RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO – Psicologia e Construtivismo

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RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

Texto do livro Psicologia e Construtivismo

ANTES (?)

Professor:

Centro da atividade escolar > Dirige os trabalhos > Sabe > Ensina >  Manda > Controla > “Dono” da sala de aula > Repressor > Autoritário > Coercitivo > Dominador > Culto ao silêncio

Aluno:

Submisso > Passivo > Repetir lições > Não pode expressar sua curiosidade e criatividade > Reprodutor do conhecimento


ATUALMENTE (?)

A psicologia da Educação aceita o interacionismo como teoria explicativa do desenvolvimento humano.

São adeptos dessa teoria, Piaget e Vygotsky.

A teoria Piaget interacionista de Piaget é conhecida pelo nome de construtivismo e a de Vygotsky como sócio-interacionismo ou histórico-cultural.


E a conclusão que se chega nos vários estudos sobre a relação professor-aluno é:


  • O professor acreditando na capacidade do aluno de construir ativamente o seu conhecimento, passa a considerá-lo o centro do processo de ensino-aprendizagem


  • Reconhecendo que o aluno não é um sujeito passivo, que suas capacidades  vão além de um mero reprodutor do conhecimento que lhe é imposto, o professor renunciará o que papel de “dono do saber”e passará a ser um “orientador”, alguém que acompanha e participa do processo de construção do conhecimento de seus alunos.


  • A nova forma de relacionamento do professor com a classe estimulará o diálogo, o livre debate de idéias, a interação social, diminuindo a importância do trabalho individualizado.


  • Tem-se empregado o termo “mediador” para redefinir o papel do professor:  “Mediador da relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Mediação que nada mais é que uma intervenção planejada para favorecer a ação do aprendiz sobre o objeto do conhecimento”.

Independente de qualquer teoria, a contextualização é o ponto chave nos dias de hoje. O aluno precisa saber a utilidade e aplicabilidade do seu conhecimento e a inter-relação desse conhecimento com as outras disciplinas que ele estuda.

Fala-se muito no comprometimento, no compromisso, na responsabilidade do professor com relação a esse ser em formação: o aluno.


E como se dá o conhecimento? Segundo Barros:

“…O conhecimento que temos do mundo resulta de um trabalho de construção que nossas mentes vão realizando à medida que agimos sobre o ambiente físico e social. Chegamos ao conhecimento do mesmo modo que a humanidade tem chegado á ciência: observando, agindo, trocando pontos de vista e relacionando-os” (BARROS, 1996:34).

E onde se dá o conhecimento? Pela definição anterior se dá em todos os momentos de nossa vida e em todos os ambientes que convivemos. Mas, principalmente na escola, como ainda coloca Barros:


“A escola deve permitir à criança observar e manipular objetos, conviver e brincar com outras crianças, conversar e participar de jogos com adultos, em um clima de liberdade e respeito à sua autonomia” (BARROS, 1996:34).

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