O TENISTA EM CADEIRA DE RODAS: CATEGORIAS DOS JOGADORES

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O TENISTA  EM CADEIRA DE RODAS: CATEGORIAS DOS JOGADORES

THE TENNIS PLAYER IN WHEEL CHAIR: PLAYERS‘ CATEGORIES

RESUMO

O presente artigo tem o objetivo de oferecer uma tipologia de jogadores portadores de deficiência física que praticam a atividade desportiva do tênis em cadeira de rodas. Incluem-se a princípio, umas breves referências concernentes ao deficiente físico, expressões cujo referente significativo inclui o jogador de tênis em cadeira de rodas, que fica definido como aquele indivíduo que, como conseqüência de uma deficiência congênita ou adquiri­da, se vê impedido para realizar com normalidade as formas básicas do movimento. Os três quadros incorpora­dos ao texto, que vêm a descrever os aspetos pontuais considerados na “Introdução”, compõem, respectivamen­te, uma classificação das deficiências físicas que atendem as distintas seqüelas que estão presentes (neuroló­gicas, miopáticas, ortopédicas e reumatológicas), um resumo dos tipos de lesões medulares (com indicação dos grupos musculares envolvidos e os movimentos afetados), e os diferentes quadros que mostram as seqüelas ocasionadas por uma lesão medular, os quais variam em função do número e a classe das extremidades afetadas (desde a monoplegia até a quadriplegia, passando pela paraplegia, a triplegia, a hemiplegia e a diplegia). O núcleo temático deste trabalho vem constituído pela descrição das diversas categorias de jogadores de tênis em cadeira de rodas que devem se estabelecer em função de suas limitações, a saber: desportistas paraplégicos, tetraplégicos, jogadores com paralisia cerebral, atletas de espinha bífida, jogadores com poliomielite e jogadores com amputação de membros inferiores. Diferentes exemplos vêm ilustrar, complementando as referências teóri­cas dedicadas a estes tipos de tenistas em cadeira de rodas.

Palavras-chave: cadeira de rodas, deficiência física, categorias de jogadores de tênis.

ABSTRACT

The present article has the objective to offer a typology of players who are beared of physical deficiency and practice the tennis sport activity in wheel chair. At first, some brief references concerning the physical deficient are included, expressions which significant referring includes the tennis player in wheel chair, which is defined as the individual that, as a consequence of a congenital or acquired deficiency, is impeded of accomplishing, with normality, the basic forms of movement. The three situations incorporated to the text, which come to describe the punctual aspects considered in the “Introduction”, compose, respectively, a classification of the physical deficiencies which attend the different sequels that are present (neurological, miopathic, orthopedical and rheumatic), a summary of the types of marrow lesions (with indication of the involved muscular groups and the affected movements), and the different situations that show the sequels caused by a marrow lesion, which vary in function of number and the class of the affected extremities (from the monoplegia to the quadriplegia, going through the paraplegia, triplegia, hemiplegia and diplegia). The thematic nucleus of this work is constituted by the description of the several categories of tennis players in wheel chair which should establish in function of their limitations, to be known: paraplegic sportsmen, tetraplegic, players with cerebral paralysis, athletes of bifid spine, players with poliomyelitis and players with amputation of the inferior members. Different examples come to illustrate, complementing the dedicated theoretical references to these types of tennis players in wheel chair.

Key words: wheel chair, physical deficiency, tennis players’ categories.


INTRODUÇÃO

Considera-se deficiente físico o indiví­duo que apresenta uma deficiência ou lesão, seja congênita ou adquirida, a qual resulta em um “dé­ficit” de caráter físico, psíquico ou sensorial, ou seja, uma limitação que dificulta ou impede ao sujeito de realizar com normalidade os diferen­tes tipos de locomoção e deslocamentos (mar­cha, corrida, saltos, giros). Entre as lesões do­minam as malformações de membros e da co­luna vertebral. Neste sentido, os jogadores defi­cientes que praticam a especialidade desportiva do tênis em cadeira de rodas, devido à alteração motora que apresentam, precisarão para a práti­ca adaptada deste esporte de uma cadeira de rodas, elemento que lhes proporcionará equilí­brio e estabilidade. O quadro 1 mostra uma clas­sificação das deficiências físicas corresponden­te à seqüela que apresentam.

