MANUAL DE INTRODUÇÃO À INTERNET – Aprenda mais sobre a Rede



MANUAL DE INTRODUÇÃO À INTERNET

LUIS MIGUEL LUZ

Alice Jesus Teixeira

BEJA, OUTUBRO DE 1997


Prefácio

Este manual é uma adaptação do Curso de Introdução à Internet existente na Internet em:

http://www-bib.eng.uminho.pt/Pessoal/Eloy/Curso/curso.htm criado pelo Sr. Eloy Rodrigues da Universidade do Minho, o qual gentilmente nos deu autorização para utilizar as páginas desse curso para a criação deste manual.

Ao Sr. Eloy Rodrigues o nosso Muito Obrigado.



1- INTRODUÇÃO


Certamente que já todos ouviram falar na Internet, é uma palavra que aparentemente entrou no nosso vocabulário e para ficar, mas para algumas pessoas “isso” da Internet continua a ser um mistério. É este “mistério” que vamos tentar desvendar neste última parte da disciplina de Informática.

Nas aulas teóricas de Informática já falaram em redes de computadores, as quais apresentam grandes vantagens, tais como a partilha de software, hardware, periféricos e ficheiros e a possibilidade de comunicação e divulgação de informação.

A Internet é uma rede de computadores, só que é uma rede mundial, o seu objectivo não é a partilha de software, hardware ou periféricos mas sim a comunicação e divulgação de informação entre todos os intervenientes na rede.

Qualquer pessoa ligada à Internet (ainda) pode disponibilizar informação sobre o que bem entender e estabelecer comunicação com qualquer outra pessoa ou entidade que também possua acesso à rede Internet. É sobre as diferentes formas de aceder à informação disponibilizada e de comunicar na Rede (leia-se Internet) que iremos falar neste manual.

1.1- Origem e Evolução da Internet

A primeira antepassada da Internet nasceu em 1969, de um projecto do Department of Defense (Ministério da Defesa) dos EUA. Chamava-se ARPANET e tinha como objectivo a interligação de computadores utilizados em centros de investigação com fins militares.

Após a sua apresentação pública em 1972, e do estabelecimento das primeiras ligações internacionais um ano depois, a ARPANET continuou a crescer (lentamente) durante os anos 70 mas, por razões de segurança, continuava a ser uma rede estritamente controlada pelos militares e inacessível a largos sectores da comunidade académica internacional e dos EUA.


Foi no início dos anos 80, mais precisamente em 1983, com a adopção dos protocolos TCP/IP na ARPANET (da qual se separou a componente estritamente militar formando a MILNET), a criação da CSNet (Computer Science Network) e a sua ligação à ARPANET, que surgiu a verdadeira Internet.

Ao longo dos anos 80, o ritmo de crescimento da Internet foi-se acelerando, tornando necessária a existência e funcionamento de estruturas de coordenação e cooperação entre o cada vez maior número de redes e operadores que a integravam. Assim, logo em 1983, foi criado o Internet Activities Board (IAB, agora designado Internet Architecture Board), dentro do qual se criariam, em 1989, o Internet Engineering Task Force (IETF) e o Internet Research Task Force (IRTF). Na década de 80 são ainda de destacar a criação da EUnet (European UNIX Network) em 1982, da EARN (European Academic and Research Network) em 1983 e da NSFNET (rede académica americana, responsável pela expansão das ligações das universidades à Internet) em 1986.

No final da década de 80 (1989) a Internet ultrapassava já os 100000 hosts (máquinas com ligação directa à Internet). Mas é nesta primeira metade da década de 90 que, com o desenvolvimento de novos serviços mais amigáveis e eficientes (como o Gopher e o WWW), se regista o verdadeiro boom da Internet. No início de 1996 a Internet devia contar com cerca de 9 500 000 de hosts e mais de 30 milhões de utilizadores (39 milhões de utilizadores de correio electrónico e 26 milhões de utilizadores do conjunto de serviços Internet, segundo o Third MIDS Internet Demographic Survey, de Outubro de 1995).

Nestes últimos cinco anos merecem destaque a aprovação nos Estados Unidos de medidas tendentes à criação das chamadas auto‑estradas da informação em 1991 (HPCA- High Performance Computing Act) e 1993 (NIIAA – National Information Infrastructure Agenda for Action), a divulgação da World Wide Web pelo CERN e criação da ISOC (integrando o IAB) em 1992, a proliferação de ligações de empresas e organizações governamentais à Internet, o desenvolvimento do comércio virtual, das emissões de rádio (ciberestações) e de diversas outras formas de comunicação interpessoal na Internet, a realização da reunião cimeira do G7 (Grupo dos sete países mais ricos do mundo), em Fevereiro de 1995, sobre o futuro da sociedade da informação.

Como sabe a Internet já não é um sítio apenas frequentado pelos fanáticos das tecnologias e dos computadores. Na Internet encontram-se todos os tipos de pessoas.

1.2- A Internet em Portugal

Tal como na generalidade dos países, foi também na década de 80 que a Internet passou a ser utilizada em Portugal. Ao princípio, tratava-se apenas do acesso remoto por terminal (via rede telefónica) a computadores de universidades estrangeiras (especialmente na Grã-Bretanha e nos EUA), por parte de ex-estudantes de pós-graduação que mantinham as suas contas nesses sistemas.

Em meados da década de 80 é instalado o primeiro nó da EARN em Portugal (Lisboa) e, por iniciativa do PUUG (Portuguese Unix User Group), é instalado o nó português da EUnet. Mas foi a criação, em 1986, da Fundação de Cálculo Científico Nacional (FCCN, hoje designada Fundação para a Computação Científica Nacional), que iria dar origem à instalação da primeira rede verdadeiramente nacional a RCCN (Rede da Comunidade Científica Nacional).

No entanto, até aos primeiros anos da década de 90 (talvez mesmo até 1994), o acesso e utilização da Internet estavam praticamente circunscritos a algumas centenas de pessoas na comunidade académica e científica portuguesa, em particular na área da informática e computação.

De facto, foi apenas nestes três últimos anos que o acesso à Internet se começou a generalizar em Portugal. Primeiro, através de uma utilização mais alargada nas Universidades e Centros de I&D (Investigação e Desenvolvimento). E, no último ano e meio, com o aparecimento de diversos fornecedores de serviços Internet (ISP – Internet Service Provider), e a ligação de um número cada vez maior de empresas, organismos públicos e utilizadores individuais (home users).

Durante o ano de 1995 o crescimento acelerado da Internet em Portugal foi acompanhado por uma maior “visibilidade social” da REDE, que começou a merecer alguma atenção dos orgãos de comunicação social. Alguns deles, como o Público, o Jornal de Notícias, a Rádio Comercial e a TVI construíram mesmo a sua presença na rede e, mais recentemente, foram lançadas várias revistas especializadas sobre a Internet.

Apesar da dificuldade em obter dados seguros, em Janeiro de 1996, segundo o Internet Domain Survey, existiriam 9359 hosts (o que corresponderá a várias dezenas de milhares de utilizadores) em Portugal.

1.3- Como Funciona a Internet.

1.3.1- Redes Protocolos Endereços e Nomes

Definimos a Internet como uma rede de redes de computadores. Mas, o que é uma rede de computadores? Como qualquer outra rede de comunicação, é um conjunto de equipamentos terminais (computadores) ligados por um meio de transmissão.

Na Internet estão interligadas vários tipos de redes, quer quanto à cobertura geográfica (redes locais, redes de longa distância, etc.), quer quanto aos equipamentos que as compõem e à tecnologia utilizada. Para que isso seja possível, é necessário que existam regras comuns, designadas protocolos.

O conjunto de protocolos (também designado família de protocolos) utilizados na Internet é o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol). A família TCP/IP é composta por diversos protocolos, dos quais destacamos (para além dos dois – TCP e IP- que dão o nome à família) o DNS, o SMTP, FTP, Telnet (de que falaremos adiante).

A comunicação entre os diversos computadores interligados na Internet (garantindo que a informação não se “perca” pelo caminho, ou chegue ao destino errado) é assegurada pela atribuição de um endereço numérico a cada host, que o identifica univocamente. Esse endereço, chamado endereço IP, é formado por quatro campos, separados entre si por pontos: 194.65.86.130 é o endereço IP do computador onde se encontra armazenada a página da Escola Superior Agrária de Beja.

Ao endereço IP (ideal para a comunicação entre computadores) corresponde também um nome (mais fácil de usar pelos utilizadores da rede): www.terravista.pt é o nome correspondente ao endereço 194.65.86.130.

Os nomes são atribuídos segundo o Domain Name System (DNS), criado em 1984.

De acordo com o DNS, os nomes têm sempre a seguinte estrutura hierárquica (da direita para a esquerda):

nome. subdomínio(s).domínio

O domínio de topo (o mais à direita) é normalmente formado pelos códigos (ISO 3166) de nome de país, excepto nos EUA, onde existem vários domínios de topo, formados por três dígitos (gov, mil, com, edu, etc.). Por exemplo, todos os nomes dos hosts portugueses terminam em .pt.

Abaixo do domínio de topo pode existir um ou vários subdomínios, que representam organizações, departamentos de organizações, etc.

