Palavra de Psicólogo – Timidez e Fobia Social


São muito freqüentes as confusões em torno do diagnóstico da timidez e da fobia social. Muitos, aliás, acreditam erroneamente que ambos são exatamente a mesma coisa. Considero importante a correta diferenciação para que sejam tomadas as medidas mais adequadas e com a urgência indicada a cada caso.

A timidez é comumente definida com um desconforto em situações sociais que atrapalha o indivíduo na conquista de seus objetivos pessoais e profissionais. É caracterizada por um auto-foco excessivo e tipicamente negativo, ou seja, a pessoa pensa demais e este pensamento possui um teor extremamente pessimista. Outras características são o perfeccionismo exagerado, a super-valorização de pessoas e situações e um déficit de habilidades sociais, conseqüência da baixa freqüência de interações. A timidez pode ser crônica ou situacional. No primeiro caso a pessoa apresenta dificuldades em praticamente todas as áreas do convívio social. Dizemos que a timidez é situacional quando a dificuldade ocorre em situações específicas, como por exemplo na paquera, apresentações em público e contato com pessoas estranhas. Muitos sofrem com as limitações impostas por esta “doença social”, a esmagadora maioria pertencente ao grupo dos situacionais. O interessante é que são eles os que melhor reag e m! ao processo terapêutico, pois já possuem habilidades direcionadas a outras áreas e é só uma questão de “redirecionamento”.

Mas e quanto à fobia social? Ela é considerada por muitos estudiosos a porção psicopatológica da timidez. Seria um agravamento desta última, um medo paralisante do contato com as pessoas que prejudica seriamente o desenvolvimento do indivíduo. Na verdade há uma maneira bem simples de compreender a diferença: na timidez a pessoa sente o desconforto, mas ainda assim enfrenta os desafios. Aos “trancos e barrancos”, é verdade, mas enfrenta. Na fobia social o desconforto é tão grande que ela passa a evitar as situações, adotando um comportamento de esquiva. Desnecessário dizer que na fobia os prejuízos são avassaladores, havendo casos em que a pessoa sequer sai de casa, tamanho o pavor do contato com os semelhantes.

Não há provas conclusivas de que todo tímido possa desenvolver a fobia social, apesar de que obviamente são grandes as chances de que isso aconteça. Na timidez percebemos um círculo vicioso que, se não for interrompido, torna a inadequação cada vez maior. A urgência mencionada no início deste artigo diz respeito a casos em que o sujeito já amarga perdas significativas (ou está na iminência de) em sua vida pessoal e/ou profissional, como o abandono de uma faculdade, o isolamento dos amigos, etc… A psicoterapia acompanhada de medicamentos específicos oferece resultados excelentes e num tempo relativamente breve. No entanto, a decisão sobre qual o momento para pedir ajuda deve sempre ficar a critério da própria pessoa. A medida de nossa necessidade é a insatisfação experimentada frente às provações que a vida apresenta, além da convicção de que com um certo esforço e auxílio profissional competente o caminho que leva à superação pode ser muito mais curto. Boa semana a todos e ! até a próxima!



  1. Desde que entrei no site do Quiçá estou conseguindo conhecer várias garotas, muitas vezes elas me passam o telefone e continuamos trocando mensagens e telefonemas românticos e divertidos, por semanas até. Ocorre que, quando marco um encontro real, elas acabam não aparecendo, mesmo tendo demonstrado interesse e entusiasmo pela idéia, e depois disso simplesmente desaparecem, não respondem mais telefonemas nem e-mails, ou então ligam muitos dias mais tarde, dizendo que estavam com um problema de saúde e decidem marcar um novo encontro, ao qual também não aparecem. Cada vez que isso acontece fico com a sensação de que elas não saíram comigo porque descobriram alguém mais interessante para sair. Sinto como se sempre houvesse alguém com um papo mais interessante que consegue em algumas horas o que eu não consigo em dias de conversa e ainda consegue levar a moça para sair justamente no horário que havíamos combinado. Como isso está se repetindo com fre q ü! ência, fico desconfiado se não sou eu que estou falhando na arte da sedução. Penso que se elas não tivessem gostado do meu perfil, não teriam mantido conversas por tanto tempo, ainda mais que sempre tento deixar claro que estou procurando alguém para namorar e elas ainda mantêm a conversa. Por que, então, elas desaparecem de repente e simplesmente anulam todas as conversas amigáveis que tivemos antes? Por que elas pelo menos não mantêm a conversa amigável de antes, ao invés de simplesmente desaparecer? Desde já, agradeço muito pela atenção e muito obrigado pelas dicas e artigos que vem escrevendo.
  2. Olá Dr. Sérgio,parabéns pelo excelente trabalho! Acho importantíssimo essa sua ajuda às pessoas que têm problemas sérios e muitas vezes não sabem a quem recorrer. Meu problema é o seguinte. Tenho 22 anos, e de uns 3 anos pra cá, venho notado que estou muito menos sociável. Aliás, tenho evitado ao máximo qualquer situação social, seja festas, passeios, reuniões, etc…. Não me sinto bem, as vezes fico passando mal, com dor no estômago, etc. Isso inclui namoradas, que eu perdi por evitar sair demais ou simplesmente, “sair”. Me fechei para novas relações há dois anos e agora me encontro na seguinte situação. Conheci uma pessoa pela internet e a gente tem muito a ver um com o outro. Ela é de Santa Catarina, eu de São Paulo e vamos nos encontrar provavelmente em novembro quando ela terá férias. Agora fico pensando em não conseguir ir à este encontro, fico com medo de meus sintomas vencerem a vontade de vê-la. É uma ansiedade antecipatória, entende? M i n! ha médica (clinica-geral) está me pressionando, no bom sentido, a procurar um psicólogo, e estou decidido a fazer isso. Gostaria de saber quais as suas opiniões sobre esses sintomas e essas fobias-sociais e ansiedades.

Dr. Sergio André Segundo

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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