Com referência à lesão medular, é im­portante assinalar que esta vem motivada pela interrupção de uma porção da medula espinhal no que diz respeito ao resto do sistema nervo­so central. Pode ser completa, quando foram desvinculados ou bloqueados os centros ner­vosos superiores e inferiores – em conseqüên­cia, desde a região danificada na direção dos membros inferiores do indivíduo em questão, não terá nem mobilidade nem sensibilidade, isto é, produz-se uma perda completa de sensibili­dade e de controle voluntário dos músculos, abaixo do nível da lesão; ou incompleta, quando uma porção da medula espinhal mantém co­municação com os centros nervosos superio­res, existindo, como conseqüência, algum estí­mulo sensorial e motor que, desde o cérebro, chegará até as estruturas corporais que se en­contram mais abaixo do nível da lesão.

A lesão medular traumática, desde o segmento vertebral danificado na direção inferi­or afetará uma série de grupos musculares e suas correspondentes ações motoras (quadro 2). As seqüelas ocasionadas por uma lesão me­dular (completa ou incompleta) apresentam di­ferentes quadros conforme seja seu grau de comprometimento (quadro 3).

AS CATEGORIAS DE JOGADORES

De acordo com os tipos de limitações e deficiências que mais freqüentemente se apre­sentam dentre aqueles competidores da práti­ca adaptada do tênis, poderia estabelecer, a tí­tulo indicativo, a seguinte tipologia de jogadores de tênis em cadeira de rodas (Fuentes, 1999):

Paraplégicos

Desportistas deficientes que apresen­tam comprometimento nas extremidades infe­riores e problemas mais ou menos severos associados ao equilíbrio do tronco, embora dis­ponham do uso de seus membros superiores. Vejamos, como  ilustração, os dois exemplos seguintes: 1) Tenista com lesão na altura D8 da medula (paraplegia): tenderá a uma disfunção dos músculos flexores, extensores e oblíquos do tronco, reduzindo-se com isso, a sua capaci­dade de efetuar adequadamente a flexão, ex­tensão e rotação do mesmo, o que limitará, en­tre outras, as possibilidades de conferir uma elevada potência ao saque, golpe que exige uma grande implicação da musculatura abdominal. Assim também, o jogador verá restringida a possibilidade de poder inclinar o tronco o sufici­ente quando precisar alcançar uma bola que se encontra afastada de sua posição. Igualmente,

o jogador terá limitada a rotação do tronco, ação necessária para efetuar uma eficaz direita liftada cruzada. 2) Jogador com lesão na altura L4 da medula (paraplegia): terá uma disfunção, entre outras, nos músculos glúteos (implicando na mobilida­de da cadeira), o músculo reto anterior (impli­cando na mobilidade do joelho) ou os músculos gêmeos (implicando na mobilidade dos torno­zelos), limitando a sua capacidade como joga­dor, para transferir impulsos ou estabilidade na hora de efetuar adequadamente o golpe desde os membros inferiores até os membros superi­ores.

Tetraplégicos

Desportistas deficientes que apresen­tam comprometimento tanto nas extremidades inferiores como nas superiores. Os jogadores tetraplégicos desenvolvem o jogo de tênis de maneira muito semelhante ao que praticam ou­tros jogadores de tênis em cadeira de rodas. A maioria dos jogadores tetraplégicos necessita da utilização de um mecanismo especial para segurar ou sustentar a raquete. Neste sentido, a empunhadura continental se evidencia como a melhor, “por estar a meio caminho entre a empunhadura de direita e a de revés. A debili­dade da parte superior do corpo do tenista tetraplégico repercute negativamente na potên­cia que este possa conferir os golpe da bola, fazendo com que seu saque seja um dos gol­pes mais limitados e menos efetivos do jogo que desenvolve, constituindo-se a precisão e a pro­fundidade nos fatores que devem merecer es­pecial consideração por parte do jogador tetraplégico na hora de executar o saque.