Felizmente para si, em cada vez menos situações terá de se preocupar com os nomes e (muito menos com) os endereços IP. Os clientes (software) que utiliza encarregam-se do assunto para si. No entanto, é bom conhecer e compreender a forma como são identificados os computadores na Internet, para poder realizar tarefas mais complexas ou tentar resolver situações de falha.


1.3.2- Como Funcionam os Serviços Internet.

Os serviços disponibilizados na Internet são serviços distribuídos baseados no modelo cliente/servidor. Isto é, existem pelo menos duas peças de software que interagem para prestar um determinado serviço.

Um exemplo para ilustrar, de forma simplista, o modelo cliente/servidor é a seguinte: o browser de WWW (o cliente) que irá utilizar requer ao computador onde está armazenada uma determinada página (o servidor, onde está instalado o software servidor de WWW) que lhe seja enviado o ficheiro (ou vários ficheiros caso existam imagens) correspondente à página. Tendo recebido esse(s) ficheiro(s) do servidor, o seu cliente de WWW interpretou-os para exibir a página com a formatação correcta.

1.4- Como Aceder à Internet

Existem várias soluções e possibilidades de estabelecer ligações à Internet. Para além da pessoa ou organização que pretende aceder à Internet, há sempre outro interveniente: um fornecedor de serviço que pode ser uma organização ou empresa, possuindo ligações nacionais e/ou internacionais que lhe permitem oferecer pontos de acesso à Internet (POP’s) aos seus clientes. Neste módulo iremos referir diversas formas de acesso, com destaque para o acesso SLIP/PPP, enumerar o hardware e software necessário e apresentar os fornecedores de serviço Internet em Portugal.

1.4.1- Formas de Acesso à Internet

Ao longo do tempo foram sendo utilizadas várias formas de acesso à Internet. Algumas delas (como o acesso por correio electrónico e o acesso dialup) hoje apenas se justificam em circunstâncias muito especiais, estando cada vez mais a ser utilizadas as formas que permitem o acesso ao conjunto de serviços da Internet. Formas de acesso:

  • Por correio electrónico

Tudo o que é preciso é dispor de software de correio electrónico e conseguir trocar mensagens com uma máquina da Internet. Muito limitado.

  • Acesso por login ou dialup

O nosso computador funciona como um simples terminal de um computador remoto. A ligação é feita sobre linha telefónica. Limitado às aplicações existentes no computador remoto, não permite utilizar aplicações com recursos gráficos.

  • Acesso Proxy: SLIP e PPP

É do tipo do acesso por login, mas permite a utilização de todos os serviços e aplicações, tal como numa ligação directa.

  • Acesso directo.

O “verdadeiro” acesso à Internet, geralmente feito através de linhas dedicadas (ou no mínimo RDIS), utilizado sobretudo pelas organizações.


A escolha da forma de acesso e do fornecedor de serviço deve ter em conta (para além dos custos) os seguintes aspectos:

  • Tipo de acesso (individual ou organizacional);
  • Frequência de utilização (ocasional, frequente ou constante)
  • Volume de tráfego (quantidade de informação que irá circular)


Em termos simplistas, a forma de acesso para utilizadores será de tipo SLIP/PPP e a das organizações será, preferencialmente e se os custos forem suportáveis, um acesso directo.

Outra possibilidade, para organizações que pretendam fornecer informação e/ou serviços na Internet, é alugar um espaço num servidor de um fornecedor de serviços. Ou ainda melhor, para o caso de organizações sem fins lucrativos, colocar essa informação no Servidor do Terravista (www.terravista.pt) o qual fornece espaço gratuitamente.


1.4.2- Hardware e Software Necessário.

O hardware e software necessários para o acesso à Internet dependem do tipo de acesso utilizado, do acesso ser individual (ligação de um computador) ou organizacional (provavelmente, ligação de uma LAN), etc. Não serão aqui abordadas as questões de equipamento e software envolvidas na ligação de uma rede local à Internet, mas apenas as necessidades mínimas para a ligação de computadores individuais à Internet, através de SLIP/PPP.

1.  Equipamentos

Um computador com as melhores características que conseguir pagar (atenção à RAM);

Um modem (atenção à velocidade, à correcção de erros e à compressão) ou uma placa RDIS. Se ainda não possui este equipamento, escolha primeiro o seu fornecedor de serviço e aconselhe-se junto dele;

Uma linha telefónica normal ou uma linha RDIS

2.  Software

Software de base (pilha de protocolos), como o Trumpet Winsock (Windows), Chameleon (DOS, Windows), MacSLIP ou MacPPP (Macintosh), etc. O seu fornecedor de serviço deverá fornecer-lhe um. Se estiver a usar Windows NT ou 95 já tem este problema resolvido.

Clientes para os serviços Internet, de que falaremos ao longo do manual


1.4.3- Fornecedores de Serviços Portugueses

  • COMNEXO – Redes de Comunicação, S.A.
  • Compensa, S.A.
  • ESOTéRICA – Novas Tecnologias de Informação, Lda.
  • FCCN – Fundação para a Computação Científica Nacional.
  • IP Global – Informática e Telecomunicações, S.A.
  • EUnet Portugal
  • TELEPAC – Serviços de Telecomunicações, S.A.


2- Aplicações e Serviços


2.1- World Wide Web- WWW

Hoje, muita gente confunde a World Wide Web (WWW) com a própria Internet. De facto a WWW não é toda a Internet. Existem mais mundos para além dela. Mas a razão desta confusão é plenamente compreensível. A World Wide Web, e os clientes de WWW que utilizamos, permitem-nos aceder a praticamente todos os recursos existentes na Internet, podendo constituir uma espécie de interface universal para a Rede. Por isso mesmo, neste manual (e contrariamente ao que é tradicional) o primeiro serviço da Internet de que falaremos é a World Wide Web.

Neste capítulo ficará a saber o que é e como funciona a WWW, e aprenderá os fundamentos da utilização do browser (cliente) Netscape para navegar na Internet e aceder aos seus recursos.


2.1.1- O que é a WWW.

Segundo a definição oficial do World Wide Web Consortium ela é o “universo da informação acessível em rede, uma materialização do conhecimento humano”. Dito por outras palavras, ela é o ambiente hipertextual no qual toda a informação existente na Internet, sejam textos, imagens, serviços computacionais, etc., pode ser acedida de forma simples e consistente (usando sempre a mesma ferramenta – o seu cliente/browser de WWW).

Na Web (como também é conhecida pelos mais íntimos…) pode ter acesso a servidores em qualquer ponto do mundo através de apontadores (links) de hipertexto, utilizar diferentes sistemas (sem sequer se aperceber disso) e aceder a diferentes tipos de informação e serviços da Internet (FTP, Notícias da Usenet, Gopher, etc.), sem ter de mudar de interface e software sempre que muda de serviço. Em jeito publicitário, na World Wide Web toda a informação está a um clique de distância.

A utilização das técnicas de hipertexto e hipermédia, que facilitam a interligação e a navegação entre diferentes recursos e serviços, a existência de clientes amigáveis, que tornam a utilização da Web muito simples, as capacidades multimédia, que permitem o acesso a recursos muito elaborados e atractivos, tudo isto contribuiu para que a WWW se transformasse, em pouco anos, no serviço mais popular, na face mais visível da Internet.

Desenvolvida originalmente pelo CERN, no início da década de 90, para permitir a partilha de informação entre grupos de investigação, dispersos internacionalmente, a World Wide Web foi tornada pública em 1991, e tem registado um crescimento espectacular desde 1993, data em que foi anunciado o primeiro browser gráfico, o Mosaic desenvolvido pelo NCSA (o primeiro browser, em modo texto, foi tornado público em 1992).


2.1.2- Como funciona a World Wide Web

De acordo com a visão original de Tim Berners-Lee, no sentido de representar qualquer informação acessível na rede como parte de um espaço de informação hipertextual, a World Wide Web baseia-se num conjunto de princípios básicos, respeitados por comum acordo, sem necessidade de autoridade central..

O princípio mais importante (especialmente hoje, em que as guerras entre fabricantes de software o podem vir a pôr em causa) é que todos os servidores (e os clientes) devem usar os mesmos protocolos e mecanismos, entre os quais se destacam:

  • HTTP – Hypertext Transfer Protocol – o protocolo usado como mecanismo de transporte (em cima do TCP/IP) na WWW. Desde o início foi colocada a ênfase na rapidez e na extensibilidade para poder suportar transferência de todos os tipos de informação multimédia.
  • URLs – Uniform Resource Locators – o mecanismo básico de endereçamento para a localização e acesso a recursos na Internet, é que permite o acesso a outros tipos de recursos/serviços (como o FTP, News, etc.) no espaço WWW. é parte do URI- Uniform Resource Identifier, conjunto genérico de nomes e endereços para referenciar objectos. O formato genérico dos URLs é o seguinte:

protocolo://nome.domínio(s)[:porta]/caminho/nomedoficheiro (por exemplo, http://www.terravista.pt/MeiaPraia/1291/, ftp://ftp.eng.uminho.pt/pub/)

  • HTML – HyperText Markup Language – Linguagem de formatação para hipertexto (baseada na arquitectura SGML – Standard Generalized Markup Language) usada pelos clientes de WWW, e na qual são formatados os documentos para a Web. As guerras entre fabricantes são particularmente significativas (e perigosas) nestas área.


