A Guerra contra os Fracos – Princípios nazistas, idéias Norte-Americana

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guerra-contra-os-fracosAlguém já lhe disse que a principal teoria nazista nasceu nos Estados Unidos? Que perseguir negros, doentes mentais, ciganos não é uma invenção de Hitler? Ou que cientistas dos Estados Unidos esterilizaram mais de 60.000 pessoas por que os consideravam provindas de uma raça inferior e internaram tantas outras em asilos para loucos? 
Conspiração? Não! Realidade. E é exatamente sobre isso que trata o livro de Edwin Black, A Guerra contra os Fracos – lançado aqui no Brasil em 2003 pela Editora Girafa.

O termo chamado “Eugenia”, criado pelo cientista inglês, Francis Galton (18221911) – que de passagem era primo de Darwin, o autor da Teoria da Evolução das Espécies.

Instituições famosas como a Carnegie a Fundação Rockfeller financiaram um estudo pseudocientífico que classificavam as pessoas segundo sua hereditariedade e esterilizavam os que chamavam de “incapazes” (leia-se doentes mentais, portadores de epilepsia, alcoólatras, criminosos comuns, deficientes visuais, pobres, e também negros, ciganos…)

O livro retrata os detalhes sobre este episódio do início do Século XX que caminhou sobre o solo estadunidense. E se houve loucura no III Reich Alemão quando Hitler enviava as SS para capturar os Judeus; imagine os professores de universidades de elite, os ricos industriais e os membros do governo dos Estados Unidos apoiando a esterilização e encarceramento de milhares de pessoas deficientes. (serei repetitivo, mas o procedimento era válido também para os criminosos comuns, pobres, negros, ciganos…)

A Alemanha Nazista deu a escala industrial para a Eugenia, e os Estados unidos, mesmo após combater e condenar os horrores de Hitler; continuaram com os procedimentos eugênicos; entre 1972 e 1976, hospitais de quatro cidades esterilizaram 3.406 mulheres e 142 homens.

Após a sua condenação e banimento dos átrios acadêmicos, em 1977, a Eugenia se camuflou nos estudos da engenharia genética.

Pelos termos da Eugenia, alguns ícones de nossa cultura seriam literalmente “castrados”, só para citar: Machado de Assis sofria de epilepsia; Zeca Pagodinho, que apesar de negar, todos concordamos que é alcoólatra; Pelé é negro; e o comediante Geraldo Magela, deficiente visual. 

Deixo aqui mais esta dica de leitura, com a “Guerra contra os Fracos” do jornalista Edwin Black.

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Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP.
Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

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