Paixão causa estresse ao corpo

Publicado em Saúde - por Patrick Wilson em sábado, 12 de dezembro de 2009 Tem 0 Comentário

Apaixonar-se é um ato extremamente estressante para o corpo, segundo a pesquisadora italiana Donatella Marazziti em sua conferência no 25º Congresso Brasileiro de Psiquiatria realizado em Porto Alegre.
Com a pesquisa sobre a neurobiologia da paixão, Marazziti publicou o livro “A Natureza do Amor”, lançado no Brasil durante o Congresso. A psiquiatra estudou as reações bioquímicas do corpo humano causadas pela paixão.

“A paixão é muito estressante. Pelas reações biológicas envolvidas, os homens teriam que se comportar como uma mulher e vice-versa para amenizar os efeitos”, disse.

Marazziti explanou que a atração entre duas pessoas acontece por três vertentes comuns: mudança do estado mental (causada pelo aumento do neurotransmissor dopamina), padronização de comportamento com o objetivo de chamar a atenção da pessoa desejada (ocasionada pela queda da serotonina, outro neurotransmissor) e pela ocorrência de pensamentos intrusivos acerca desse indivíduo.

A pesquisadora também explicou como a paixão faz aumentar a produção da ocitocina, um hormônio ligado ao parto, a amamentação e apelidado de “hormônio do amor”; por ser considerado o responsável pela durabilidade de um relacionamento.

Mas o lado frio de pesquisadora da Psiquiatra Italiana desapareceu ao fim da palestra ao dizer: “Por mais que tenha abordado elementos técnicos da paixão, gostaria de encerrar dizendo que eu acredito plenamente que o amor é o motor do mundo.”

Então, apesar de estressante, amar é continua sendo essencial para nossas vidas.


About - Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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