Tal como a generalidade dos serviços Internet, a WWW é um serviço distribuído, baseado no modelo cliente/servidor. Para ilustrar o que isso significa na prática, vamos descrever o que acontece quando clica no apontador que o conduz à página da Escola Superior Agrária de Beja:

1.  Browser que está a utilizar interpretou o seu pedido (o clique do rato), como sendo o do objecto conhecido pelo URL http://www.terravista.pt/MeiaPraia/1291/

2.  O browser enviou o seu pedido para o servidor;

3.  O servidor de WWW localizou o objecto pretendido e enviou-o para o cliente. Como este documento inclui diversos objectos (alguns ficheiros de imagem) o servidor enviou cada um desses objectos individualmente;

4.  O seu browser recolheu os diferentes objectos do documento que pediu, interpretou-os e apresentou o produto final como um único objecto.


Nos últimos dois anos têm-se registado vários desenvolvimentos em torno de diversos aspectos de funcionamento da World Wide Web. Sem pretender ser exaustivo, aqui fica uma lista (desordenada) das áreas, problemas e soluções técnicas que me parecem mais importantes e significativas:

  • Redução e economia do tráfego gerado pela WWW através de mecanismos de caching – servidores proxy e cache nos browsers.
  • Diversificação, refinamento e melhoria dos conteúdos e serviços acessíveis através da WWW, com o desenvolvimento e utilização de diversas técnicas, mecanismos e aplicações como a linguagem Java, plug-ins e helpers, VRML, etc.
  • Desenvolvimento de mecanismos que garantam a segurança e privacidade das transacções, para suportar, entre outras coisas, o comércio e os pagamentos na Web.


2.1.3- Browsers de WWW

Browsers é o nome porque são mais conhecidos os clientes de WWW. Existem dezenas de browsers diferentes, para os mais diversos tipos de plataformas (Windows, Unix, Macintosh, etc., etc.).

Mas apesar desta diversidade, há um conjunto de funções básicas que estão presentes em quase todos. As principais funções dos browsers são as seguintes:

1.  Funções de Navegação

  • Abrir documento
  • Recuar/Avançar
  • História
  • Bookmarks/Hotlists

2.  Opções de Apresentação

  • Fontes
  • Cores
  • Tamanho
  • Imagens On/Off

3.  Serviços

  • Imprimir
  • Guardar
  • Ver fonte
  • Enviar correio
  • Ajuda


Dado que Microsoft Internet Explorer tem a grande vantagem de ser gratuito e ter as versões mais recentes em Português Europeu, iremos analisar com mais detalhe o funcionamento deste browser. De salientar que quem optar pela utilização Browser da Netscape (Netscape Navigator) não irá também encontrar muitas dificuldades de manuseamento e configuração.

2.1.3.1- O Internet Explorer

Nesta parte iremos referir algumas das principais características e funcionalidades do Explorer, bem como alguns aspectos da sua configuração.

Configuração do Explorer

Após a instalação do Explorer no disco do computador, a primeira tarefa que se deve executar é a sua configuração. Para tal basta entrar no programa, pois a primeira janela que irá aparecer pede ao utilizador os dados necessários para a correcta configuração do programa de forma a aceder na perfeição ao mundo da WWW.

Outra forma de aceder à configuração do programa é indo ao menu VER, escolhendo de seguida OPÇÕES. Na Janela que nos aparece podemos então alterar a configuração. Podemos ainda, clicando com o botão direito do rato no ícone do Internet Explorer, aceder a esta Janela.

Vamos aqui referir apenas as opções de configuração mais importantes. Para uma explicação completa e detalhada consulte a Ajuda do Internet Explorer.


PRINCIPAIS OPÇÕES DE CONFIGURAÇÃO

Janela OPÇÕES

Opções

Descrição

Geral

Multimédia

Activa ou Desactiva as opções Mostrar Imagens, Reproduzir Sons, Reproduzir Vídeo.

Cores

Permite escolher as cores da Janela ou Utilizar as cores normais do Windows 95

Hiperligações

Permite modificar as Cores das Hiperligações visitadas e por visitar.

Barra de Ferramentas

Modifica as opções de visualização relativas à Barra de Ferramentas

Ligação

Marcação

Especifica Qual a forma de ligação à Internet e permite ainda configurar a ligação de forma a desligar passado X tempo.

Servidor Proxy

Torna mais rápido o acesso à Internet caso seja especificado em Servidor Proxy.

Navegação

Personalizar

Altera as Páginas utilizadas como página inicial e de Procura, e da barra de ferramentas Hiperligações.

Histórico

Possui informação sobre as Páginas visitadas e permite voltar a elas.

Programas

Correio e Newsgroups

Especifica Qual o cliente de Correio Electrónico e de Notícias (News).

Visualizadores

Permite escolher quais os programas que devem ser utilizados durante a abertura de ficheiros na Internet.

Browser Predefinido

Torna o Explorer o Browser predefinido ou não.

Segurança

Classificação do Conteúdo

Permite impedir o acesso a determinadas páginas de acordo com o seu conteúdo.

Certificados

Mais uma medida de segurança baseada em certificados.

Conteúdo Activo

Permite definir o tipo de software que pode transferido e executado no computador.

Avançadas

Avisos

Configura avisos de segurança.

Ficheiros Temporários

Permite visualizar as páginas visitadas sem estar ligado à REDE.

Principais funcionalidades: botões, itens dos menus e bookmarks

O Explorer possui todas as principais funcionalidades, que referimos atrás, dos browsers de WWW e mais algumas que lhe são próprias. As funções mais utilizadas podem ser acedidas através dos botões existentes na parte superior da janela do Explorer:

Recuar (página anterior)

Avançar (página seguinte)

Interrompe o carregamento da Página (se activo)

Volta a carregar a página que está a ser visualizada

Carrega a página que está definida como a página inicial

Carrega a página que está definida como a página de procura

Mostra e permite voltar às páginas que foram definidas pelo utilizador como as Favoritas

Imprime o conteúdo da Página visualizada

Modifica o tamanho da Letra nas páginas visualizadas

Abre o programa cliente de E-mail definido e podemos enviar e ler as mensagens

Para além dos botões pode aceder a múltiplas funções através dos itens existentes nos menus. Apresentam-se seguidamente algumas das principais funções do Explorer acessíveis através das opções dos menus (não serão incluídas as funções já disponíveis nos botões, ou as que foram referidas na configuração):

Menus

Item

Função

Ficheiro

Nova Janela

Abre mais uma janela do browser

Guardar como ficheiro

Guarda a Página como um ficheiro para o nosso disco rígido ou disquete

Enviar Para

Envia a Página para uma das opções definidas

Configurar Página

Configura a página podendo ser definido o seu tamanho, orientação, etc.

Criar Atalho

Cria um atalho para a página no ambiente de trabalho

Fechar

Fecha o programa

Editar

Cortar

Todas as opções presentes neste menu têm as mesmas funções que as opções com o mesmo nome nos aplicativos Word 97 e Excel 97

Copiar

Colar

Seleccionar Tudo

Localizar

Ver

Barra de Ferramentas

Permite visualizar ou não a barra de ferramentas

Barra de Estado

Permite visualizar ou não a barra de estado

Ajuda


Fornece ajuda sobre o funcionamento do Internet Explorer

Finalmente, importa referir que algumas funções são também acessíveis a partir do botão direito do rato. Quando pressionamos o botão direito do rato (dependendo da página e do local onde o fazemos) é aberta uma janela como a que a seguir se apresenta.

Para além de outras funções, isto é particularmente útil para guardar uma cópia das imagens exibidas numa página, ou copiar a sua localização.


2.2- Correio Electrónico

O correio electrónico é o serviço de rede mais utilizado. Segundo o Third MIDS Internet Demographic Survey, de Outubro de 1995, existirão cerca de 39 milhões de utilizadores em todo o mundo. Neste módulo ficará a saber o que é e como funciona o correio electrónico, e aprenderá os fundamentos da sua utilização como instrumento de comunicação.

2.2.1- O que é o correio electrónico

Como o próprio nome indica, o correio electrónico é o equivalente electrónico dos serviços postais tradicionais. As vantagens mais evidentes do correio electrónico face ao correio tradicional são:

  • Rapidez – Em condições normais, a demora entre o envio e a recepção das mensagens variará entre uma fracção de segundo e alguns minutos ou, no pior dos casos, algumas horas. A distância geográfica entre o emissor e o receptor das mensagens, não sendo totalmente insignificante, é menos significativa do que a qualidade e largura de banda das comunicações entre os dois pontos;
  • Riqueza de conteúdo – Apesar de originalmente ter sido concebido apenas para a troca de mensagens textuais simples, a maior parte das aplicações existentes suportam outros tipos de conteúdos. Hoje, graças ao MIME (Multi-purpose Internet Mail Extensions) as mensagens de correio electrónico podem incluir texto formatado (bolds, itálicos, etc.), audio, vídeo, imagens, etc.


Os carteiros do correio electrónico, que se encarregam do transporte e distribuição das mensagens de computador através das infra-estruturas de rede, são aplicações informáticas que podem usar diversos protocolos de correio electrónico (SMTP, POP, IMAP, X.400, etc.).

