10 coisas que fazem qualquer guitarra soar melhor


10 coisas que fazem qualquer guitarra soar melhor

Salve amigos, tudo em cima?

Vim fazer minha breve contribuição a comunidade e aproveitarei para perguntar uma coisa

Irei postar um texto que retirei do site singlecoil.com e traduzi eu mesmo

/

V

10 maneiras de fazer qualquer guitarra soar melhor

http://www.yourfilelink.com/get.php?fid=460996

Gostaria de saber a opinião do pessoal, achei o texto fodão e tem algumas dicas que eu fiquei com vontade de fazer

por exemplo, raspar a tinta da parte de dentro da guitarra será que dá diferença como o site fala? Ou trocar o nut e o cabo por outros de qualidade?

É isso pessoal

Abraço a todos

20/04/08

Gabriel

Esqueci de falar…

quem manja inglês acho melhor ler o do singlecoil.com, a minha tradução não ficou perfeita

20/04/08

Artur

Críticas à tradução:

-Não há crase em “valer a pena”.

-“1. Se atrás da sua guitarra tem uma cavidade para o tremôlo(floyd) […]”

Por que trocar o exemplo citado originalmente e mais comum do tremolo da Stratocaster por Floyd?

“É incrível como o som de uma

guitarra pode mudar simplesmente por tirar sua proteção.”

A tradução correta seria “por tirar essa [this] proteção.”

-“7. Deixe sua guitarra respirar: Cheque a rota para o braço no corpo de sua

guitarra.”

A tradução correta seria “cheque a cavidade [rout] para o braço no corpo da sua guitarra.”

Agora quanto ao conteúdo:

-Será que o som da Strat muda tanto assim só de tirar essa tampa?

-Quanto a remover a tinta, entendo que possa melhorar remover a que está entre a ponte e a madeira do corpo pois ela age como isolante, diminuindo a transmissão de vibrações nesse ponto crucial. O quanto ela abafa essa transmissão e o sustain não sei. Mas porque remover a tinta das cavidades dos captadores e de debaixo do escudo não dá para entender, não vejo motivo para isso melhorar a sonoridade da guitarra.

-“Change your cable with a very high quality cable (eg. George L´s)”.

Ok, só falta dizer o que caracteriza um fio bom. É o número de filamentos? É a composição metálica? É a expessura? É o isolamento?

21/04/08

Gabriel

Artur

realmente a tradução ficou meio chulé mesmo, fiz em 20 minutos e as palavras que eu não sabia eu chutei o significado. Além do que não fiz uma tradução exatamente literal

a crase no ‘valer a pena’ eu nao coloquei, acho que foi o word que colocou automático

obrigado pelas correções

Sobre o conteúdo:

É as dicas estão meio subjetivas mesmo, acho que não dá ora falar algo muito concreto

Mesmo assim essa da tinta estou cada vez mais inclinado a fazer, alguém aqui que jpa tenha feito(ou não) tem outra opinião a respeito disso?

Obrigado desde já

Abraço a todos.

ps: irei postar aqui está uma versão do texto traduzido agora com as correções do Artur

http://www.usaupload.net/d/l8kzsj08bht

http://www.usaupload.net/d/l8kzsj08bht

21/04/08

Pedro

Impressionante!

Impressionante como tem gente que acha que escuta certas coisas que precisariam de um audiômetro, daqueles super fantasticamente precisos, para serem percebidas (algumas nem com eles). Nem entrarei nos méritos de “melhor”, conceito subjetivo de cunho pessoal, para não me alongar, mas o cara simplesmente usou a teoria para justificar coisas que na prática nem ele e nem ninguém escuta:

1 – Tirar ou não o cover traseiro não muda em nada o timbre de forma perceptível pelo ouvido humano, mesmo um bastante apurado;

2 – Até parece que parafusos bem apertados “desapertam” com o uso;

3 – Travar o tremolo não alterará de forma perceptível o sustain do instrumento;