A gravidade do comprometimento do jogador tetraplégico requererá o uso, ou não, de uma cadeira elétrica, por exemplo: 1) Jogador que tem sofrido uma tetraplegia com maior comprometimento, caso de uma lesão na altura C2 da medula: se verá obrigado a valer-se de uma cadeira elétrica para efetuar seus deslocamentos na quadra. Neste caso, será imprescindível efetuar, ainda, um trabalho diri­gido para compensar as limitações funcionais inerentes a sua própria lesão, um trabalho es­pecífico de coordenação entre homem e cadei­ra com relação a mecanismos de percepção, de tomada de decisões e de execução. 2) Estados patológicos em que, pelo contrário, exista uma tetraplegia com menor comprome­timento, caso de um jogador que tem uma le­são na altura C7 da medula: este terá uma disfunção nos músculos dos dedos das mãos, limitando a capacidade de efetuar adequada­mente a flexão e extensão dos mesmos, o que, entre outros efeitos, reduzirá a sensibilidade necessária para efetuar as trocas de empunhadura, assim como a capacidade de segurar a raquete, ação esta última especial­mente necessária àqueles golpes, em caso de voleio, o que requer que se segure firme a ra­quete com o objetivo de bloquear a mesma an­tes da recepção de um golpe do rival que leva uma alta carga de potência.

Paralisados cerebrais

Jogadores deficientes que apresentam uma disfunção de caráter motor causada por uma lesão cerebral e que deixa como seqüela uma Paralisia que, conforme seu grau de com­prometimento, podem ver-se prejudicadas em uma ou várias extremidades. Os diferentes sin­tomas que se manifestam vêm caracterizados essencialmente por alterações da motricidade voluntária, estabelecendo-se, geralmente, qua­tro formas clínicas, que se constituem nos ca­sos de paralisia cerebral por seu índice de fre­qüência. Adotamos a classificação de W. Philips, que se baseia nas diferentes manifestações neuromotoras da doença:

-Espásticas: A lesão se localiza no córtex ce­rebral, afeta o sistema piramidal, implicando sobre todos os centros motores. Caracteriza-se pela perda do controle dos movimentos vo­luntários e a rigidez de movimentos, torpes e não coordenados.

Os jogadores que padecem deste tipo de disfunção (como conseqüência, movimen­tos involuntários – tais como , ausência de con­trole nos membros afetados) se vêem prejudi­cados pelas numerosas circunstâncias implíci­tas na modalidade que praticam, a saber: A ne­cessária estabilidade do jogador em sua cadei­ra, com o objetivo de transferir positivamente os distintos impulsos em direção à execução final dos diferentes golpes; a qualidade dos des­locamentos, prejudicadas pela dificuldade de di­rigir, de forma fluida, as mãos em direção à zona de impulsão das rodas e pela redução na eficá­cia desses impulsos como conseqüência da atividade muscular que livremente e de forma paralela aos movimentos voluntários se produz; a precisão de seus golpes, que diminui, devido aos movimentos involuntários na aplicação da direção correta do braço-raquete, assim como pelos ditos movimentos, a modo de interferên­cias, ocasionam pelo controle da potência requerida para cada golpe.

-Atetósicas: Caracterizam-se por uma suces­são de movimentos involuntários, lentos, contí­nuos e exuberantes, localizados, sobretudo, nos dedos das mãos e pés, se bem que também podem estender-se pelos músculos dos bra­ços, das pernas, do rosto e da língua. Os movi­mentos atetósicos, provocados por lesões no trato extrapiramidal, são incontroláveis, involuntários, irregulares e lentos, que se acen­tuam pelas emoções e por esforços físicos e desaparecem ou se atenuam durante o sono. A atetose supõe o comprometimento de um ou de dois lados do corpo, e com maior freqüência e intensidade, as extremidades superiores que as inferiores, sobretudo nas partes distais. De­nomina-se hemiatetose a atetose localizada na metade do corpo; atetose dupla ou bilateral é a que se apresenta em ambos os lados do cor­po.

