DEPENDÊNCIA QUÍMICA – Um novo olhar sobre os Viciados em Drogas

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DEPENDÊNCIA QUÍMICA… Um novo olhar!

Estava eu escrevendo sobre a interação da energia humana, o magnetismo e suas atuações, quando soube de Fábio Assunção, ator que amo muito assim como a Vera Fischer e que mesmo de longe torço pela superação da  dependência química. Assim pensei em  apresentar minha contribuição, mostrando alguns pontos de vista a tantos dependentes e familiares que estão vivendo esta situação.

Provavelmente pontos estes ainda pouco aventados sobre a dolorosa situação daqueles que não conseguiram sustentarem-se sem a bengala dos vícios!

Somente quem viveu de perto esta situação pode avaliar o que isto significa.

-Por quê ? Pergunta-se o dependente na sala de terapia, e em seu coração cheio de culpa! Culpa por tudo que já ocorreu e tudo o que ouve a cada dia! Culpa que o leva cada vez mais buscar a fuga!

Bem, quando se faz esta pergunta, é importante verificar que existem inúmeras possibilidades de respostas para tal questionamento, quando assim acreditamos e nos colocamos à disposição do universo, sem idéias pré-concebidas, sem julgamentos e sem expectativas, talvez seja possível  encontrarmos um caminho… uma resposta para cada caso de forma isolada e individual! O sintoma pode ser o mesmo, a causa sempre será única! Cada ser é único em si mesmo!

O terapeuta consciente busca na simplicidade de sua presença, colaborar com as pessoas que o procura, entendendo que somos meros facilitadores no processo de auto-encontro e reconexão do SER com sua essência e com o cosmos e que só assim, e por ela mesma, a pessoa encontrará sua força e saúde. Toda cura é questão de reconexão. Diz Dr. Paul Pearsall, médico que trabalha com transplantes de órgãos.

Para esta pergunta temos muitas possibilidades de respostas ainda pouco percebidas. Colocarei aqui algumas delas. Falemos um pouco das memórias celulares tanto vindas dos ancestrais quanto de vidas passadas. Fator sempre importante quando buscamos perceber a causa do sintoma dependência química. Falo “sintoma” toda manifestação de desequilíbrio, a doença é sempre a raiz, o fato traumático desencadeador da seqüência de reações tanto físicas quanto emocionais, o restante da árvore é sintoma.

A história de todos nós começa bem antes de nossa gestação. Muitos fatores contribuem para  a formação de nossa personalidade. Freud dizia que nascíamos como uma tábula rasa, ou seja, uma folha em branco e que nossa personalidade se formaria a partir de nossas relações. Freud deu-nos linda contribuição; no entanto, já é provado que não é assim. Jung mostrou-nos outra possibilidade, Szejer e Stewart (2000) e também os indígenas, os Kahunas do Hawai dizem que a cada geração alguma coisa é acrescida a esta história. A história de cada genitor separadamente, seus conflitos e sua biografia, em que contexto ocorreu a  gestação, a harmonia ou desavença presenciada pela criança no útero materno.

Vale lembrar que quando estamos no útero, nossa mente se apresenta como que aberta a todas as informações, sem condições de separar claramente o que está ocorrendo com nossa mãe, com o que está ocorrendo conosco mesmos. Tenho atendido muitos casos desde dores físicas até síndrome de pânico, onde o fato ocorreu com a mãe e o embrião registrou como sendo com ele. Após reorganizar esta história, as pessoas se curam totalmente.

Dr. Ian Stevenson, médico da Universidade da Virgínia, dedicou 40 anos em estudos sobre vida passada, após pesquisar mais de 2.000 crianças, fazendo comparações com os relatos apresentados por elas, provou a existência da reencarnação e reações destas memórias na vida atual. E como isto ocorre?

Já pensaram que o cérebro está no corpo todo? Que nossa mente não domina a matéria, ela é matéria? E que todos nós estamos conectados com tudo? Se relembrarmos, quando um holograma é feito, a informação sobre o objeto é armazenada em todos os lugares da placa. Se o holograma é partido, uma pequena parte ainda conterá uma perspectiva do todo? Assim funciona conosco. Somos uma parte do grande todo e temos todo o cosmos em nós! Cada célula fala de todo o universo como de todos nossos ancestrais.

Temos três aspectos básicos de memórias que se manifestam em nós. O óvulo, o espermatozóide que já trazem em si as memórias dos nossos antepassados (holograma) e a consciência ou corpo energético que irá habitar este novo corpo que se forma, traz também em si, as memórias de outras experiências de vida na terra ou fora dela, e quando estes três aspactos unidos se manifestam em um novo corpo, imprimem em cada célula tanto dos níveis de consciência físicos quanto energéticos, as memórias e suas conseqüências, de saúde ou desequilíbrio.

Como terapeuta, utilizo técnicas de renascimento e regressão a vidas passadas, em que a pessoa se mantém consciente acompanhando cada detalhe do trauma vivido; tenho tido oportunidade de observar casos de dependência química cujo sintoma é reincidente em relação a outras experiências de vida e observar nas dependências químicas desejos do pai se manifestando no filho, experiências  de outra vida reincidindo nesta, amor por algum dependente excluído no passado, conseqüência de anestesia no nascimento, fidelidade a um genitor dependente, insatisfação amorosa pela perda da mãe ainda pequena  e outros. Estas lembranças tanto desta vida como de outras, arquivadas nas células gera comportamentos.