4 – A blindagem não é necessária para todas as guitarras, apenas para algumas com o intuito de dimunuir ruídos advindos da parte elétrica;

5 – Remover a tinta das cavidades não mudará em nada o timbre de forma perceptível pelo ouvido humano, mesmo um bastante apurado;

6 – Se a parte elétrica estiver MUITO mal feita e com materiais MUITO aquém dos ideais pode até haver alguma leve, mas muito leve mesmo, mudança timbral, mas nada “quase inacreditável”;

7 – Idem ao item 5;

8 – Corda = questão de gosto, assim como o conceito de “melhor”. Nuts bem feitos de qualquer material funcionarão, mas não influirão de forma perceptível no timbre. O material influirá apenas em sua durabilidade com o uso;

9 – Idem ao item 6;

10 – Eu me divertiria mais depois de ler esse monte de bobagem reunida se não soubesse que haverá gente que irá acreditar em toda essa balela, e pior, que é bem capaz de remover o cover traseiro da guitarra e dizer que o som melhorou muito sem ele.

21/04/08

Gabriel

Pedro

sei lá cara…talvez uma dessas coisas nao mude perceptivelmente, mas todas pode ser que ajude.

Deve ser tipo CD e vinil: vc ouve os dois, parece igual mas o vinil tem um “je nê sais quoi” a mais

mais sei lá, sou leigo total, entao deixo pros mais experientes opinarem

21/04/08

Pedro

O “je nê sais quoi” do vinil seriam os estalos, pipocos e a estática? Só se for.

Pior do que leigo total é quem aprende errado por acreditar em qualquer baboseira que lê por aí. Não acredite em tudo o que lê ou escuta, PRINCIPALMENTE se as afirmações não vierem acompanhadas de explicações. Não é preciso ser experiente para saber as coisas, até porque experiência não necessariamente significa conhecimento – alguém pode ter experiência de muitos anos fazendo as coisas de modo equivocado, por exemplo. Se você soubesse como funciona a sonoridade em um instrumento musical perceberia de cara que isso tudo que você traduziu é pura balela de quem também não sabe como isso funciona. Sugiro que comece por aí, por aprender o que é um captador, como e quanto ele e os outros componentes atuam na sonoridade de um instrumento elétrico de corda e por aí vai.

21/04/08

Felipe Mendes

Pedro é dos meus.

Perder tempo analisando como melhorar a guitarra é mau para a evolução da técnica; passe seu tempo treinando e vc chegará muito mais longe. O Malmsteen ainda seria o Malmsteen tocando em uma guitarra Jennifer; não há ninguém que vai pegar a guitarra dele e tirar o som que ele tira.

22/04/08

Pedro

Felipe

Você tocou em um ponto interessante. O problema é que aprimorar a técnica dá trabalho, exige esforço, sacrifício e dedicação, não mostrando resultados da noite para o dia. Muitos acham que melhorar o instrumento resolve, mesmo com dicas fantasiosas e irrelevantes na prática como as citadas. Tem gente que até acredita que pode comprar um som pronto, que o captador do fulano vem com o som do fulano. O Malmsteen certamente tiraria um som de Malmsteen de qualquer guitarra. Ele toca com a que ele toca do jeito que ela está porque ele assim o prefere, porque é mais fácil para ele chegar no timbre pretendido com aquela daquele jeito, mas ele certamente chegaria com qualquer outra. Com o tempo e a vivência a maioria acaba percebendo isso, mas enquanto isso ainda iremos escutar muitas crendices similares às postadas neste tópico.

H

hahaha

Eu já vi esse tutorial em inglês e achei tosco demais…

Nada pessoal mas não achei que alguém teria coragem de traduzí-lo…. Eu sei que a intenção foi boa, mas esse tutorial é tão mediúnico como tarot, cabala, runas…

Mas mesmo assim, valeu a intenção e não se ofenda…

Abços…

23/04/08

Gabriel

Bom pessoal se isso é besteira, entao como um leigo deve filtrar as informações que aparecem na net como válidas ou não?