O jogador de tenis que sofre desta ma­nifestação têm problemas para evitar que se pronunciem os movimentos involuntários dos dedos e das mãos, à medida em que a partida ou treinamento se prolonga, o que afetará ne­gativamente no controle da raquete antes, du­rante e depois do impacto, com o conseguinte prejuízo à redução da empunhadura correta em função do golpe que vai executar, pela perda de controle da cabeça da raquete no momento do impacto, e a recuperação traz o mesmo. Por outro lado, ao ver-se potentes os movimentos involuntários pelas emoções, deve-se levar em consideração que em situações de tensão (e o tênis conta com muitas: para ganhar a partida, já que obter o último ponto, dispõe-se de “mui­to” tempo para pensar entre um ponto e outro; é um esporte individual ou em duplas onde a sen­sação de responsabilidade é maior do que nos outros esportes coletivos) o jogador perderá boa parte da precisão nos golpes que executa, por isso é especialmente indicado trabalhar técni­cas de relaxamento.

-Atáxicas: Caraterizam-se por grandes dificul­dades no equilíbrio, controle do tronco e trans­tornos da coordenação geral e da óculo-manu­al. Produzida por uma lesão no cerebelo, rece­be a denominação de ataxia a descoordenação que apresentam nos movimentos voluntários, movimentos que se executam sem coordena­ção e mal sincronizados, de forma desmesura­da e desarmônica como conseqüência do com­prometimento dos sistemas sensitivo e cerebeloso.

-Mistas: Este tipo de patologia, cujo nome se deve ao fato de apresentar combinadas carac­terísticas de diferentes transtornos menciona­dos anteriormente, se o comprometimento mo­triz é mais freqüente. Todas as disfunções de caráter motora originadas por uma lesão cere­bral e as que temos feito referência ao longo deste artigo -”Paralíticos cerebrais”- repercutem negativamente aos fatores tão importantes no ténis como podem ser: O ritmo necessário na hora de executar a má­xima potência num serviço.

A perda de equilíbrio antes da execução do re­mate ou posições incômodas.

A dificuldade para golpear a bola no momento certo (nem demasiado antecipado nem exces­sivamente tarde), etc.

Atletas com espinha bífida

A espinha bífida é uma anormalidade ou malformação congênita da coluna vertebral, um defeito congênito do centro do conduto da coluna vertebral. Consiste em que o canal ver­tebral não se centra adequadamente na linha média posterior, com o risco de dano para a medula espinhal. Traduz-se, a miúde à paraplegia. A espinha bífida se denomina ante­rior (vertebral) ou posterior (dorsal) conforme onde a fisura estiver localizada, no corpo ante­rior das vértebras ou no arco posterior das mes­mas; é total ou parcial conforme a malformação se estenda a toda a coluna vertebral ou (como ocorre mais freqüentemente) a uma só porção da mesma (zona lombar ou cervical).

Com relação aos desportistas que apresentam uma malformação ao nível da zona lombar, deve-se dizer que esta prejudica a de­sejável acomodação da dita zona no respaldo da cadeira, originando-se uma menor estabili­dade do jogador. Mesmo assim, esta malformação leva a um encurtamento da longi­tude da coluna vertebral, porque este limita a altura dos planos do golpe, afetando negativa­mente a execução daqueles golpes que, para serem eficazes, requerem a existência de um ângulo mínimo, formado pelas alturas corres­pondentes ao ponto de impacto com a bola e o piso do campo adversário, caso do saque e de­volução.

Desportistas poliomielíticos

O vírus, neurotropo, que provoca a po­liomielite, doença infecciosa, ataca o sistema nervoso central, principalmente as vias motoras anteriores da medula espinhal, provocando uma inflamação em seus neurônios. Destroem o arco reflexo periférico e geram paralisias flácidas e atróficas. A seqüela funcional (desde quadriplegias a monoplegias leves) tem relação direta com o grupo muscular afetado. A parali­sia que se produz, como conseqüência da in­flamação e degeneração de fibras nervosas, é puramente motora.

