Palavra de Psicólogo – Diga não aos rótulos!

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Esta semana eu gostaria de chamar a atenção dos Quiçabidinhos para um tema de grande importância: os rótulos. Nossa experiência tem demonstrado um número cada vez maior de pessoas que chegam ao consultório muito desacreditadas e praticamente “entregues” às suas dificuldades. Essas pessoas trazem consigo uma interminável lista de motivos para justificar os seus insucessos tanto no âmbito pessoal quanto no profissional, e freqüentemente cada um desses motivos vem acompanhado de um rebuscado “nome”.

Vivemos em uma cultura totalmente inundada pelas denominações fabricadas pela ciência. Para tudo existe um nome, uma terminologia. Por um lado tal conhecimento é extremamente benéfico, pois possibilita maior controle sobre o problema, suas causas e conseqüências. Mas há um fator negativo na utilização exagerada de tais nomes, os quais denominamos “rótulos”. O rótulo confere ao seu “dono” uma sensação de impotência diante de sua dificuldade; mais que isso, faz com que ele se acomode e utilize tal denominação como uma desculpa para não tomar uma atitude em relação ao que o aflige.

“Doutor, sou um fóbico social, será que tenho jeito?”. Perguntas como essa são muito freqüentes e demonstram o quanto o indivíduo encontra-se entregue à sua condição. Quando nos convencemos (ou somos convencidos) de que possuímos uma “doença”, precisamos duplicar nossos esforços para evitar que esta consciência seja, por si só, a principal barreira que nos separa da felicidade. O repúdio ao rótulo torna os entraves mais palpáveis e a sua superação uma tarefa mais humana. Substituam o “sou isso” ou “sou aquilo” por “estou assim, e por isso me esforçarei ainda mais para alcançar as minhas metas”.

Rejeitar o rótulo não significa ignorar o problema, mas sim enxergá-lo de maneira mais objetiva, livre de estereótipos, acreditando em seu potencial humano de superação e constante aprendizado. Deixe que seu médico ou terapeuta preocupe-se com as terminologias, e passe a enfrentar tais obstáculos de igual para igual, com determinação e coragem e a certeza de que não há nada que não possamos conquistar. Até daqui a duas semanas!



  1. Ola! Dr. Sérgio! Venho por meio desta, tirar algumas duvidas, não sei se é comum, mas sempre que entro nas salas de bate-papo, todas em geral, sejam aqui no Quiçá ou em outra, sempre é a mesma coisa, todos acham que só pela minha idade, tenho 38 anos, solteira, estou à procura de sexo, aventuras, e o chatíssimo sexo virtual e nada mais, estou tentando me adaptar a solidão, coisa que não gostaria, mas está sendo inevitável, infelizmente. Não sou a perfeição em pessoa, tenho meus defeitos, sou uma pessoa normal, porém me valorizo, com esta onda generalizada de violência, não vou a encontro pela net com qualquer rapaz com quem teclo, quero conversar bastante, saber mesmo quais as intenções, confesso que tenho a esperança de encontrar alguém na net ou fora dela, estou usando todos os meios possíveis para encontrar meu par, mas não primeiro indo para um motel. Gostaria de um parecer, se estou agindo de forma correta ou estou tão atrasada diante da e v! olução do tempo. Grata.
  2. Oi Dr, tudo bom??? Tem uma situação que tem me incomodado muito! Há uma frase que diz mais ou menos assim: “Vc tendo a visão e ao mesmo tempo não praticando a ação, isso não passará de um sonho. Mas se vc tiver a visão e ao mesmo tempo a ação… você poderá mudar o mundo!” Ou seja Dr, quando eu saio fico olhando para a mina que eu estou interessado e venho sendo correspondido no olhar dessa mina e aí que está o problema, eu não chego nela. Tenho vergonha disso, eu sou tímido!! Depois de chegar em casa, eu fico pensando: -Nossa, deveria ter chegado nela e ter dito isso, aquilo e tal… Foi o que eu disse na frase acima, eu estou tendo a visão mas não estou praticando a ação… depois eu fico sonhando (rs). Gostaria que você me ajudasse, como eu devo fazer para que eu tenha essa ação que está me faltando?
  3. Dr. Sergio. Você pediu que eu retornasse o resultado da sua dica e você realmente estava certo. Ela não voltou com o namorado, mas estava pensando que era desculpa quando eu falei que tinha que viajar. Achava que eu estava arrependido de te-la chamado pra sair. Eu fiz o que você disse, voltei a falar com ela normalmente e nem falei nada sobre sair, depois de dois dias comentei se a gente não podia marcar de sair de novo. Marcamos esse sábado, confirmamos ontem e reconfirmamos hoje. Espero que dê tudo certo. Muito obrigado pelas dicas. Isso inclusive me fez refletir sobre as vezes que eu parei de dar em cima de uma menina porque nas três vezes que eu a chamei pra sair, ela me deu uma desculpa dizendo que tinha compromissos. Talvez não fosse desculpa e ela realmente estivesse interessada.

Dr. Sergio André Segundo

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