Esse site SINGLECOIL.COM me pareceu bem confiável(inclusive achei como recomendação de alguem aqui da comunidade mesmo)

Pedro e Felipe

Se o malmsteen tira o som dele em qualquer guitarra entao pq a dele é cheia de detalhezinhos diferentes(braço escalopado, captação modificada entre outros)?

Isso que vcs falam não faz sentido. Se é assim pra que fazer e comprar guitarras de madeira nobre e boa captação? É mais fácil comprar qualquer uma barata mesmo. Segundo as suas teorias ia dar pra tirar o mesmo som mesmo.

O que eu acho que é verdade é que o principal do som vem da pegada e habilidade de timbrar do guitarrista, mas pra mim não tem essa de tirar o mesmo som com qualquer guitarra

23/04/08

Alexandre

talvez o malmsteen tenha mais dificuldade em tirar um som de malmsteen numa jennifer do que numa fender… mas ainda assim ele conseguirá tirar…

abç

24/04/08

Pedro

Gabriel

Quando ler alguma afirmação sempre pergunte (ou se pergunte) “por quê?”. A resposta te dará uma boa avaliação da confiabilidade e será uma boa maneira de filtrar o que é confiável do que não é. Seguramente mais de 90% do que dizem por aí, inclusive nesta comunidade, quando se fala de sonoridade em instrumentos musicais é bobagem, e um perfeito exemplo foi esse texto fantasioso deste site. No mais, para saber o que alterará ou não a sonoridade do instrumento você precisará primeiro saber como ela funciona no instrumento, ou seja, antes de correr você precisa primeiro aprender a andar.

Quanto ao Malmsteen ou qualquer outro músico a resposta do Alexandre foi perfeita, sem mais nada a ser acrescentado.

24/04/08

Felipe Mendes

Gabriel

Tome o exemplo dos Beatles. Muitos acham que eles foram a maior banda de todos os tempos. Não porque eram mestres do instrumento (estavam longe disso). Nem porque os métodos de gravação estivessem além do possível (a qualidade das gravações era discutível para os padrões atuais). Então, por quê?

Por causa das idéias. Não faria diferença se eles tocassem nas Gibson ou Jennifer da vida, ainda seriam os Beatles. A prova cabal disto é que, ouvindo um disco deles, NINGUÉM consegue saber a marca dos instrumentos que estavam usando (talvez no videoclip, mas é outra história…)

O instrumento dos profissionais é “melhor” por alguns motivos:

1. Eles são profissionais, ou seja, usam o instrumento (qualquer que seja) muito mais que qualquer amador. Por isso, o instrumento deve ser de boa qualidade (pra não quebrar, gastar, etc) e para prover conforto de tocar várias horas do dia, todo dia.

2. Alguém que tem uma guitarra com seu nome dificilmente será pobre, pois destacou-se a ponto de alguma fábrica ter achado viavelmente econômico produzir um instrumento com a assinatura dele. Ele, por sua vez, não tem a menor intenção de colocar seu nome em um produto fuleiro. Assim, garante-se alguma qualidade naquele produto.

Pra mostrar como o assunto é universal, recomendo esta página:

http://www.kenrockwell.com/tech/not-camera-pt.htm

Esta foi traduzida por mim, sobre tema muito diverso, mas cujo raciocínio é o mesmo.

Abraço!

24/04/08

Cleber

Felipe escreveu: “A prova cabal disto é que, ouvindo um disco deles, NINGUÉM consegue saber a marca dos instrumentos que estavam usando”

Opa, eu sei marca, modelo e ano de muitas músicas!! Sou beatlemaniaco e leio muito sobre os instrumento usados nas gravações dos Beatles.

