Holocausto X Revisionismo: A última do Estadão



O video acima é apenas ilustrativo

O Holocausto chique de Hollywood

http:// www. estadao. com. br/noticias/suplementos,o-holocausto-chique-de-hollywood,335243,0.htm
9 mar
Carlos
Eu já tinha visto uma crítica a esse filme “O Leitor” acusando o filme de revisionismo. De fato, uma história de uma ex-SS “inocente” não convence muito.

Como citaram filmes recentes sobre o Holocausto, o “A vida é bela” é um filme bem chato por sinal, fazer “comédia”(com aquele ator sem graça) com o tema de fundo sendo o genocídio, é dose pra leão.
9 mar
­­Fred José—–
Esse filme não é nada revisionista.Um filme onde Tom fala no comeco do filme de matanca de Judeus,crueldade da SS…É procurar piolho na cabeca de formiga.
10 mar
­­Fred José—–
1)Em relação aos outros filmes,todos são bonitos-podem até se divergir em relação aos conteudo,mas são belos filmes-
2)O autor desse texto devia lembrar que ” uma musica pode ser tocada em diversos tons”
10 mar
Leila
nao sei, gente
Eh meio complicado isso ai. talvez devessemos nos focar nos criticos citados no texto e no que eles dizem.

eu tendo a concordar com muito que esta ai. Estou bastante cansada dessa banalizacao do holocausto nas discussoes sobre israel e acho que meu pais sempre foi pessimo em sua “hasbara” e nao sabemos como lidar com essa salada indigesta.

essa acusacao de “industria do holocausto” engloba tambem a faina cinematografica e em geral a gente nem tem nada a ver com isso, eh problematico.

Por um lado, temos que lembrar sempre pra never again acontecer. Por outro, se tentassemos impedir filmagens, alegando a comercializacao de nossa tragedia nos acusariam de cercear isso e aquilo.

A maioria dos que falam da Industria, das compensacoes, etc, nem sabem como isso se deu, porque e pra onde foi o dinheiro.

O que sei eh que temos sobreviventes do holocausto aqui passando fome enquanto os palestinistas brazucas afirmam que somos um pais rico e nao sabem nada da nossa economia.

Volto depois pra compartilhar com voces mais pensamentos sobre o tema.
10 mar
Luciane
Leila
Disse tudo…..apoiada do inicio ao fim….
10 mar
­­Fred José—–
U
Existem momentos para tudo.De forma analoga, todo filme nacional que se passe na favela tem de mostrar desigualdade social,novela da epoca de 1690 vai ter de mostrar escravidão.Lembrando que isso são obras de ficcção.O Holocausto não foi o maior,nem o pior dos massacres da sociedade.Na minha opnião não é mostrar um dito massacre em relação ao outro como maior ou menor e sim conscientizar as pessoas de seu papel na sociedade e da importancia delas para a mesma podendo assim se livrar das “nevoas” que não permitem ver a realidade,podendo a partir dai cada um fazer uma sociedade mais justa.

Fred José—–
Sobre o filme preferi outros filmes que falam sobre o mesmo assunto.Tem detalhes a mais que os outros,mais bem acabado,mas faltou um algo a mais.A produção alema do mesmo filme apesar de perder em alguns detalhes foi mais interresante de se ver.Agora concordo com o autor do texto.Fazer uma operação em 44 e se apresentar como grandes insurgentes num reich agonizante é demais
10 mar
Carlos
“2)O autor desse texto devia lembrar que ” uma musica pode ser tocada em diversos tons”

Fred, a crítica principal que o autor do texto faz aos filmes(e acho que ele repitiu a crítica de outro) é que se um filme não acrescenta nada ao entendimento do que foi o Holocausto cairia fácil na crítica de exploração do tema.

O comentário sobre o filme “O Leitor” ser revisionista saiu em outra matéria, não tem citação alguma disso nesse texto, apenas citei porque o filme foi citado no texto.