A maior desvantagem em que se en­contram os desportistas poliomielíticos consis­te naqueles grupos musculares que estão atrofiados não cooperando eficazmente na utili­zação da cadeira cinética usada na realização de uma determinada ação de jogo, provocan­do-se uma redução na quantidade da potência necessária para a realização da ação.

Jogadores amputados dos membros inferi­ores

Consideram-se amputados todos aqueles jogadores que apresentam amputação de membros inferiores. As amputações, que podem originar-se de conseqüências de aci­dentes ou como advindas de uma doença, são as extirpações totais ou parciais de um mem­bro. Uma definição mais técnica do termo am­putação é aquela que define como uma extirpação cirúrgica ou traumática de um orgão ou segmento do mesmo, se bem que geralmen­te este termo se aplique, como temos assinala­do, à extirpação de um membro, em parte ou totalmente.

Os jogadores amputados, que não so­frem de dano implícito à lesão que padecem, podem transferir muito melhor todos os impul­sos da musculatura correspondente às partes anatômicas que conservam.

CONCLUSÕES

As restrições de caráter físico (mem­bros malformados, alterações da coluna verte­bral, fundamentalmente) de que padece o joga­dor de tênis em cadeira de rodas, limitações que reduzem e impedem, em maior ou menor me­dida, o normal desenvolvimento das atividades da vida diária e a realização de atividades desportivas, obrigam a esta classe de jogado­res a utilização de uma cadeira de rodas, com o objetivo de assegurar um equilíbrio e estabili­dade adequados que possibilitem uma prática correta desta modalidade desportiva adaptada.

Os diferentes tipos de alterações de ordem anatômico ou funcional que manifestam os jogadores de tênis em cadeira de rodas lhes impõem uma série de impedimentos que vão condicionar seu tipo de jogo, que determinará, conseqüentemente, a existência de diferentes categorias de jogadores, estabelecidas em fun­ção das seqüelas que apresentam suas defici­ências físicas (lesões produzidas no sistema nervoso, músculos esqueléticos afetados, vari­ação do alinhamento do corpo, problemas arti­culares…).

Os desportistas lesionados medulares (que constituem um número importante de jo­gadores de tênis em cadeira de rodas) apre­sentam seqüelas com diferentes graus de pa­ralisia, conforme o número de extremidades afe­tadas, limitações e deficiências que provocarão, entre outros, os seguintes problemas:

Jogadores paraplégicos:

-Problemas associados ao equilíbrio do tron­co, afetando os golpes praticados por estes jo­gadores, fundamentalmente, na sua execução técnica e limitados à potência conferida aos mesmos;

-Redução da capacidade para proceder a tro­ca de impulsos ou estabilidade no momento de executar o golpe nas ações decisivas.

Jogadores tetraplégicos:

-Problemas de coordenação entre homem e cadeira; -Redução da sensibilidade necessária para efe­tuar as trocas de empunhadura; -Problemas para segurar a raquete.

Jogadores paralisados cerebrais:

-Problemas de estabilidade do jogador com re­lação à cadeira de rodas;

-Dificuldades na qualidade dos deslocamentos;

-Problemas na precisão dos golpes;

-Dificuldade da fixação da empunhadura no controle da raquete;

-Problemas na hora dos golpes na bola.


Jogadores com espinha bífida:

-Problemas de acomodação da zona lombar do jogador na cadeira de rodas, já que afeta a sua estabilidade;

-Limitação da altura do golpe.

Jogadores polimielíticos:

-Diminuição da quantidade de potência neces­sária para a realização de uma ação de jogo.

Jogadores amputados de membros inferio­res:

Limitações no sistema de alavancas e, conse­qüentemente, diminuição das possibilidades de efetuar as devidas trocas de impulsos que re­querem as diferentes ações técnicas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Endereço do autor:

Centro de Desportos/UFSC/DEF – Campus Universitário – Trindade CEP: 88040-900 – Florianópolis/SC – E-mail: luciano@cds.ufsc.br

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