Mas eu te dou a razão Felipe. Acompanhei e concordo com sua ideia

Abraço

24/04/08

Artur

Eu discordo dessa afirmação do Felipe, consigo distinguir claramente várias guitarras nos discos dos Beatles. Rickenbackers no início, Gretsch, Stratocaster no Sgt. Pepper’s, Epiphone Cassino e Telecaster no White Album e Abbey Road…

E em várias gravações que ouço reconheço a guitarra e os captadores usados. É uma espécie de exercício que faço, tentar reconhecer a guitarra e captadores pelo som, às vezes não dá mesmo para saber por causa da equalização e outros fatores da gravação mas muitas vezes é possível reconhecer.

Minha opinião é diferente quanto ao som que é tirado do instrumento estar nele ou no músico que o toca. Acredito que cada instrumento tem um conjunto de timbres próprios, que estão à disposição do guitarrista, determinado pelas madeiras, construção e parte elétrica do instrumento.

Somado a isso existem as variações de timbre que se consegue com o a equalização do amplificador, uso de pedais, encordamentos diferentes e com o modo de tocar da mão direita, atacando as cordas mais próximo à ponte ou ao braço, com ângulos diferentes da palheta ou com os dedos; essa é a parte em que o guitarrista manipula o timbre, a manha está com ele no modo de se movimentar e tocar, e saberá fazer essas variações em qualquer guitarra que usar, tendo ela um timbre próprio bom ou ruim.

Muitos guitarristas têm guitarras com bons timbres mas não tem o mais importante, essa “manha” de tocar, daí não adianta ter a melhor guitarra do mundo.

Do mesmo modo ocorre o fenômeno que muitos aqui já devem ter presenciado de alguém tirar um som exelente de um instrumento tosco e surpreender a todos.

Mas não é pela importância maior em saber tocar bem que subestimo aimportância dos timbres específicos dos instrumentos. O ideal é o guitarrista saber tocar bem e aliado a isso usar guitarras que tenham os timbres que combinem com seu estilo de tocar e com o que gosta de tocar. Por exemplo, seria possível tocar jazz dos anos 40 com uma Stratocaster? Creio que o timbre da Strat não seja compatível com esse estilo musical.

25/04/08

Gabriel

Felipe

achei o texto que voce postou muito bom. Está bem escrito e trasmite muito bem a mensagem. Esse foi pros meus favoritos

apesar de nao achar que se aplique tanto assim pra música como pra fotografia

Valeu cara. Captei a mensagem

Pedro

Eu já aplico esse método para verificar a confiabilidade dos textos

Algumas dessas informações do texto fizeram sentido para alguem que nao conhece o funcionamento do instrumento

Eu nao quero aprender a correr antes de andar, inclusive os textos do site singlecoil.com são mais voltados para iniciantes.

Abraço a todos.

25/04/08

Gabriel

E Artur

concordo com voce em genêro, numero e grau. Essa de nao identificar timbres e balela

26/04/08

Marcio

Também tô com o Artur…

Felipe Mendes

Cleber, Artur

Longe de mim querer desmerecer o conhecimento de vcs. Mas espero que concordem que ambos são exceção. Não é balela, pois eu não consigo distinguir. A grande maioria não vai distinguir o som da Tele do som da Les Paul. Mas vai entender que as notas formam um conjunto harmonioso e, o mais importante, diferente de tudo que havia até então.

O lance é que, para a pessoa normal, não importa qual é a marca da guitarra, como não importa qual a marca da câmera em uma foto legal (aí está a similaridade). Poucas são as pessoas que fazem este tipo de julgamento e, desculpem a franqueza, não foram estas que elegeram as melhores bandas ou as melhores fotos.

26/04/08

Everson

hmmm

Concordo que a maioria(n estou falando todos!!!!) que elege uma banda como ídolo não sabe a diferença en tre uma tele e uma LP, piano rhodes e um piano, organ e ocarina. Mas façamos um teste:

Observe que qdo uma banda esta tocando e começa a perder o tempo, uma parte da plateia para de dançar, ou vai tomar uma cerva, enfim, dispersa.

A maioria não entende sobre tempo, mas intuitivamente percebe e se desagrada com isso.

Quando escolhemos uma guitarra , por exemplo, pensamos no que iremos tocar para tirar um som agradável e que passe a emoção esperada para quem esta nos ouvindo.