Acho que filmes como “A Vida é Bela” de fato não trazem contribuição alguma ao entendimento do Holocausto, não consigo sequer achar engraçado o cara tentar fazer humor em cima de genocídio, fora o fato daquele Roberto Benigni ser totalmente sem graça(isso é opinião pessoal).
10 mar
Carlos
Hoje, filmes que teriam mais a ver com a questão do Holocausto abordariam frontalmente a temática da negação do Holocausto, coisa que o Spielberg parece que já fez ou está elaborando. Penso que em formato de documentários. Não dá pra simplesmente fazer de conta que o problema(negação do Holocausto) não existe e mostrar ao grande público quem de fato são.
10 mar
Carlos
Aqui a matéria, acho que foi em O Globo que vi:
Organizações judaicas consideram filme ‘O Leitor’ como revisionista
http://www.firs.org.br/noticias/organizacoes-judaicas-consideram-filme-o-leitor-como-revisionista.aspx
11 mar
M@rcio Poder
Acho que filmes como “A Vida é Bela” de fato não trazem contribuição alguma ao entendimento do Holocausto, não consigo sequer achar engraçado o cara tentar fazer humor em cima de genocídio, fora o fato daquele Roberto Benigni ser totalmente sem graça(isso é opinião pessoal). (2)
Aliás Roberto Begnini não tem graça nenhuma, ele mesmo é uma negação a boa tradição do humor italiano, e fazer piada sobre a enorme tragédia que foi o Holocausto, convenhamos, é de muitissimo mau gosto, concordam?Bem, nunca considerei o Oscar uma premiação séria, e a prova está ai…
11 mar
Leila
Bem
gosto nao se discute e em minha opiniao Begnini eh otimo e o filme foi muito bonito sim.

E quem leu livros sobre as revoltas nos campos e ouviu relatos de sobreviventes(em meus 30 anos de Israel ouvi muitos mesmo) sabe que houve muitas historias parecidas com a do filme. De pais tentando amenizar a visao dos filhos, com esperancas de quem sabe, aquilo acabasse ou sem esperanca e justamente por isso.

O filme nunca fez piada com o holocausto, muito pelo contrario, ele mostrou uma pequena parcela da magnitude do mal e do mau sobre o ser humano.

Ha um livro escrito por Yoram Kaniuk que recomendo a todos, existe em portugues, chamado A ressurreicao de Adam Stein. Em hebraico eh Adam ben kelev, um jogo de palavras que entende-se so depois que ler o livro.

Adam – ser humano, filho do homem
ben kelev – filho do cao

Em Israel foi transformado em peca teatral e esteve anos e anos em cartaz.

Eh a historia de um artista judeu, um palhaco imitador inigualavel, que foi “salvo” por um “fan” na selecao da morte e em troca ele passou anos sendo o cao do seu salvador, junto com o outro cao que o tal tinha e substituindo-o para gaudio e diversao da mulher do cara e suas visitas.
Ele chega em Israel e vai para um hospital psiquiatrico. para varios. Ate que encontra outro “cao” e atraves dele ressucita.

Nao quero contar mais porque analisar as atitudes surpreendentes desses dois personagens no fim da guerra e o que acontece em Israel, so o leitor, viajando pelo relato pode fazer.

Seria um grande filme. mas teria que ser filmado por alguem muito sensivel pra poder passar a dimensao do que essa pessoa viveu e o inferno pois nao acho palavra melhor.

eu gostaria de ter de voces aqui uma opiniao sobre a ideia em si desse artigo e nao a critica cinematografica sobre um filme a ou b, porque me parece um tema complexo, mais profundo, sobre o qual tenho muitos dilemas.
11 mar
Carlos
“eu gostaria de ter de voces aqui uma opiniao sobre a ideia em si desse artigo e nao a critica cinematografica sobre um filme a ou b, porque me parece um tema complexo, mais profundo, sobre o qual tenho muitos dilemas.”