Um aspecto que não deve esquecer na utilização do correio electrónico é a segurança. Pense sempre que existe a possibilidade de a sua mensagem ser interceptada, e lida por terceiros, no percurso até ao destinatário. Esse risco não deve ser transformado em paranóia, mas também não deve ser ignorado. Se necessitar de enviar mensagens com conteúdo muito sensível e confidencial deve tomar medidas que reduzam esse risco.

Existem diversos métodos para tentar proteger a confidencialidade das comunicações através da encriptação. O mais conhecido e utilizado na Internet é o PGP – Pretty Good Privacy.

Finalmente, é de referir que o correio electrónico pode ser utilizado (por quem apenas tem acesso ao correio electrónico) para aceder a outros serviços da Internet (FTP, Notícias da USENET, WWW, etc.).

2.2.2- O que é necessário para utilizar o correio electrónico

Para poder utilizar integralmente o correio electrónico é necessário ter:

  • Acesso à rede
  • Um endereço e uma caixa de correio
  • Um cliente de correio electrónico


Não nos referiremos aqui à questão do acesso, dado que ela já foi abordada anteriormente. Os clientes de correio electrónico serão analisados mais à frente, por agora iremos concentrar-nos nos endereços e caixas de correio electrónico.

Tal como no correio normal, para que um utilizador possa receber correio necessita ter um endereço e uma caixa de correio. No contexto do correio electrónico, as caixas de correio são o local (um espaço no computador) onde os servidores de correio colocam as mensagens destinadas a um determinado utilizador. Geralmente, essas caixas de correio residem em computadores (normalmente de maior porte) onde também se situam os servidores de correio electrónico, e não no computador pessoal do utilizador.

Sendo assim, a cada caixa de correio está, normalmente, associada uma conta (ou seja, uma área de trabalho num computador). Para efeitos de segurança e autenticação a cada conta está associado um login e uma password:

  • login – identificação do utilizador, pode ser constituída por nomes, iniciais, etc. Exemplos: eloy, jsousa, mjda
  • password – “senha” que serve para autenticar o login de um utilizador.

Para evitar que uma conta seja utilizada por pessoas estranhas, deve ter-se algum cuidado na escolha das passwords:

  • O que deve evitar-se – ter a password num papel colado ao ecrã do computador…Passwords que sejam iguais a nomes e palavras existentes, moradas, números de bilhetes de identidade, datas de nascimento, etc. Exemplos de más passwords: cifrador, aaacccdd, miguel95.
  • O que deve fazer-se – passwords que sejam fáceis de memorizar e digitar e, ao mesmo tempo, sejam compostas por maiúsculas e minúsculas, números, caracteres especiais, etc. Como é isso possível? O meu método é a associação de ideias, para escolher passwords difíceis de “adivinhar” e ao mesmo tempo fáceis de lembrar. Por exemplo, se eu tivesse estado de férias em Chamonix em 1994, a password fe*94Cha, seria uma password segura e fácil de memorizar.

Para além da caixa de correio, cada utilizador deve ter também um endereço de correio electrónico. Os endereços de correio são compostos de duas partes:

  • Um nome – pode ser igual ao login (Ex. silva, jsousa)
  • Uma localização – A “morada”, que pode ser o nome do computador onde está a caixa de correio ou (o que é mais normal e desejável) o domínio onde se encontra a caixa de correio (Ex.: mail.telepac.pt ou ip.pt)

As duas partes são ligadas pelo símbolo @ (lê-se at). Exemplos de endereços: esa.beja@mail.telepac.pt, sai@ip.pt

2.2.3- Clientes de mail

Tal como na generalidade dos serviços da Internet, estão disponíveis múltiplos clientes de correio electrónico para as mais diversas plataformas (PC’s. Mac’s, Unix, etc.). Praticamente todos eles possuem o seguinte conjunto de funções básicas:

  • Enviar e receber mensagens
  • Responder a mensagens
  • Fazer seguir (forward) mensagens
  • Guardar mensagens (e organizá-las em pastas)
  • Apagar mensagens
  • Imprimir mensagens
  • Criar e manter listas de endereços,

Neste módulo apenas analisaremos com algum detalhe o funcionamento do cliente de mail incluído no browser Internet Explorer, chamando no entanto a atenção para o facto deste cliente não reunir todas as funcionalidades que se podem encontrar nos clientes específicos. Por isso mesmo, fica aqui a indicação de alguns dos principais clientes específicos de correio electrónico, disponíveis para plataformas Windows e Macintosh. Note que os apontadores seguintes se referem às homepages dos produtores, mas o software pode ser obtido em servidores portugueses como o Arquivo de Software da Universidade de Aveiro ou o servidor ftp.ci.uminho.pt.

  • Eudora – Cliente com versões para Windows e Mac.
  • Pegasus – Cliente com versões para Windows e Mac
  • Pine – Cliente com versões para DOS/Windows, Unix, Amiga, OS/2 e VMS


2.2.3.1- O cliente de Mail do EXPLORER

O browser Explorer inclui um cliente de mail que reúne as principais funcionalidades deste tipo de programas. Antes da primeira utilização do cliente é necessário configurá-lo, e mais uma vez, como no caso do Browser, aparece-nos um Assistente que nos irá ajudar nesse processo. Começando por nos perguntar o nome e a organização para a qual trabalhamos, o servidor de mail (SMTP e POP, que são, geralmente, o mesmo) que na grande maioria das vezes correspondem à última parte do nosso endereço de correio electrónico (mail.telepac.pt ou ip.pt), o seu nome (login) e a password que o fornecedor nos atribuiu. Definimos ainda a forma como nos ligamos à Internet, no caso de clientes individuais geralmente é por uso de um modem. Qualquer destas definições podem ser posteriormente alteradas utilizando o menu Correio e escolhendo depois Opções.

Pode aceder ao cliente de mail através do botão Iniciar-Programas-Internet Mail, ou então pelo próprio Internet Explorer, é então exibida uma janela como a da figura seguinte:

A janela do cliente de mail encontra-se dividida em quatro partes. Na parte de cima, encontram-se os menus e botões que permitem aceder às diversas funções do cliente. Logo por baixo dos botões encontramos as pastas (por defeito, a pasta A Receber para as mensagens recebidas, a pasta Itens Eliminados para as mensagens apagadas, a pasta A Enviar para as mensagens a enviar e a pasta Itens Enviados a qual contém uma cópia das mensagens que já foram enviadas). Por baixa das Pastas são apresentadas as mensagens contidas na pasta que se encontra aberta. Finalmente, na parte inferior encontra-se a zona onde são exibidas as mensagens (se estiver alguma seleccionada).

As principais funções estão disponíveis através dos seguintes botões:

Criar nova mensagem

Responder a mensagem

Responder para todos (quando a mensagem original tenha múltiplos destinatários)

Fazer seguir (enviar cópia para outro endereço)

Envia e transfere novas mensagens (do servidor)

Apagar mensagem(ns

É possível personalizar os botões, ou seja acrescentar ou eliminar botões personalizando o cliente à nossa “medida”.

Quando seleccionamos os botões (ou as opções do menu) para enviar ou responder a correio, é aberta uma janela de composição de mensagem, como a da figura seguinte.


Na parte superior, o cabeçalho, são exibidos alguns campos:

–          Para: (já preenchido se estiver a fazer Responder ao Autor);

–          Cc:;

–          Assunto.

Deve preencher pelo menos o campo Para:, com o endereço do destinatário e o campo Assunto, com o assunto da mensagem.

Na Janela de Composição de Mensagens tem ainda disponíveis (entre outros) os seguintes botões de funções:

Envia, depois de escrita a mensagem basta clicar neste botão para que ela seja encaminhada para a pasta a enviar e posteriormente enviada quando se clicar no botão Enviar e Receber.

Livro de Endereços, permite criar uma lista com os endereços electrónicos dos nossos amigos, colegas, etc..

Permite ir à nossa lista de endereços e seleccionar o endereço para o qual pretendemos enviar a mensagem.

Anexar Ficheiro, envia juntamente com a nossa mensagem um, ou mais, ficheiros os quais teremos que seleccionar.


2.3- Telnet – Acesso a computadores remotos

2.3.1- O que é o Telnet

O Telnet é um protocolo e aplicação, parte da família TCP/IP, para acesso e utilização de computadores remotos. Com Telnet podemos fazer “login” noutros computadores da Internet e utilizar os seus recursos. Por exemplo, executar aplicações e/ou aceder a serviços existentes nos computadores remotos., consultar bases de dados e catálogos bibliográficos, etc. O nosso computador passa a ser como que um terminal (não inteligente) directamente ligado ao computador remoto (onde é executado todo o processamento).

2.3.2- Clientes de Telnet

Para aceder a recursos por Telnet necessita de um cliente específico. Estão disponíveis diversos clientes de Telnet para as diferentes plataformas. Aliás, se estiver a utilizar um posto de trabalho Windows NT ou Windows 95, deverá ter já um cliente de Telnet (ficheiro Telnet.exe) numa directoria de sistema.

De qualquer forma aqui fica a indicação de alguns dos melhores clientes de Telnet para ambientes Windows e Mac.:

  • NCSA Telnet 2.6 – Cliente para Mac
  • WinQVT Net 4.88 – Cliente para Windows 3.1
  • WinQVT Net 32 bits 4.0 – Cliente para Windows NT/95


Pode aceder a recursos por Telnet dentro de Browser Internet Explorer uma vez que está automaticamente configurado para utilizar o cliente que vem com o Windows 95.