Vlw

Ps. para n fugir do tema:

Guitarra com ruído é muito chato. Pequei minha strato (squier uhaehhaeuhae) e blindei ela toda.

Abraços!

26/04/08

Artur

Entendi a opinião do Felipe mas ainda estou um pouco chocado com a afirmação de que quem reconhece as guitarras pelos timbres é exceção. Eu tinha a noção contrária.

Bem, primeiro é preciso determinar o universo de pessoas a ser considerado, certamente entre todos seria uma percentagem bem pequena que reconheceria as guitarras pelos timbres. Mas entre guitarristas com alguns anos de prática musical, que conhecem as guitarras mais famosas, achava que a maioria reconheceria e que faziam o mesmo exercício de reconhecer os timbres; agora já não tenho certeza.

26/04/08

Everson

Artur

Não fique perdido n, vc esta certo. Músicos experientes conseguem reconhecer sim o som de uma guitarra para outra. pode n saber o modelo, ano de fabricação(peguei pesado heheh) mas se o cara toca um bom tempo e n consegue diferenciar uma strato de uma LP fica complicado.

27/04/08

Felipe Mendes

Ué, se a indireta era pra mim, não colou, eu toco BATERIA! Não sei nada sobre notas, nem nunca me meti a saber.

Sei só o suficiente para fazer um instrumento acústico com bom som, dadas as limitações (madeira estritamente brasileira, trabalho manual, etc.). E posso afirmar que, como pessoa que não entende de notas, minha esposa, meus sobrinhos, meus pais e a maioria dos meus amigos também não sabe. De todas as pessoas que conheço pessoalmente, talvez 1% (ou menos) saiba distinguir a marca de uma guitarra só de ouvir. E, se estes conseguem, não é porque têm uma capacidade sobre-humana, mas sim porque procuraram conhecer. Agora, quem é que compra disco e vai a show? Acho que este é o universo a ser considerado.

Eu, particularmente, prefiro encontrar notas que soem bem no meu violãozinho velho, pois estas notas vão soar muito melhor quando tocada pelos guitarristas e baixistas da minha banda do que fazer o violão perfeito e então me perguntar “e agora? O que faço?”.

P.S. Everson, eu tinha escrito que tudo que uma guitarra NÃO deve ter é chiado e notas que mentem, mas depois apaguei…

Abraço a todos.

27/04/08

Sidney

Pedrão matou a pau…

dizer que verniz de instrumento elétrico de corpo solido, ou ausencia de escudos ou acabamentos plásticos influenciam no timbre do instrumento é coisa de quem “se acha”n no mundo da luthieria… é brincadeira…

É isso aí Pedro. Temos que desmistificar certas bobagens que são ditas por ai. E o pior é que tem muito musico que acredita…

27/04/08

Everson

😀

Felipe,

“notas que mentem” comom assim?

vlw

27/04/08

Felipe Mendes

Notas que deveriam estar nos lugares certos, mas não estão. É quando vc acha que vai tocar um dó lá na 10a casa, e sai quase um si. É quando a guitarra não pega afinação, não importa o quanto vc regule. Normalmente por ponte fora do lugar ou escala cortada errado.

27/04/08

Everson

hmmm

é, guitarra assim n tem vez mesmo. Mandei um luthier fazer uma guita pra mim, ficarei atendo em relação a isso.

27/04/08

Pedro

Desculpem-me os que acreditam que reconhecem o instrumento através de um som gravado mas estes só conseguirão isso se conhecerem o músico que toca e seu equipamento ou, talvez, se souberem que é um som limpo plugado em um amplificador e com opções específicas de escolha para ter alguma chance a mais. Se eu pegar 10 músicas gravadas de 10 bandas desconhecidas NINGUÉM será capaz de afirmar com certeza que instrumentos são, possivelmente em nenhuma. Há muito mais envolvido no som do músico do que somente o instrumento, e quando entra o som gravado são adicionados muito mais fatores modificadores de timbre em progressão geométrica. É claro que cada um pode afirmar o que quiser em relação ao que escuta mas, assim como quem diz que escuta diferença quando troca o knob plástico da strato por um metálico (faltou essa nas 10 super-dicas da Ilha da Fantasia), me soa como falta de conhecimento de modo geral de fatores influentes no som de um músico e principalmente do que seria um som gravado.