Dr. Morris Netherton, Ph. D. em psicologia, que também trabalha com terapia de regressão  de forma consciente, acredita que todo problema apresentado nesta vida, teve no momento do nascimento um trauma que possibilitou a ressonância  do passado com o presente; bem, ele nos diz ainda que o tratamento do viciado tem evoluído, embora não seja, de maneira nenhuma cientifico. Qualquer que seja o vício, o passado do viciado será repleto de exemplos, onde uma substância introduzida em seu corpo resolveu algum problema.  Diante desta perspectiva, e pesquisas realizadas inclusive pela Renascedora Rosário Müller, provam que a dependência química apresenta-se muito mais em pessoas que nasceram de partos cesarios do que partos naturais. Por quê?  No nascimento se formam muitos padrões de pensamentos em relação à vida, é um dos primeiros confrontos com situações difíceis que encaramos. A pessoa nascida de parto cesario, na maioria das vezes se apresenta mais insegura, indecisa, tem menos força de resolver as coisas por si mesma, do que se tivesse nascido de forma natural, pois, no parto cesário não foi utilizado seu próprio esforço, o que o faria mais firme, seguro, decidido. Outro fator importante a ser analisado é que a anestesia é uma substância química, recordando o que Dr. Netherton apresenta, “um trauma no nascimento desperta memórias similares do passado”, se esta pessoa em outra experiência foi dependente, poderá desenvolver novamente. O bebê ainda recebe a informação de que em situações difíceis, usemos químicos. Segundo Rosário Müller, que trabalha com renascimentos há 15 anos, muitas vezes numa sessão destas, o paciente não só recorda, mas, sente os sintomas e até o cheiro da anestesia. Após o tratamento terapêutico, que libera e resignifica o fato, muitos deixam a dependência de forma tranqüila; adquirindo outras ferramentas, inclusive a força interior para superar momentos difíceis. Quando muda um padrão de pensamento, muda a atitude.

Dr. Luiz Carlos Pinheiro, da clínica Humani, o mais amoroso obstetra que já conheci, fala que o bebê às vezes está dormindo e de repente é empurrado violentamente para sair em um parto cesário; ele demonstra ainda em um quadro comparativo, vinte conseqüências ruins para os partos cesários em relação aos naturais. Para nós terapeutas, vemos por outra ótica, também as conseqüências graves dos nascimentos cirúrgicos. Futuras mamães: pesquisem antes de decidirem como trazer seus filhos à luz!

Outro fator que deve ser considerado na dependência química é o amor. Em muitos casos as pessoas mais amorosas são as que desenvolvem a dependência química. Por quê? Para entendermos isto nos lembremos do exemplo de Jesus: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” Isaías. Existe um campo que se forma a partir das vibrações energéticas que irradiam os membros de uma família. Muitas vezes, estes campos estão muito pesados dificultando o equilíbrio familiar, então uma pessoa da família, neste caso um mais amoroso, toma sobre si este peso para aliviar e possibilitar que os outros possam viver com mais facilidade. Bert Hellinger, alemão, ex-padre, filósofo e psicanalista, organizador do trabalho das constelações familiares diz que às vezes, o dependente químico está “trazendo de volta” uma pessoa que foi excluída, julgada e considerada não pertencente à família, deixada de lado, então o campo sistêmico familiar, sem se preocupar com vítimas ou algozes, mas, buscando organizar a chamada alma da família, permite que este descendente mostre (mesmo de forma inconsciente) que aquele parente antigo, também pertencia igualmente.  Para entendermos isto, é preciso abrir nosso coração, este “olhar” não é racional, é perceptivo. Nestes dois casos, esta pessoa está a serviço de todo o sistema familiar e ainda é considerada a “ovelha negra”.

John Pierrakos, médico americano, esposo de Eva Pierrakos, criador da “Core Energetics”, fala-nos que nosso coração tem em torno de 40% de células semelhantes aos neurônios cerebrais, é possível pensarmos com nosso coração!  Dr. Paul Pearsall diz que o coração fala com o cérebro através do DNA, que como um fio de cobre transmite códigos elétricos entre si. Dr. Pearsall fala ainda: “Separações e limites são ilusões”. Sejamos céticos, porém cientistas e não tolos e inseguros! Experimente sentir antes que pensar!

Estas são apenas algumas possibilidades de causas, muitas outras ainda podem ser descobertas!

Lembrando que a maioria dos pais de dependentes químicos é também dependente, mesmo que sejam de drogas não ilícitas, tais como, alcoólicos, comprimidos para emagrecer,  glutões e outros.

Importante! Toda doença tem cura! Acredite nisto, mesmo que lhe digam o contrário! Tudo está em você! Só depende de sua vontade e da compreensão de quais caminhos seguir! Você é dono de sua vida! De suas crenças! De sua saúde! Tudo é possível!


Marta Franco,

é Terapeuta, Mestre em Reiki, Renascimento, Regressão, Respiração e Familiar

www.renascersaude.com.br

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Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP.
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