2.3.3- Utilização de Telnet

Quando é estabelecida uma ligação por Telnet, o sistema remoto irá pedir um login. No caso de estarmos a aceder a uma conta pessoal, será ainda exigida a autenticação com password. Mas, na Internet existem diversos recursos de acesso público, com logins sem password. Por exemplo, para aceder a catálogos de bibliotecas costumam existir logins públicos, do tipo opac, lib (ou library), guest, etc.

Muitas vezes, após o login, o sistema remoto solicita informação sobre o tipo de emulação de terminal utilizado. Os tipos mais comuns são o VT100 ou VT102.

A partir desse momento basta seguir as instruções apresentadas pelo sistema (e/ou introduzir os comandos da aplicação que estamos a utilizar no computador remoto). Para terminar uma sessão de Telnet siga as indicações do sistema (geralmente logout, end ou quit) ou utilize Ctrl-].

Apresenta-se seguidamente uma imagem com a utilização do cliente do Windows NT/95 para aceder à Base Nacional de Dados Bibliográficos e a transcrição do início da sessão.

Enter your terminal type then RETURN (or RETURN for ‘vt100’) ? :

200 Biblioteca Nacional      *** PORBASE / GEAC ***   TOD * QUE FAZER?


Em qualquer momento podera (so para terminais GEAC):

Premir   F1   ou  SOS  para ajuda

Premir   F2   comandos adicionais

Premir   F3   inicia uma nova pesquisa

Premir   F4   regressa ao visor anterior

Premir   F5   termina a sua sessao

Premir   F6   ultima pesquisa

Premir   F7   descricao geral da  PORBASE

Premir   F8   descricao de comandos

Premir   ENTER  ou  F9  para executar

Comandos sempre disponiveis:

CAT  para iniciar pesquisa

FIM  para regressar ao primeiro ecran

^D   para desconectar  (na INTERNET)

LNG  para alterar a lingua  Press  1  for English

Lingua de pesquisa:         PORTUGUESA


2.4- FTP – Transferência de Ficheiros

Na Internet estão disponíveis milhares de ficheiros de computador, desde software até documentos ou imagens. Através do FTP pode copiar esses ficheiros para o seu computador. Neste módulo ficará a saber o que é e como funciona o FTP, e aprenderá a utilizá‑lo para obter os ficheiros que necessita.

2.4.1- O que é e como funciona o FTP

O FTP – File Transfer Protocol é um protocolo (da família TCP/IP) e uma aplicação que permite transferir (copiar de ou para) ficheiros entre computadores na Internet. à partida, é necessário possuir uma conta (com o respectivo login e password) na máquina para a qual (ou da qual) se quer transferir ficheiros. Mas, para permitir a partilha e o acesso livre a repositórios de ficheiros, foram criadas em milhares de servidores contas de login anónimo. Esses sites chamam-se servidores de FTP anonymous.

A não ser que possua contas em diversas máquinas e necessite de transferir ficheiros entre elas, a principal utilização do FTP será o acesso e transferência de ficheiros de servidores de FTP anonymous.


2.4.2- Utilização do FTP

2.4.2.1- Introdução

Para utilizar o FTP é necessário dispormos de um cliente de FTP ou de um browser de WWW (caso não se trate de FTP anonymous, é mesmo necessário um cliente de FTP e uma conta na máquina a que nos queremos ligar). Mesmo dispondo do software adequado, há dois problemas que, geralmente, atormentam os novos utilizadores:

  • primeiro, anterior à utilização do FTP, é: Como encontrar os servidores e os ficheiros pretendidos?
  • O segundo, simultâneo ou posterior à utilização do FTP, é: Que ficheiros são estes e o que posso fazer com eles?


Quanto ao primeiro problema, encontrará informação prática no capítulo- Como pesquisar informação na Internet. Quanto ao segundo, aqui ficam algumas dicas.

Nos servidores de FTP anonymous encontra-se uma grande variedade de ficheiros, a que correspondem também uma grande variedade de extensões (.txt, .zip, .exe, .bin. , .gz, .hqx, .gif, .au, .mov, .ps, etc., etc.). Apesar de alguns clientes tentarem já “dar uma ajuda” na resolução do problema (é o caso do browser Explorer), perante esta profusão de tipos e extensões, o utilizador pode sentir-se um pouco perdido e ter dificuldade em perceber qual o conteúdo de um ficheiro a partir do seu nome.

Outro problema é que, por óbvias razões de economia de espaço nos servidores e de tráfego na rede, uma boa parte dos ficheiros disponíveis nos servidores de FTP anonymous são ficheiros compactados, reunindo um ou vários ficheiros “normais”, com uma das múltiplas ferramentas de compactação existentes.

Como uma explicação detalhada dos diversos tipos de ficheiros e ferramentas de compactação/descompactação exigiria muito tempo e espaço, deixo aqui apenas uma explicação sobre as extensões mais comuns:

  • Zip- Ficheiros compactados com uma das ferramentas mais conhecidas de compactação e descompactação. Existe em versão para Dos ou Windows. A versão para Windows pode ser encontrada em WWW.Winzip.com.
  • Txt- Ficheiros cujo conteúdo é texto sem formatação podendo ser aberto com o Bloco de Notas do Windows ou com o comando Edit do Dos;
  • Exe- Ficheiros executáveis, já nos referimos a eles no manual do Windows 95;
  • Arj, a0*- Ficheiros compactados pelo programa ARJ;
  • Gif, Bmp, Tif, Jpg- Ficheiros de imagens;
  • Wav, AIFF, AIF, AIFC, AU, SND, RMI, MID- Ficheiros que contém sons, ou extractos de músicas;
  • Avi, Mov, MPEG, MPG, MPE, MPA, M1V, MP2, ENC- Ficheiros que contém Vídeos.


2.4.2.2- Utilização de um cliente específico de FTP

Existem diversos clientes específicos de FTP. Na nossa opinião, os melhores clientes de FTP:

  • Cute FTP – Versão 1.3 para Windows 3.1 e Versão de 32 bits para NT/95
  • Fetch – Versão 2.12 deste cliente para Mac
  • Winsock FTP – Versão para Windows 3.1 e Versão de 32 bits para NT/95


Apresenta-se seguidamente uma pequena demonstração da utilização do Winsock FTP 32. Quando se invoca este programa, é aberta uma janela onde devemos definir (no mínimo) qual o servidor a que nos queremos ligar, e o nosso login e password (no caso de FTP anonymous, o login é anonymous e a password o nosso endereço de correio electrónico). Refira-se que esta informação pode ser guardada no campo Config, permitindo a sua utilização em conexões posteriores.

Estabelecida a ligação ao servidor de FTP, o cliente exibe uma janela dividida em duas partes. Do lado esquerdo encontra-se a informação do nosso computador. Do lado direito a informação relativa ao servidor.

Através dos botões, ou clicando em cima dos ficheiros ou directorias, podemos criar, apagar ou mudar de directoria, visualizar, apagar ou mudar o nome de ficheiros e transferir ficheiros ou directorias entre os dois computadores (setas na parte central).


2.4.2.3- Com um browser de WWW (Explorer)

Com o Explorer também podemos aceder a ficheiros via FTP. Quando o Explorer recebe um URL correspondente a FTP (URL’s iniciados por ftp://), ele exibe-o numa página, fazendo acompanhar os nomes dos ficheiros e directorias por ícones que os representam.



Para mudar de directoria ou transferir um ficheiro, basta clicar em cima do seu nome ou do seu ícone.


2.5- Grupos de Notícias e Discussão

Na Internet existem milhares de fóruns onde se discutem e trocam informações sobre os mais diversos assuntos. Esses grupos de notícias e discussão baseiam-se em dois serviços da Internet: as listas de distribuição por correio electrónico e as notícias da USENET (vulgarmente conhecidas por news). Neste módulo ficará a conhecer como funcionam esses grupos de notícias e discussão, de que forma pode ser um dos seus membros.

2.5.1- Listas de distribuição

2.5.1.1- O que são as listas de distribuição?

As listas de distribuição são endereços colectivos de correio electrónico, que servem para distribuir uma mensagem por um conjunto de utilizadores. Por isso, elas são utilizadas para grupos de discussão sobre determinados assuntos, difusão de informação entre os membros de organizações, anúncios e informações a clientes de certos produtos e serviços, distribuição de revistas electrónicas, etc.

Os “carteiros” que se encarregam de distribuir as mensagens para os seus múltiplos destinatários, bem como executar o conjunto de tarefas necessárias ao funcionamento e gestão das listas, são programas designados por servidores de listas (list servers, em inglês). O software LISTSERV é o servidor de listas mais comum, ainda que existam múltiplas listas administradas com outros programas, como o majordomo e o listproc.

Para além dos diferentes softwares utilizados para a sua gestão, existem outras características que diferenciam as listas de distribuição. As listas podem ser abertas (qualquer pessoa pode participar) ou fechadas (listas que só admitem pessoas que reunam determinadas condições, como ser membro de determinada organização ou projecto, etc.), moderadas (existe alguém, um moderador, por quem passam as mensagens antes de serem enviadas para todos os membros, para garantir a pertinência e qualidade das mensagens distribuídas) ou não-moderadas (quando alguém envia uma mensagem ela é automaticamente distribuída por todos os membros da lista).

