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A Magia do Cinema é Assim – Aos Cinéfilos de Plantão

Um peixe carnívoro observa sua próxima vítima, à espreita, Uma mulher só vê uma faca vinda em sua direção quando esta rasga a cortina do chuveiro. Um nerd desafia a física, desviando-se de tiros que furam o ar em câmera lenta. O vento do metrô sai pela calçada e levanta o vestido de uma loira estonteante. O caubói abre a porta, olha para trás e vai embora, sozinho.

Sem citar nomes, títulos ou atores, é possível remontar estas curtas imagens na cabeça numa descrição rápida e sem emoção de diferentes clássicos do cinema. Estas são a base deste universo de luz e celuloide – mais do que contar uma história ou passar uma mensagem, são estes pequenos trechos de imagem capturada (posteriormente, junto ao som) em movimento que proporcionam a fundação da magia da chamada sétima arte. Tudo que veio em termos de imagem filmada após o advento do cinema -TV, clipe, documentário, videocassetada – deve sua origem a esta tradição do século 20, uma arte inventada como um avanço tecnológico que nos permitiu habitar universos pessoais de gênios e trabalhadores fantásticos. Pessoas que transformaram o registro de determinadas imagens em sonhos e pesadelos a que gostamos de nos submeter. Alucinações de literatos que escrevem com a luz.

No cinema, o teatro e a literatura ganharam vida mútua e, juntos, uma nova dimensão. Ao contrário dos monólogos interiores destas artes seculares, é possível conduzir o olhar do espectador rumo a uma natureza psicológica, um ambiente de imersão sentimental. E aí temos um universo novo – de imagens, sons, texto e rostos, movimentos de câmera e canções. Um universo que começou a partir de experimentos tecnológicos europeus e americanos e que, no ano seguinte à sua criação, em 1895, já estava sendo utilizado como um truque de cena de um mágico francês. Ganhou os Estados Unidos primeiro como uma novidade cênica, depois como uma nova indústria e finalmente como sua principal máquina de propaganda ao redor do planeta.

A história do cinema é uma parábola do século 20, que mostra a ascensão dos Estados Unidos como força cultural planetária ao mesmo tempo em que outros países adequaram suas culturas a esta nova situação. Tudo foi traduzido em filmes – da festa dos anos 20 à crise da década seguinte.

Explorou do terror da Segunda Guerra Mundial às suas consequências imediatas sobre o resto do mundo. Passou por metáforas sobre o triunfo do capitalismo, a recriação de uma estética europeia e oriental, a reinvenção dos valores do entretenimento, a afirmação de uma identidade latino-americana e alguns dos melhores rótulos para a brasilidade.

Resumimos esta história em 300 filmes. São três centenas de cápsulas de tempo, espasmos de memória, delírios infantis, sonhos surreais. Títulos fantásticos que fazem cócegas no nosso inconsciente, nomes épicos, rostos familiares e sensações de filmes que ainda podem ser inéditos para você.

Assistidos estes 300 filmes, seu olhar estará pronto para reconhecer truques, ideias e efeitos que foram criados e aprimorados nos últimos 100 anos. Saber assistir a um filme, afinal, é um ato criativo, político e fantástico. É quase como fazer cinema.

Trezentos é um número redondo para tentar entender o cinema neste alvorecer do século 21. Qualquer outro numeral seria arbitrário, deixando de fora obras inesquecíveis. Aqui, é inevitável, como em qualquer lista, que você aponte ausências aparentemente absurdas. Mas tivemos de chegar a um número e a um formato que fosse interessante, envolvente, enxuto e lúdico. Pense neste livro como seu companheiro de viagem. Afinal, são 300 mundos a explorar. O que você está esperando para começar a jornada?

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Sobre Patrick Wilson

Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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