Everson

“Se eu pegar 10 músicas gravadas de 10 bandas desconhecidas NINGUÉM será capaz de afirmar com certeza que instrumentos são, possivelmente em nenhuma.”

Depende das guitarras usadas. Mas entendo o que vc esta dizendo, e concordo com vc. Mas dependendo do estilo e do som dá pra dar bons chutes. Como eu disse, n tem como saber o ano da guitarra, cor, knob de plastico ou de ferro (essa é ilha da fantasia mesmo), mas tem umas pistas q são dadas qdo ouvimos uma musica que pode facilitar o reconhecimento de uma guitarra. Acho q no final todo mundo tá falando a mesma coisa de forma diferente

27/04/08

Celso Luthier

Preciosismo

O que gera esse tipo de coisa é que a pessoa perde 1 dia alterando o instrumento depois mostra pro amigo e diz:

– Olha como mudou o som do instrumento. Fez toda diferença…

E o amigo, apesar de não ter notado nada, responde “amigavelmente”:

– Verdade… Valeu a pena ter tido todo esse trabalho.

Na minha opinião, qualquer alteração numa guitarra pode se refletir no som, sem dúvida. Mas sejamos práticos:

– Alterações no ambiente, na equalização, estado e modelo das cordas, captadores, efeitos e principalmente a “pegada” do guitarrista, influem muito mais no som final.

Se vocês prestarem atenção, David Gilmour usou no Live8 uma Stratocaster preta que outrora teve uma Kahler instalada. Dá pra perceber quando a luz reflete nela, mas se não for suficiente, acesse o link: http://www.gilmourish.com/?page_id=66

É uma das guitarras mais “mexidas” que conheço. Uma verdadeira cobaia, mas demonstra que ele não se importa muito com isso (não deve ter feito diferença alguma no som dele…).

Pra completar… se os Beatles fossem uma bandinha qualquer sem história, ninguém teria certeza sobre as guitarras usadas na maioria das gravações…

27/04/08

Artur

Pedro, é claro que equalização, efeitos e muitos outros fatores da gravação influem no resultado sonoro final, e por isso é difícil ou impossível reconhecer as guitarras usadas em muitas gravações. Guitarras com os mesmos captadores como Les Paul e Flying V também são muito difíceis de serem distinguidas de ouvido. Mas em gravações limpas e sem pilhas de efeitos, com guitarras conhecidas que não sejam facilmente confundíveis como as que citei acima, dá para reconhecer sim, sem maiores dificuldades.

Sá para ilustrar, lembrei-me de 3 músicas dos Beatles cujas guitarras usadas tenho certeza quais são mesmo sem ter visto nenhum vídeo das gravações:

-I want to tell you (Revolver):

Alguém que conhece bem Stratocasters consegue negar que a introdução começa com uma, com o captador do meio? Nenhuma outra guitarra soaria assim, só uma Tele com single no meio soaria.

-Sexy Sadie: Epiphone Cassino do John Lennon.

-The end: duelo entre a Tele do George e a Cassino do John.

28/04/08

Pedro

Com 2 ou 3 plug-ins eu transformo som gravado com Tele em timbre característico de Les Paul, o qual pode já entrar gravado com esse timbre ou ser transformado depois. Nem entrarei em maiores detalhes de influência da pegada do músico e de outros fatores de sua escolha porque todo mundo já está cansado de saber que o som é sempre do músico, nunca do instrumento.