2.5.1.2- Como participar numa lista de distribuição?

Para participar numa lista de distribuição é necessário assiná‑la, isto é, solicitar que o nosso endereço de correio electrónico seja acrescentado à lista. Geralmente, após o pedido de assinatura o servidor solicita-nos confirmação do pedido e, posteriormente, remete-nos uma mensagem sobre o funcionamento e objectivos da lista, comandos disponíveis, etc. A partir desse momento, passaremos a receber todas as mensagens enviadas para a lista pelos seus membros e poderemos enviar as nossas próprias mensagens, que serão distribuídas imediatamente (listas não-moderadas) ou avaliadas (listas moderadas) quanto à sua pertinência.

O pedido de assinatura realiza-se através do envio de uma mensagem de correio electrónico, contendo o comando de assinatura (ver abaixo), para o endereço administrativo da lista. Importa sublinhar que, geralmente, existem dois endereços nas listas de distribuição: o endereço administrativo e o endereço da lista. O endereço administrativo serve para enviar os comandos relativos à nossa participação na lista (assinatura, cancelamento da assinatura, suspensão do envio de mensagens, etc.) e o endereço da lista serve para enviar as mensagens que queremos ver distribuídas por todos os membros da lista. Utilizar o endereço administrativo para enviar mensagens, ou endereço da lista para enviar comandos é um erro frequente dos novatos, que só pode ter dois resultados: mensagens de erro do servidor da lista que carregamos com (pseudo)comandos que ele não entende, ou mensagens entre o paternalismo e a ira insultuosa dos membros da lista cujas caixas de correio foram invadidas por “lixo electrónico”.

Os comandos utilizados nas diferentes listas dependem do software utilizado. Se quiser obter uma lista completa e detalhada dos comandos disponíveis nos diversos servidores de listas envie uma mensagem de correio electrónico para listserv@ubvm.cc.buffalo.edu, deixando o campo Subject vazio e escrevendo o seguinte comando no corpo da mensagem GET MAILSER CMD NETTRAIN F=MAIL. Alguns dos comandos mais úteis, das listas LISTSERV são os seguintes (se quiser informações mais detalhadas consulte o EARN LISTSERV User Guide):

Assinatura (SUBSCRIBE)

Enviar mensagem de correio electrónico para o endereço administrativo com o comando SUBSCRIBE o nome da lista e o seu nome. Por exemplo: subscribe IFLA-L Joaquim Silva

Cancelar Assinatura (UNSUBSCRIBE/SIGNOFF)

Enviar mensagem de correio electrónico para o endereço administrativo com o comando UNSUBSCRIBE ou SIGNOFF e o nome da lista. Por exemplo: signoff IFLA-L

Pedir Ajuda (HELP)

Enviar mensagem de correio electrónico para o endereço administrativo com o comando HELP (receberá uma breve descrição dos comandos LISTSERV mais utilizados, bem como o nome e e-mail do postmaster do servidor).

Alterar opções de participação (SET)

Quando assinamos uma lista o servidor atribui-nos, por defeito, um conjunto de opções de participação. Para alterar essas opções enviar mensagem de correio electrónico para o endereço administrativo com o comando SET, o nome da lista e a opção. Exemplos:

SET IFLA-L MAIL

(Opção por defeito, significa a distribuição normal do correio da lista. Só é necessário utilizar esta opção, para retomar a recepção normal do correio, se tiver sido utilizada uma das opções seguintes)

SET IFLA-L NOMAIL

(Opção que permite suspender a recepção do correio da lista, por exemplo no período de férias, sem abandonar a lista. A recepção do correio pode ser retomada com a opção anterior)

SET IFLA-L DIGESTS ou SET IFLA-L INDEX

(Estas opções só estão disponíveis em algumas listas, se os seus administradores o quiserem. A opção DIGEST permite reunir o correio enviado para a lista durante um certo período de tempo e recebê-lo numa única mensagem. A opção INDEX resultará no envio apenas da data, hora, assunto, número de linhas, nome e endereço do autor de todas as mensagens enviadas para a lista, não sendo incluído o texto da mensagem)


2.5.1.3- Como procurar listas de distribuição?

Existem diversas fontes onde podemos encontrar informação sobre listas de distribuição. Algumas delas permitem a pesquisa por assuntos, palavras-chave, etc., sendo particularmente úteis para localizar as listas de distribuição sobre determinados temas ou de determinadas organizações. Além disso, incluem geralmente informação sobre o funcionamento das listas (endereço administrativo e endereço da lista, comandos de assinatura, etc.).


2.5.2- Notícias da USENET

2.5.2.1- O que são as notícias da USENET

As notícias da USENET são um sistema distribuído de conferência. Dito de forma mais simples, a USENET é o serviço que proporciona (de modo mais económico que as listas de distribuição em termos de tráfego na rede) a discussão e partilha de informações sobre os mais variados tópicos e assuntos a nível mundial.

Cada comunidade de interesses, constitui-se num grupo de notícias (newsgroup), onde decorre a discussão. Existem milhares destes grupos de notícias e dentro deles circulam mensagens (em tudo semelhantes às de correio electrónico), chamadas artigos.

Os nomes dos grupos de notícias revelam a estrutura hierárquica em que estes estão organizados. Por exemplo, o grupo sci.engr.manufacturing é o grupo de discussão das questões da produção, que está integrado na hierarquia sci. (ciência) engr. ( engenharia). Nesta lógica, todos os grupos de discussão de questões científicas começam o seu nome por sci., os de discussão de questões de engenharia por sci.engr., etc.

Em sentido restrito, as hierarquias da USENET são as seguintes:

  • comp – Informática e ciências da computação
  • misc – Grupos de discussão que não se enquadram em nenhum das outras hierarquias
  • news – Sobre as notícias da USENET
  • rec – Grupos de discussão de questões recreativas (desporto, arte, etc.)
  • sci – Questões científicas
  • soc – Questões sociais
  • talk – Grupos de debate

Mas os servidores de notícias geralmente distribuem outros grupos de discussão, a que pode aceder da mesma forma. Para além dos da USENET, as hierarquias distribuídas pela generalidade dos servidores portugueses são os seguintes:

  • pt – hierarquia portuguesa, onde se discute tudo o que esteja relacionado com Portugal
  • alt – grupos de discussão “alternativos”
  • bionet – biologia
  • bit – grupos de discussão da BITNET, usados sobretudo para redistribuir listas de distribuição LISTSERV
  • biz – negócios, produtos e serviços


2.5.2.2- Como aceder e participar nos grupos de notícias

Para aceder às notícias da USENET apenas necessita de acesso a um servidor que lhe preste esse serviço (o seu fornecedor de serviço deve ter um e, se não tiver, escolha outro fornecedor…), e de um cliente (leitor) de news.

Existem múltiplos leitores de news, com mais ou menos funcionalidades e com interfaces mais ou menos amigáveis. No entanto, todos eles possibilitam um conjunto de funcionalidades básicas, como listar grupos de notícias, assinar e cancelar grupos de notícias, enviar novos artigos, responder a artigo, imprimir, guardar ou enviar artigo, etc.

Dada a multiplicidade de leitores de notícias, apenas incluiremos neste curso apontadores para alguns dos leitores de notícias disponíveis para plataformas Windows e Macintosh (se quiser saber mais sobre leitores de news recomendo que assine o grupo news.software.readers). Para além disso, será apresentada um breve explicação do funcionamento do leitor de notícias incluído no browser Explorer (chamando desde já a atenção para o facto deste não reunir todas as funcionalidades presentes nos leitores de notícias específicos).


Aqui ficam então os apontadores para alguns dos mais utilizados leitores de notícias para Windows e Macintosh:

  • Free Agent 1.0 (Windows 3.X)

ftp://orpheu.ci.uminho.pt/pub/net/winsock/clients/FreeAgent/free_agent/fagent10.zip (U. Minho)

ftp://ftp.ua.pt/pub/winsock/news/fagent10.zip (U. Aveiro)

  • News Bin (Windows 95/NT)

ftp://ftp.ua.pt/pub/winsock/Windows95/News/news074.zip (U. Aveiro)

  • News Watcher 2.0 (Macintosh)

ftp://ftp.ua.pt/pub/mac/comm/usenet/newswatcher2.0.sit.hqx (U. Aveiro)

ftp://zen.fct.unl.pt/pub/mac/NewsWatcher-20.hqx

  • WinVines (Windows 95/NT)

ftp://ftp.ua.pt/pub/winsock/Windows95/News/wv32_9907i.zip (U. Aveiro)


Possuindo um leitor de news e acesso a um servidor que nos preste este serviço, precisamos ainda de descobrir e assinar os grupos de notícias que nos possam interessar. Como existem muitos milhares de grupos de notícias, é provável que já exista um ou vários grupos que discutam os assuntos em que está interessado. Mas se ainda não existir o grupo que pretendia, pode tentar criá-lo, seguindo as regras da própria USENET (para mais informações sobre a criação de grupos de notícias assine o grupo news.groups e/ou consulte os seguintes documentos: Usenet Newsgroup Creation Companion, How to Create a New Usenet Newsgroup).

