O Orfanato

O Orfanato
(El Orfanato)
Elenco: Belén Rueda, Fernando Cayo, Geraldine Chaplin, Montserrat Carulla, Mabel Rivera, Andrés Gertrúdix, Roger Príncep, Carla Gordillo Alicia, Georgina Avellaneda, Alejandro Campos (1), Oscar Guillermo Garretón, Edgar Vivar
Direção: J.A. Bayona
Gênero: Suspense
Duração: 100 min.
Ano: 2007
Antes de assistir ao filme, procurei no Google informações sobre O Orfanato, e sinceramente, após ter visto o filme, percebo que nenhuma das opiniões encontradas foi condizente com a qualidade do mesmo. Não falo do aspecto técnico ou da atuação, pois tais detalhes são para os cinéfilos, os especialistas em cinema que analisam desde o olhar do ator até o montante gasto com a produção. Quando me refiro a opiniões destoantes da qualidade do filme, falo da história em si, ao quanto ela acrescenta intelectualmente, diverte ou faz refletir. Se a atuação dos atores é brilhante, se o diretor é gênio, creio que isso não é relevante a quem apenas quer fechar uma noite com uma história bacana.
As analises encontradas tratam o filme como sendo ótimo, porém eu já o classifico como sem graça e chato. Sinceramente, se você quer se cansar na frente da tela veja O Orfanato.
A história se passa num casarão onde no passado foi um orfanato, lar da protagonista, Laura, que 30 anos mais tarde, já casada, compra o imóvel e se muda com sua família. A intenção de Laura é reabrir o orfanato para fazer dele uma instituição para crianças deficientes.
Laura tem um filho, Simón, é portador do vírus HIV e necessita de cuidados constantes. Simón, há tempos tem dois amigos imaginários, fato que seus pais nunca deram importância. Mas ao chegar à casa nova, ele “conhece” outros amigos imaginários e passa a narrar situações estranhas vividas com eles. A partir daí que o filme ganha ares espíritas e gradualmente se torna cansativo, apesar de toda seqüência de suspense nas cenas.
Durante uma festa beneficente que marca a chegada das crianças ao orfanato, Simón desaparece, e a busca cansativa incansável de Laura é que traz o clímax da história.
Em todo o tempo a história traz situações envolvendo espíritos e perturbações pós-morte. E no geral, as seqüências dos fatos não são lógicas, chegando a ser desconexas.
O desfecho da trama apenas confirma suas inclinações espíritas, com traços fúnebres e desconfortáveis, como a cena do garoto morto no porão.
A única parte interessante foi quando eu reconheci logo de cara o Senhor Barriga do seriado Chaves atuando como Doutor de ciências paranormais. Isso mesmo, o ator Edgard Vivar, inclui o elenco de O Orfanato.
Resumindo: Não veja o Orfanato, a não ser que queira usar o filme apenas como desculpa para cansar as vistas e dormir ou ainda porque ficou curioso para ver o Sr. Barriga atuando.
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Eu achei o filme ótimo, acredito que só pareceu “chato e sem graça” para pessoas sem conhecimento
Obrigado pela visita, Celly!
Mas sem conhecimento em que Celly? Em espiritismo? Em ocultismo?
Ou sem conhecimento cultural? Ou será que a história desse filme nos traz uma reflexão intelectual?
Se puder explicar aos demais leitores porque o filme é bom e o que ele acrescenta, eu agradeço!
Caso contrário meu conselho permanece: Não assistam o filme! É chato e sem graça!