Leila, sobre a crítica, eu compartilho da crítica que o cara reproduziu no texto, fazer filmes sobre o Holocausto(ou de qualquer genocídio), só se for mesmo pra produzir algo fora de série(caso da Lista de Schindler), ou que ajude na interpretação do que ocorreu naquela época. Esse excesso de produções só citando o fato, nos tempos que a gente vive, acabam surtindo um efeito inverso. Um dos problemas que noto nesse tipo de filme é o de tentar ou querer passar mensagens “morais” quando o fato por si só já seria chocante o suficiente pra provocar reflexões nas pessoas.

Eu acho que documentários mais frios como “Arquitetura da Destruição” tem muito mais impacto na narrativa do Holocausto que filmes como “A Vida é Bela”, pra quem vê aquilo acha(aí remeto ao comentário que fiz acima) que estão fazendo troça do evento, porque é algo fragmentado demais. Não acho que um relato individual do Holocausto hoje cause impacato, a narrativa da totalidade dele ou de uma história bem montada como a Lista de Schindler, tem mais impacto que essa leva de filmes como “O Leitor”, “A Vida é Bela”, etc.

O Spielberg parece que estava rodando(não sei se acabou ou foi lançado) um filme sobre o Holocausto e sobre a negação do Holocausto(tocando na questão dos “revis”), no contexto de 64 anos praticamente do fim da Segunda Guerra, filmes desse tipo(documentários, pois são explicativos, educativos) têm muito mais relevância que filmes como “A Vida é Bela” ou feitos pra Indústria do Entretenimento tão somente.
11 mar
Carlos
“Seria um grande filme. mas teria que ser filmado por alguem muito sensivel pra poder passar a dimensao do que essa pessoa viveu e o inferno pois nao acho palavra melhor.”

Um filme desse tipo, hoje, só teria impacto se fosse feito de forma meticulosa, vou usar como referência “A Lista de Schindler” pois foi realmente uma obra prima do Spielberg, não noto essa meticulosidade em filmes como “A Vida é Bela”. (o filme virou saco de pancadas, rs).

Eu vi aquilo e detestei, minha crítica acima não foi só na questão do gosto e sim levando em conta de como a questão do Holocausto estava sendo abordada, não gostei daquele tipo de narração do “A Vida é Bela”. Muita gente interpretou o filme dessa forma, como uma banalização do tema.
12 mar
M@rcio Poder
Leila…
Amiga, jamais discutiria com você, principalmente por gosto pessoal, felizmente temos a mesma opinião(e aversão) pelo antisemitismo e nazismo, e isso sem dúvida nos aproxima, correto ?Filmes sobre o Holocausto e o nazismo, existem vários, mas a título de curiosidade, há um que foi feito, mas jamais mostrado ou exibido por seu realizador e diretor, “O dia em que o palhaço chorou”, do ator e comediante Jerry Lewis(que é de origem judaica), realizado em 1971, e que conta a história(real) de um palhaço de circo que é obrigado pelos nazistas a divertir as crianças judias para depois levá-las a uma câmara de gás, segundo quem assistiu o filme, o resultado é tão assustadoramente real – para não dizer cruel – que o proprio Jerry Lewis, – que foi o maior comediante dos anos 60 mas que no decorrer de sua carreira fez também papeis sérios – ao terminar o filme, pagou atores e equipe técnica de seu próprio bolso e guardou todas as cópias do filme num cofre, dizendo que antes de sua morte irá destrui-las….
12 mar
Carlos
Márcio, sobre o filme do Jerry Lewis que você mencionou:
“O dia em que o palhaço chorou”
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Day_the_Clown_Cried

Lembro de um filme do Jerry Lewis que ele faz um papel de palhaço e chora no filme com a roupa de palhaço prum garoto que nunca ria de nada, rir. Não lembro o nome desse outro filme dele.

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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