28/04/08

Cleber

Pedro e Celso

Concordo com vocês e foi justamente por isso que deixei claro: Tenho muito bom conhecimento sobre os instrumentos usados nas gravações dos Beatles porque sou um Beatlemaniaco. Se não fosse, seria broca. Foram estudos e mais estudos, lendo sobre o assunto. Só ouvindo seria impossível.

Abraços.

28/04/08

Pedro

Cleber

Você foi o primeiro a discordar da afirmação do Felipe: “A prova cabal disto é que, ouvindo um disco deles, NINGUÉM consegue saber a marca dos instrumentos que estavam usando”, a qual corroborava com a tese de que ninguém escuta determinadas coisas nos instrumentos e que estava totalmente certa. Convenhamos que tanto você quanto o Artur só escutam as diferenças por conhecerem o artista e até por já saberem de antemão com o que eles tocavam, ou seja, vocês não escutam, apenas identificam graças a um conhecimento anterior. Identificar mesmo ninguém identifica instrumento algum só escutando alguém tocar e muito menos através de uma gravação, assim como não percebe determinadas mudanças ínfimas no instrumento a não ser que queira acreditar que está percebendo, como exemplificou perfeitamente o Celso. Acho que podemos dar esse assunto como encerrado. Quem quiser continuar afirmando que escuta mudanças imperceptíveis ou acreditando em qualquer coisa dita ou escrita por aí é livre para fazê-lo e até ser feliz achando que escuta as tais mudanças. Ignorance is bliss, como diz a letra da música.

28/04/08

Artur

Eu discordo disso, acredito que é possível identificar as guitarras usadas em muitas gravações. E conheço outras pessoas que também reconhecem e discutem as peculiaridades dos timbres.

As Rickenbackers eu conheci com os Beatles, é verdade, mas a Strat e a Tele usadas nas gravações deles reconheci pelo timbre e não por ter visto fotos ou lido sobre elas terem sido usadas nas gravações. Depois vim a saber que é uma Tele de rosewood e tal.

Mais uma vez e num exemplo ao alcance de todos, qual bom conhecedor de Stratocasters não reconheceria que é uma com o captador do meio ligado na música “I want to tell you” do Revolver?

Se fosse tão fácil transformar qualquer timbre em timbre característico de Les Paul não seria preciso investir em madeira e captadores, bastaria ligar alguns plug-ins em uma tonante e ela soaria como uma Les Paul.

28/04/08

Artur

P.S. Acabei de ouvir um CD do Steppenwolf, nunca vi a banda em vídeo mas pelo timbre já sei que o guitarrista usava quase sempre uma Tele e lá pelo meio do CD aparece uma Les Paul.

28/04/08

Cleber

Pedro

Do meu primeiro post: “Opa, eu sei marca, modelo e ano de muitas músicas!! Sou beatlemaniaco e leio muito sobre os instrumento usados nas gravações dos Beatles.”

E no meu segundo post:

“Tenho muito bom conhecimento sobre os instrumentos usados nas gravações dos Beatles porque sou um Beatlemaniaco. Se não fosse, seria broca. Foram estudos e mais estudos, lendo sobre o assunto. Só ouvindo seria impossível.”

Repare que por duas vezes citei o verbo Ler – E acho que deixei claro que só sei porque li a respeito (decoreba mesmo), e não que tenho super-ouvidos ao ponto de indetificar qual modelo, marca, qual captador etc. O Celso resumiu bem: “se os Beatles fossem uma bandinha qualquer sem história, ninguém teria certeza sobre as guitarras usadas na maioria das gravações… “. Isto porque ninguém perderia tempo lendo a respeito.

Abraço.

