Paixão causa estresse ao corpo
Apaixonar-se é um ato extremamente estressante para o corpo, segundo a pesquisadora italiana Donatella Marazziti em sua conferência no 25º Congresso Brasileiro de Psiquiatria realizado em Porto Alegre.
Com a pesquisa sobre a neurobiologia da paixão, Marazziti publicou o livro “A Natureza do Amor”, lançado no Brasil durante o Congresso. A psiquiatra estudou as reações bioquímicas do corpo humano causadas pela paixão.
“A paixão é muito estressante. Pelas reações biológicas envolvidas, os homens teriam que se comportar como uma mulher e vice-versa para amenizar os efeitos”, disse.
Marazziti explanou que a atração entre duas pessoas acontece por três vertentes comuns: mudança do estado mental (causada pelo aumento do neurotransmissor dopamina), padronização de comportamento com o objetivo de chamar a atenção da pessoa desejada (ocasionada pela queda da serotonina, outro neurotransmissor) e pela ocorrência de pensamentos intrusivos acerca desse indivíduo.
A pesquisadora também explicou como a paixão faz aumentar a produção da ocitocina, um hormônio ligado ao parto, a amamentação e apelidado de “hormônio do amor”; por ser considerado o responsável pela durabilidade de um relacionamento.
Mas o lado frio de pesquisadora da Psiquiatra Italiana desapareceu ao fim da palestra ao dizer: “Por mais que tenha abordado elementos técnicos da paixão, gostaria de encerrar dizendo que eu acredito plenamente que o amor é o motor do mundo.”
Então, apesar de estressante, amar é continua sendo essencial para nossas vidas.