Para saber que grupos existem e estão disponíveis no seu servidor, pode utilizar o comando listar grupos, que o seu leitor de news certamente possui. Para ver os artigos de um grupo e participar na sua discussão deve usar o comando assinar.

Finalmente uma referência importante para os novos utilizadores: como todas as comunidades humanas, os fóruns de discussão constituídos em torno das notícias da USENET têm regras e normas de convívio. Nos grupos de notícias há um facto que não deve ignorar: em cada grupo são disponibilizados periodicamente artigos, designados por FAQs (Frequently Asked Questions) definindo o âmbito e objectivos do grupo e contendo as respostas às perguntas mais frequentes, relativas ao assunto discutido nesse grupo, etc. Por isso, quando assinar um grupo, antes de enviar qualquer artigo, deve ler a FAQ desse grupo e talvez seja aconselhável acompanhar (sem participar) por algum tempo as discussões que nele decorrem.


2.5.2.3- O cliente de News do EXPLORER

O Explorer inclui um leitor de news, que reúne as principais facilidades dos clientes de news. Antes da primeira utilização do cliente de news do Explorer, é necessário configurá-lo, e mais uma vez temos acesso a um assistente de configuração, o qual nos pergunta, entre outras coisas, o nome do servidor de news do seu fornecedor de serviço Internet (news.telepac.pt, para o caso da Telepac). A figura seguinte ilustra a configuração do servidor de news, para utentes da Telepac.

Pode aceder ao cliente de news através do Botão Iniciar‑Programas‑Internet News, é exibida uma janela como a da figura seguinte:


Por baixo dos botões aparece a caixa que contém os grupos subscritos (Newsgroups) aparecendo apenas um grupo que será o seleccionado, caso se pretenda outro grupo basta selecciona-lo. Para ver todas as hierarquias e grupos disponíveis no seu servidor de news escolha o botão Newsgroups e subscreva os grupos nos quais está interessado, passando depois esses grupos a fazer parte da lista dos grupos subscritos que se encontram na caixa Newsgroups.

Para aceder às mensagens de determinado grupo basta clicar no seu nome. São então exibidos os cabeçalhos das mensagens enviadas para esse grupo, que incluem: Remetente (De), Assunto, Data (Enviado). Por defeito, as mensagens são ordenadas por thread (por assunto de discussão ou “linha de discussão”).

Para ler as mensagens existentes no grupo, basta clicar em cima do seu cabeçalho. A figura seguinte ilustra a leitura de uma notícia.

As principais funções do leitor de news do Netscape podem ser acedidas através dos botões existentes na parte superior da janela. Aqui fica uma rápida explicação de cada um deles:

Nova mensagem para as news.

Responder à mensagem para o(s) grupo(s) de notícias.

Responder ao autor da mensagem. O campo To: é preenchido por defeito.

Enviar cópia da mensagem de news para um endereço a especificar.

Permite aceder à lista de Newsgroups e escolher os grupos a subscrever ou a anular a subscrição.

Liga ao Servidor de News e carrega os cabeçalhos do grupo seleccionado.

Desliga-se ao Servidor de News.

Pára o carregamento, ou dos cabeçalhos ou do conteúdo de um artigo.


2.6- Serviços de comunicação interactiva (Talkers, MUD’s, MOO’s, IRC, etc.)

A Internet é cada vez mais utilizada para a comunicação entre pessoas. Não apenas para a comunicação diferida, como o correio electrónico, mas também para a comunicação interactiva em tempo real. Nos últimos tempos têm-se multiplicado os serviços e aplicações de comunicação interactiva, baseados em texto, mas também voz (permitindo telefonemas na Internet, por exemplo o Netmeting da Microsoft) e mesmo vídeo (aplicações de videoconferência como o CU-SeeMe)

Nesta parte apenas faremos breves referências a três dos serviços mais utilizados: o IRC os MUD’s e os MOO’s.

2.6.1- IRC

IRC é o acrónimo de Internet Relay Chat. Concebido em 1988 na Finlândia, tem vindo a conquistar novos utilizadores, sendo hoje utilizado em mais de 60 países de todo o mundo. O IRC é um sistema multi-utilizador de conferência e troca de mensagens em tempo-real. As “conversas”, em grupo ou em privado, ocorrem em canais (um lugar virtual, normalmente com um tópico de discussão), cujo nome indica o tipo de assunto discutido. Para aceder ao IRC necessita de um cliente específico. Pode consultar uma lista de clientes de IRC no servidor da RCCN. Recentemente entrou em funcionamento uma Rede Portuguesa de IRC. Em todas as redes existem canais como #irchelp, #irc ou #ajuda onde pode obter uma lista mais extensa de servidores e/ou ajuda relativa à utilização do IRC. No caso da rede portuguesa de IRC existe ainda um canal #geral sempre activo.

2.6.2- MUD’S e MOO’s

Os MUD’s (Multiple User Dimension, Multiple User Dungeon, or Multiple User Dialogue) e os MOO’s (MUD’s Object Oreinted) são programas de computador que permitem que os utilizadores façam login e explorem. Cada utilizador assume uma “personalidade virtual” que pode interagir com os restantes utilizadores. Para além das aplicações recreativas (que são predominantes) os MUD’s e MOO’s também são utilizados para a realização de cursos, conferências, etc. Por exemplo, no Atlantis MOO têm sido realizados cursos, seminários, etc.


3- A Internet como ferramenta de trabalho

3.1- Pesquisar informação na Internet

Encontrar a informação que nos interessa na Internet pode ser como procurar agulha em palheiro: uma tarefa complicada, demorada e, muitas vezes, frustrante nos resultados. Ao longo dos anos, e à medida que a Internet foi crescendo, foram sendo criados vários mecanismos e ferramentas para auxiliar a localização e acesso aos imensos recursos informativos da Rede.

3.1.1- Pesquisa na World Wide Web

Existem dezenas de ferramentas de pesquisa na World Wide Web. Esses índices, catálogos e bases de dados são constituídos de duas formas básicas:

  • Robots (Robot/spider/wanderer/crawler), que recolhem e indexam automaticamente o texto integral (Alta Vista, HotBot, InfoSeek, Lycos, OpenText, WebCrawler, etc.) ou apenas partes (Inktomi, WWW Worm, etc.) das páginas da Web.
  • Construção e manutenção de índices e esquemas de classificação por intervenção humana (como o SAPO, o Yahoo, etc.), onde são apenas pesquisáveis (para além dos assuntos do esquema de classificação/organização) os títulos e uma breve descrição dos documentos.


Os termos a utilizar nas pesquisas devem ter em conta estes dois tipos de instrumentos. Assim, tendencialmente, na pesquisa de bases de dados geradas a partir de robots (especialmente se indexam o texto integral dos documentos) podem utilizar-se termos mais específicos e em diferentes línguas (de acordo com as utilizadas nos documentos que procuramos), enquanto na pesquisa de directórios e catálogos gerados por intervenção humana devem usar-se termos mais genéricos, que correspondam aos temas e sub-temas da classificação utilizada e/ou a palavras dos títulos dos documentos.

Podem ainda ser utilizados algumas ferramentas que interrogam simultaneamente diversos índices e bases de dados. As óbvias vantagens de facilidade de utilização e rapidez, não podem fazer esquecer que também existem algumas desvantagens.

3.1.2- Pesquisar Pessoas

A melhor forma de encontrar endereços electrónicos de pessoas é ainda a de pegar no telefone e perguntar-lhe directamente, isto porque não é possível criar uma lista com os endereços de todas as pessoas com endereço electrónico pois todos os dias existem milhares de pessoas que “entram” na Internet e a quem são atribuídos novos endereços.

Existem no entanto algumas formas de busca de pessoas na Internet. Por exemplo a Telepac lança com uma certa regularidade uma lista com os seus assinantes, onde podemos encontrar os seus respectivos endereços, essa lista está disponível em http://www.registrade.pt/clicknet/.

Outras formas de procurar pessoas dependem dessas mesmas pessoas, ou seja, se as pessoas quiserem disponibilizar informações relativas ao seu endereço electrónico e outras, podem faze-lo para certas zonas da Internet, onde depois se podem efectuar as buscas, como exemplos temos os casos do Four 11 (http://www.four11.com/), do Infospace (http://www.infospace.com/), Bigfoot (http://www.bigfoot.com/), e em Portugal do Sapo (http://nenufar.sapo.pt/), entre outros.

3.1.3- Pesquisar Software

Com milhares de servidores e milhões de ficheiros disponíveis na Internet, a sua localização nem sempre é simples. Felizmente podemos recorrer a múltiplas ferramentas para a pesquisa de ficheiros.

Existem alguns “sites” que nos ajudam na procura da determinados ficheiros, talvez o mais conhecido é o Filez (http://www.filez.com). Existem depois vários “sites” com programas que podemos trazer para o nosso computador (http://www.shareware.com/, http://www.windows95.com, http://plus.ua.pt/tucows/, etc.).

Temos ainda o “velhinho” Archie que não é mais do que uma enorme base de dados com informações relativas a Servidores Públicos de FTP, nos quais podemos realizar pesquisas. Eis alguns endereços de Archies que “falam” português: http://www.lnec.pt/servicos/archie.html, http://www.ci.uminho.pt/forms/archieForm.html.

