã…

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

Comments 3

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  1. Gostaríamos de saber, onde posso obter uma lista completa, de material de lutheria, com as devidas referências.

    Obrigado,

    Albery Albuquerque

    Belém-Pará

  2. Pois é concordo com vc e fico Indignado com a situação
    Mais eu tenho um vuoloncelo artezanal de mais de 50 anos de uso e quero da uma melhorada nele mais eu quero um luthier de confiança por isso que tiu te mandando essa msg para ver se vc porde me ajudar pago o que for preciso dentro dos limites de preço mais quero um luthier de confiança se vc poder me ajudar entra em contato com meu imail beleza. sem mais Clenison…………

  3. Tenho pesquisado muito sobre LUTHIER e foi pesquisando que acabei aqui agora vejo porque ta dificil obter informações sobre o assunto tanto faz o o bom eo mal profissional quem sabe não ensina dae da nisso forma-se os mals quando o verdadeiro profissional tomar vergonha e larguar de ser egoista e tentar ensinar ao menos o filho dele quem sabe bons frutos poderam surgir pro futuro sou um profissional na minha area tenho como pensamento o seguinte pra ser um bom profissional antes seja um bom aluno companheiros se vc não ensina como vai formar um bom aluno que prossional esse aluno sera sem sua ajuda??? bom é isso vou continuar minha pesquisa quem sabe eu acho meu professor por ae boa discução ae .

Ser de fato um LUTHIER

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