Ser Bambi ou não Ser? Eis a questão!


spfcO texto é do Fernando Gallo, jornalista e bambi são-paulino, que cansado de ver o São Paulo negar sua simpatia ao homossexualismo, propõe que o clube “saia do armário”. Que assuma e se orgulhe do apelido “bambi”. Eu vi aqui, no blog do Juka Kfouri.

O texto de Gallo, apesar de querer dar ares de união com o “Movimento do Arco-íris”, visa apenas o desejo de mudar o foco do o apelido, fazendo-o que não seja mais pejorativo. A exemplo do Palmeiras que hoje se orgulha de ser chamado de “porco” ou ainda o Flamengo, com seu “urubu”. Casos bem distintos a este do São Paulo.

Desculpe-me, não se trata de preconceito, mas de tradição. Sejamos francos, creio que até mesmo a comunidade gay ri desse fato. É uma tradição que abrange quase o mundo todo: – exceto a argentina – o futebol masculino é palco de heterossexuais.
Não estou aqui para tratar de moral e ética, mas vamos ser razoáveis no raciocínio; gays podem até gostar de futebol, mas gostar de jogar futebol é algo que não acontece aqui no Brasil. Acham exagero? Considerando que para toda regra há exceção, pode haver um ou outro homossexual jogando futebol, mas a grande massa do elenco brasileiro e por que não dizer, mundial, é formado por atletas heterossexual. Assim como a massa de torcedores. E quem vai gostar de ser chamado de “bambi” sabendo que isso se refere ao homossexualismo?

Antes que queiram me chamar de homófabo, reflitam um pouco. Se, por exemplo, eu, paulista de nascimento, for chamado de “carioca”. Por certo, protestarei. Isso não quer dizer que eu seja preconceituoso e nem que odeie os cariocas. Protestarei, primeiramente por não ser e também devida a “rixa tradicional” entre paulistas e cariocas, que na prática não se aplica, mas nas piadinhas do dia-a-dia sempre está presente. O mesmo se dá para situações que não envolve preconceito nem insulto, como no caso de afirmarem que eu sou louro, de olhos azuis, e que tenha características arianas, o protesto virá da mesma forma, uma vez que meus traços são trigueiros.

Assim será no futebol, sempre. Enquanto a grande massa for heterossexual não aceitarão insinuações homossexuais. Quer outro exemplo parecido com essa situação? Peça aos gaúchos que aceitem a idéia que “ser gaúcho”, na linguagem popular, virou sinônimo de ser homossexual enrustido.

Não é questão de preconceito, é questão de tradição!’

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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