Psicologia – O amor idealizado

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No mês em que se comemora o Dia dos Namorados milhares de pessoas sentem-se ainda mais sós, e por mais que racionalmente compreendam que é um dia como outro qualquer são praticamente torturadas pelos meios de comunicação, que exaltam o vínculo amoroso e “cutucam”, sem pudor algum, aqueles que não têm a “sorte” de vivencia-lo. O amor é sem sombra de dúvida ingrediente importantíssimo para nossas vidas, mas a verdade é que criam-se muitos mitos a seu respeito, e isso atrapalha não apenas aqueles que não o possuem, mas também as pessoas que encontram-se engajadas em relacionamentos.

Quando idealizamos demais, invariavelmente nos decepcionamos com a realidade. Isso acontece em qualquer situação. Certa vez cometi o equívoco de planejar uma viagem ao longo de todo um ano. À medida que a data de embarque se aproximava, minha expectativa aumentava (cheguei até a ficar doente, acreditem). A viagem foi ótima, mas naturalmente tivemos problemas, e isso me decepcionou bastante. Ao meu lado, minha companheira (que não havia idealizado coisa nenhuma) curtia ao máximo cada momento, inclusive as confusões, enquanto eu comparava insistentemente os fatos àquilo que havia imaginado. Se não tivesse percebido este erro a tempo não teria aproveitado o passeio.

No amor isso acontece com frequência: imaginamos a pessoa ideal e partimos em busca deste sonho. Às vezes o ideal é tão distante que ficamos sozinhos, pois ninguém se encaixa em nossa detalhada descrição. Noutras encontramos uma pessoa que se assemelha àquele perfil, mas teimosamente nos esquecemos que ela possui defeitos e comete falhas; o conflito é inevitável e a relação é condenada ao fracasso. Na verdade ficamos tão irritados ao constatar que o outro é um “mortal” que depositamos nossas frustrações nesta pessoa, brigando com desagradável frequência.

Falaremos mais sobre os males da idealização, certamente as implicações não terminam por aí. Por hora peço que reavaliem os seus critérios, e busquem insistentemente relações mais realistas, um amor mais “pé no chão”. Estes sim são duradouros, pois começam com consciência e responsabilidade. Que este seja o “Ano dos Namorados” para todos os quiçabidinhos de plantão J. Um abração e até a próxima quinzena!!!



  1. Primeiramente quero cumprimentar este site por disponibilizar este trabalho. Minha pergunta é a seguinte: tenho 42 anos e estou mantendo contato via e-mail com um homem de 36 anos, distante aproximadamente 800km de minha cidade. Suas mensagens me deixaram fascinada, pois demonstravam ser de uma pessoa muito inteligente, bem informada, que lê muito. Isto confirmou-se após o contato telefônico que tivemos, inclusive logo desde o início ele me informou o seu local de trabalho e telefone, endereço e telefone particulares, celular, tudo o que eu precisasse para qualquer tipo de informação que quisesse investigar a seu respeito. Está chegando perto do momento de nos conhecermos pessoalmente, ainda não está confirmada a data, mas ele perguntou se eu me importaria de me dirigir até Porto Alegre (RS), cidade perto da minha, onde ele ficaria hospedado. Disse que não me importava já que eu poderia me hospedar na casa de parentes que moram lá. Ele disse que gostaria que eu ficasse com ele no hotel. E agora? Disse a ele para ir devagar neste assunto e ele disse em tom de brincadeira que dormiria comigo de mãos dadas apenas. Já conheci outros homens através da internet e nunca rolou sexo num primeiro encontro, mas também nenhum deles morava tão distante. Amigas minhas dizem que eu não deveria me preocupar com isto, que é normal, eu já penso que ele teria uma má impressão de mim, porque eles tentam e querem, mais do que uma negativa não levam. Estou indecisa sobre o que fazer e gostaria de uma opinião.
  2. Olá, Dr. Sérgio… Preciso de sua ajuda!!! Conheci um rapaz pela internet, e tomei um susto quando percebi que ele é bem mais baixo que eu…Nossa diferença é gritante… Sei que o amor verdadeiro está bem acima de qualquer diferença estética, mas como me contentar em estar com alguém que eu sinta que não estou sendo protegida?? E mais, Depois de um encontro em público, ele mudou, esfriou… Antes fazia mil declarações de amor, e eu adorei tudo… Mas como ele mudou, agora não sei o que fazer… Percebi que ele ficou diferente e tentei conversar a respeito, e ele disse que se sentiu mal porque as pessoas ficavam olhando… Dr., ainda não sei , mas o senhor acha ser possível engatar um namoro com alguém que se coloca como muito diferente de mim? P.S.: Eu estou apaixonada por ele….

Dr. Sergio André Segundo

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