Gincana estudantil termina em confusão na escola Euclides Figueiredo


Gincana estudantil termina em confusão na escola Euclides Figueiredo

Alunas procuraram a reportagem para denunciar que acabaram sendo espancadas dentro do estabelecimento de ensino por erro no resultado. Coordenadoria Pedagógica nega acusações

Denominada “Aids e Jovens… só com educação é que se pode mudar”, uma gincana estudantil realizada na última segunda-feira (1), nas dependências da Escola Estadual de Ensino Médio General Euclides Figueiredo, que fica localizada no bairro Cidade Nova, acabou em confusão. Foi o que denunciaram as alunas menores de idade de iniciais A. O. P., de 15 anos de idade e C. B, P., também menor de idade.

A gincana escolar foi dividida ente seis equipes, sendo elas Rosa, Amarela, Vermelha, Azul, Verde e Preta.
Em declarações prestadas à reportagem, a aluna A. O. P. afirmou que a confusão acabou se generalizando depois que Coordenadora Pedagógica da escola, Gislene Santos, teria divulgado uma lista com as equipes vencedoras na última terça-feira (2), sendo que alunos da equipe azul teriam ficado em primeiro lugar e, na oportunidade, se deslocaram ao pátio da escola para comemorar.

“Fomos ao pátio, fizemos o nosso grito de guerra acompanhado de uma paródia. Porém, alguns minutos após o resultado ter sido divulgado, a direção da escola teria voltado atrás e dado o título de primeira colocada para a equipe Amarela que havia entrado com um recurso para a recontagem dos pontos. Na oportunidade perguntei ao Josué que é diretor da escola se a nossa equipe azul haveria ganhado e ele afirmou que sim. Com isso, o resultado não mudou e afirmaram que nós acabamos ficando mesmo em segundo lugar, com isso fomos vaiados por outros alunos e acabou havendo um atrito com nossa equipe”, relata a estudante.
Ela também afirma que para a surpresa dos alunos da equipe azul, a coordenação, minutos depois, voltou atrás novamente do resultado e deu a segunda colocação para a equipe Rosa, deixando assim a equipe azul com a terceira colocação.
“Ficamos ainda mais indignados com o resultado, fomos vaiados por toda escola e isso acabou deixando um clima muito chato, sendo que a nossa colega C. B P acabou sendo espancada por vários alunos de outras equipes sem nenhum motivo”, lamenta.

Nossa equipe de reportagem também ouviu a menor de idade de iniciais C. B. P. que teria sido espancada na escola. Segundo a aluna, a agressão realmente aconteceu. “Estava passando com um grupo de alunos da minha equipe e sem nenhum motivo acabei sendo espancada nas dependências da escola”.
“Naquele momento procuramos a direção da escola que por sua vez afirmou que nós que começamos a confusão e nós mesmos que iríamos dar um fim nisso”, relatou a adolescente.

Direção da escola – Nossa equipe de reportagem depois de ouvir as denúncias feitas pelas alunas, procurou alguém da direção da escola Euclides Figueiredo. Em declarações prestadas à reportagem, Gislene Santos, Coordenadora Pedagógica do centro de ensino, afirmou que realmente a soma dos pontos divulgados foi feita por ela e foi divulgada na terça-feira (1) em duas turmas, “porém, como os alunos começaram a tumultuar muito a divulgação do resultado, decidimos divulgar na hora do recreio.
“Alguns professores ficaram sabendo do resultado divulgado e perceberam que houve um equivoco na soma, como todo mundo é passivo de erro, decidimos refazer a pontuação com um membro de cada equipe e o resultado vai ser divulgado oficialmente na tarde de sexta-feira (4)”, relata a Coordenadora, afirmando ainda que os alunos ficaram muito exaltados com o resultado anterior e quem ganhou começou a comemorar e inclusive fazendo ironias com outras equipes.
“Eu acho que o maior problema estar na questão de nossos alunos saberem como receber a notícia de vencedor e perdedor, e acredito que precisamos trabalhar a questão desse comportamento dos alunos, até porque infelizmente nós não temos um orientador educacional na escola”, enfatiza.

Suposto espancamento – Perguntada pela reportagem sobre a denúncia de que uma aluna teria sido espancada nas dependências da escola, a Coordenadora Pedagógica Gislene Santos afirma: “Essa reclamação não chegou até mim que sou coordenadora pedagógica.
Apenas uma aluna muito nervosa veio até a minha sala e afirmou que uma turma teria agredido uma aluna, porém não sei de mais detalhes. Em hipótese alguma aconteceu esse espancamento e alguns professores afirmaram que a turma citada não teria praticado agressões com nenhuma aluna.
A principio quem errou na somatória dos pontos foi eu, mas em nenhum momento algum aluno reclamou comigo, até porque temos um relacionamento ótimo e eles teriam toda a liberdade para questionar alguma coisa comigo. O problema está no autocontrole dos alunos que precisa ser trabalhado”, finaliza Gislene.

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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