Aluno especial? Portador de lesão cerebral? Ou Não temos que ter rótulos?


SOMOS TODOS UM

Fala-se muito sobre o portador de necessidades educativas especiais, ou será deficiente mental? Aluno com necessidades especiais? Lesado
cerebral? Portador de lesão cerebral? Aluno especial? Ou? Ou?…
Profissionais há que defendem uma designação ou outra. Argumentam
que este nome tem uma conotação pejorativa, o outro poderá dar a entender
isso ou aquilo e que devemos ter cuidado e evitar o preconceito.
A meu ver, toda essa conversa e mudança de nomes já cheira a
preconceito. Querendo mudar o rótulo, procura-se um rótulo mais bonito ou
menos feio, mas um rótulo.
Acabar com o preconceito é difícil, pois há preconceito a respeito de
tudo: ser magro, gordo, baixo, alto,brasileiro, artista… há preconceito até de
ter preconceito: está arraigado em nós.
Assim, o preconceito contra o excepcional somente acabará quando
houver a consciência de que somos todos indivíduos, diferentes graças a
Deus. Diversidade essa que torna a vida melhor, mais bonita, mais rica,
porque podemos aprender uns com os outros. Aprender sobre moda (roupas,
penteados, acessórios, decoração de interiores), costumes, religiões,
culinária, músicas, danças… E, diga-se de passagem, como nos
interessamos por esses aspectos de todas as raças. O que é belo é
universal! Peças decorativas, o canto, a dança! Para isso não existe
preconceito: somos um! Porque o outro está no exterior, fora de mim: é ele!
É lindo!
Mas, quando chega o mo mento de enxergar o ser, seu âmago,
lembramos do preconceito! É difícil aceitar que todos somos um e aceitar
que aquele ser com alguma deficiência ou de outra raça ou de outro país
seja portador dos mesmos anseios que eu (bela e perfeita criatura!) Que sua
alma e a minha alma sejam filhas/ pedaços do mesmo Criador.
Voltando ao papo inicial sobre o excepcional, também não adianta
mudar a nomenclatura. Necessária se faz a percepção de que este ser
possui em si a Divindade. Quando o excepcional for visto como filho, criança,
adolescente, aluno, amigo, vizinho, primo, sobrinho, e não como criança
especial, aluno especial, primo doente, não precisaremos pensar em como
trabalhar a inclusão, pois já teremos então uma sociedade inclusiva num
M U ND O INCLUSIVO, onde todos estaremos incluídos sem distinção de raça
ou credo.
Se os profissionais que tanto estudam as palavras e as teorias abrirem
seus corações para sintonizarem com os corações desses alunos que
realmente são especiais, poderão aprender muito do que não existe nos
livros. O livro da vida ensina o que não existe nos livros de teorias. Estudar é
preciso, é claro, mas assim como o cérebro não funciona bem se o coração
não bombear sangue, a mente não resolve sem o sentir, sem o emocionarse,
sem o compreender, sem o ser SER, que é o de melhor que esses seres
sabem ser.
Tenho um companheiro desta jornada terrestre , um ser muito especial,
que é meu filho e que hoje tem 43 anos. Ao longo desses anos, ele, eu e
minha família, pudemos sentir o que é SER EXCLUÍDO, das mais diversas
formas. Isso eu vou deixar para uma próxima conversa com os leitores. Mas
esses fatos me fortaleceram e hoje, como mãe que caminhou muito e
aprendeu um pouco e também como psicóloga, atendo e busco ajudar as
famílias que estão com filhos nestas condições. Os resultados tem sido tão
lindos que pensei na necessidade de alcançar mais pessoas… Assim, a fim
de apoiar essas famílias, eu, juntamente com o Espaço Terapêutico
Renascer Saúde, em sua sede, promoveremos um PRIMEIRO ENCONTRO
que será realizado, no dia 22 de fevereiro das 19h às 20.30h, para juntos
iniciarmos uma nova compreensão, um novo caminho… Caso a família não
tenha com quem deixar o filho o Renascer Saúde disponibilizará terapeutas
que poderão permanecer com o mesmo para que os familiares possam
desfrutar desse mo mento que será destinado também ao seu bem-estar.
Acredito que será um encontro agradável para todos nós.
Ruth Medeiros

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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