3.1.4- Pesquisar nos Grupos de Notícias

Trata-se de uma tarefa complicada dada a periodicidade com que os artigos são alterados e até mesmo os newsgroups. No entanto temos algumas formas de busca, uma delas é através do multifacetado Altavista, (http://altavista.telia.com/cgi-bin/query?pg=q&country=pt&mss=pt%2Fsearch&x=26&y=10) o qual tem uma opção que permite pesquisar na USENET. Existe ainda o Dejanews (http://www.dejanews.com/) que é bem mais específico para este tipo de busca.

3.1.5- Pesquisar Listas de Distribuição

Mais uma vez podemos utilizar um dos “sites” de busca geral como o Altavista, e procurar por Listas de Distribuição ou listservers, devendo-nos aparecer uma lista enorme de “sites” relacionados com o tema, depois basta escolher um e clicar.

Existem no entanto alguns “sites” específicos para este tipo de busca tais como: http://www.liszt.com/ e http://www.tile.net/tile/listserv/index.html.

3.2- Como divulgar informação na Internet

A Internet não é apenas uma boa fonte de informação. Ela pode ser também o espaço ideal para a divulgação de iniciativas, projectos, trabalhos, etc. Neste módulo abordaremos sumariamente as formas de divulgar informação na Internet, concentrando-nos sobretudo na criação e divulgação de páginas para a World Wide Web.

3.2.1- Formas de divulgar informação na Internet

A divulgação de eventos, projectos, produtos ou serviços, trabalhos académicos, ou de qualquer outro tipo de informação na Internet pode fazer-se através de diversas formas e, de preferência, utilizando vários métodos simultaneamente.

Hoje em dia, a forma geralmente mais eficaz, e certamente a mais permanente, de divulgar informação na Internet é a de criar um servidor/páginas WWW. Mas, em alternativa ou como complemento às paginas WWW, os grupos de notícias e as listas de distribuição são também uma boa forma de promoção.

A divulgação de iniciativas através das listas de distribuição e dos grupos de notícias, deve ter em conta um conjunto de princípios e restrições, para evitar que se transforme em “publicidade negativa” ou que origine legítimos protestos dos que participam nesses grupos. Resumidamente, aqui ficam algumas questões que deve considerar antes de utilizar os grupos de notícias e as listas de distribuição para divulgar informação:

1.  Divulgação de informação não comercial (eventos, projectos e trabalhos académicos e científicos, etc.)

  • Escolha cuidadosamente a(s) lista(s) de distribuição e/ou o(s) grupo(s) de notícias para onde irá enviar a sua mensagem, certificando-se que ela se enquadra dentro dos seus tópicos de discussão. Leia a FAQ do grupo (ou o documento similar nas listas de distribuição).
  • Componha a sua mensagem de forma sintética e objectiva. Evite as mensagens longas, ou o envio de documentos juntamente com as mensagens. Por exemplo, se o seu objectivo é divulgar um texto extenso, envie apenas uma mensagem sobre ele (assuntos, características, data, tamanho, etc.) indicando o método como as pessoas lhe poderão aceder (URL se estiver acessível por WWW ou FTP, endereço de mail no qual ele pode ser solicitado, etc.).

2.  Divulgação de informação comercial (produtos e serviços, etc.)

  • Para além dos cuidados acima referidos, deve certificar-se se o grupo de notícias ou a lista de distribuição para onde pretende enviar informação aceita publicidade comercial. A maior parte das listas de distribuição e grupos de notícias têm restrições ao envio de publicidade (havendo alguns onde ela é mesmo proibida). No caso de listas de distribuição, se tiver dúvidas contacte com o gestor da lista.

3.2.2- Criação e Divulgação de Páginas WWW

3.2.2.1- Criação de Páginas de WWW

Quando se pensa pela primeira vez em construir uma página de WWW, pode ficar-se assustado ou intimidado pela suposta dificuldade da utilização de uma linguagem de formatação, o HTML, até então desconhecida. Não se preocupe! Essa é a parte simples do problema…As ferramentas que hoje se encontram disponíveis (editores de html, conversores de outros formatos para html, etc.) transformam a criação de páginas em HTML “normais” (sem funcionalidades que exijam a utilização de programação) numa tarefa relativamente simples.

A parte complicada é a concepção das páginas: a definição do seu conteúdo, de molde a torná-la útil e relevante, a escolha de um layout, de forma a torná-las agradáveis, atractivas e funcionais (especialmente neste segundo aspecto, este curso deixa ainda muito a desejar…). Não é possível neste curso abordar os problemas do design e concepção de páginas. No entanto, aqui ficam algumas referências úteis para consulta:

Em relação à criação e desenvolvimento de páginas em HTML, encontrará inúmeros recursos (desde software a imagens) que o podem ajudar nessa tarefa. Aqui fica uma lista de alguns dos que consideramos mais úteis (no que diz respeito a software são incluídos preferencialmente utilitários para ambientes Windows):

1.  Gerais

  • A Beginner’s Guide to HTML- Um bom guia para principiantes, do qual existe também uma versão em português (do Brasil) – Guia do Iniciante em HTML.
  • BEABA de como fazer uma página – Bom guia de recursos em português.
  • Introduction to HTML Excelente introdução ao HTML.
  • The Web Developer’s Virtual Library – Uma autêntica enciclopédia e guia de recursos para a Web.

2.  Editores de HTML

  • HotDog Web Editor – Um dos melhores editores com versões freeware e comerciais.
  • HTML Editor for the Macintosh – Um bom editor para Mac.
  • HTML Writer – Ferramenta muito simples de utilizar, talvez seja das mais indicadas para principiantes.
  • Yahoo – Computers and Internet:Internet:World Wide Web:HTML Editors

3.  Conversores para HTML

  • Converters to and from HTML
  • Excel 5.0 to HTML Table Converter – Para Windows
  • Excel to HTML Conversion Utility – Para Mac
  • MSAccess Internet Assistant – Conversor de Acess para Html
  • MSExcel Internet Assistant – Conversor de Excel para Html
  • MSSchedule Internet Assistant – Conversor de Schedule para Html
  • MSWord Internet Assistant – Conversor de Word para Html
  • Yahoo! – Computers and Internet:Internet:World Wide Web:HTML Converters

4.  Imagens e Backgrounds

  • Author’s Buttons, Images, Balls, Bars and “Tools”
  • Background Colors – Guia sobre a utilização de cores nas páginas, incluindo listagem dos códigos RGB.
  • Button’s, Cubes & Bars •Icons and Images for Use in HTML Documents
  • Netscape Backgrounds Sampler
  • Virtual Icon Collection
  • WebGround – Excelente colecção de backgrounds

5.  Java, CGI e VRML

  • Java – Programmingo for the Internet – Homepage do Java (Sun)
  • The Java Language Tutorial! – Tutorial para principiantes
  • The Common Gateway Interface
  • VRML – Virtual Reality Modeling Language AND VR on the Web
  • World Famous CGI Shop – Inclui um tutorial sobre CGI


3.2.2.2- Divulgação de Páginas de WWW

O objectivo de qualquer página na Internet é o de ser consultada, de poder ser útil para outras pessoas. Para que isso aconteça o fundamental é a qualidade intrínseca da página (do ponto de vista informativo, do design e da apresentação, etc.). Mas a divulgação também é importante. Pode ter construído uma página excelente, mas se ninguém a conhecer, ele não irá ser utilizada e o seu trabalho foi em vão.

Há duas formas básicas de divulgar as páginas de WWW: através de listas de distribuição e grupos de notícias, e pela sua inclusão nas bases de dados, índices e catálogos utilizados para pesquisar informação na Internet. Em relação à primeira forma já foi fornecida informação na página anterior. Por exemplo, este curso foi divulgado no grupo pt.internet. Em relação à inclusão das páginas nas bases de dados, índices e catálogos de pesquisa na Internet, ela pode ser feita de duas formas simultâneas:

  • Enviando informação sobre as páginas para um dos serviços que automaticamente as submetem a várias dessas ferramentas de pesquisa, como o Submit-it ou PostMaster (para uma listagem completa destes serviços consulte a página Yahoo! – Computers and Internet:Internet:World Wide Web:Announcement Services).
  • Submetendo essa informação a cada um dos catálogos que não esteja incluído nos serviços anteriores. Por exemplo, em Portugal devem submeter-se as páginas, no mínimo, ao SAPO, e preferencialmente a outros catálogos como o AEIOU, etc.



BIBLIOGRAFIA

RODRIGUES, Eloy, Curso de Introdução à Internet, http://www‑bib.eng.uminho.pt/Pessoal/Eloy/Curso/curso.htm, 1996.

MAGALHÃES, José, Novo Roteiro Prático da Internet, Quetzal Editores, 1996.

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

Comments 1

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  1. Oi lá, só se tornou alerta para sеu blog através ⅾ᧐
    Google e descobri qսe tem verdadeiramente informativo.
    Ꭼu sou vɑі cuidado para Bruxelas. І’ll ѕer grato se você continuar esta futuramente.
    Muіtos serão beneficiados Ԁe sua escrita. Um brinde!

MANUAL DE INTRODUÇÃO À INTERNET – Aprenda mais sobre a Rede

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