28/04/08

Pedro

Artur

A frase “Se fosse tão fácil transformar qualquer timbre em timbre característico de Les Paul não seria preciso investir em madeira e captadores, bastaria ligar alguns plug-ins em uma tonante e ela soaria como uma Les Paul.” foi digna de quem desconhece a matéria. Não é fácil, é MUITO fácil, mas é preciso ter algum conhecimento do assunto. O ponto é que o guitarrista normalmente quer o timbre dele no som, não o do instrumento, afinal, como já foi dito, quem tem som é sempre o musico, nunca o instrumento, e sim, é MUITO fácil pegar uma Tonante e com ela gravar um som com timbre similar ao do Santana, do Steve Vai ou de qualquer um que conste, por exemplo, da lista do Amplitube (nem falarei do Guitar Rig porque seria covardia), inclusive é o que normalmente se usa em jingles, agora em uma produção musical só se usa isso para “salvar” o som de algumas bandinhas de garotos que sequer sabem tocar. No mais cada um pode dizer o que quiser, até que levita quando se concentra.

Cleber

Nem você e nem ninguém tem esses super-ouvidos e nem que fosse uma enciclopédia em termos de conhecimento de timbres de instrumentos conseguiria identificar o instrumento somente através de uma gravação, e eu caso um dinheiro a qualquer hora para provar isso gravando um som de guitarra e pedindo a quem escutar somente o modelo.

Cleber

É isto que estou dizendo, Pedro…

28/04/08

Pedro

Eu sei, Cleber, apenas chamei a sua atenção para o fato de você não ter entendido muito bem na ocasião o que o Felipe quis dizer, por isso discordou dele com esse argumento que não tinha exatamente a ver com o que estava sendo discutido, que era, digamos, só o ouvido. Bom, acho que já esclarecemos e entendemos tudo. Esse assunto já deu.

28/04/08

Cleber

Entendi.

Abraço.

28/04/08

Batanj – Luthier

Na verdade, tanto o Pedro Wood quanto o Artur estão certos. Ao mesmo tempo que é possível identificar modelos, marcas, tipos de instrumentos através de gravações, é completamente impossível admitir que isso é uma regra, que seja fruto da percepção auditiva isoladamente.

Em relação a som limpo, as Telecasters quando estão com o captador da ponte acionado tem verdadeiramente um som bastante peculiar, metálico brilhoso e com um pouco de treino dá pra se arriscar um comentário. Porém, basta se adicionar uma distorção ou comprimir o sinal que já causa confusão. Mudando para a posição do meio ou do braço, também já dificulta o reconhecimento.

Abç

28/04/08

Pedro

Batanj

Desculpe-me mas quem sabe identificar, sabe ou não sabe, e eu continuo afirmando e casando aquela grana como NINGUÉM sabe. Se só valer captador de ponte de Tele com som limpo fica fácil demais e não é o que está sendo discutido. De qualquer modo você pode gravar uma guitarra assim e me mandar que eu te mando ela de volta com o timbre do Dimebag Darrell de mau humor só usando plug-ins.

28/04/08

Everson

viji

8 ou 80….

28/04/08

Pedro

Isso

8 ou 80, preto ou branco, identifica ou não identifica. O resto é caô. E quem achar que identifica e quiser casar aquela graninha na aposta, conte comigo.

28/04/08

Everson

hmmm

se n tem meio termo, n existe discursão. Vamos pra outro tópico…..

28/04/08

Felipe Mendes

Não duvido que alguém possa conhecer uma guitarra pelo timbre, ou seja, não caso dinheiro! 🙂

Porém, (de novo sem querer fazer desfeita), acho que é perda de tempo se dedicar exclusivamente a isso. A curiosidade de fã é totalmente perdoável, mas há limites. É como aqueles fãs de Jornada nas Estrelas, que fazem entre si o sinal do Dr. Spock e citam frases do filme o tempo todo!!!!

Enfim, também acho que já deu o que tinha que dar. Não guardo ressentimentos de ninguém. Fui!

28/04/08

Pedro

Felipe

É a decisão mais lógica.

Vida longa e próspera.

Artur

Na verdade já aconteceu de eu reconhecer a guitarra e captadores pelo timbre aqui no orkut, catei e achei o tópico:

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=2817736&tid=2562434755746288161&na=4&nst=1&nid=2817736-2562434755746288161-2562785293792547035

Até brinquei dizendo que a base era vermelha e a solo verde.

Quem gravou postou depois dizendo que eu acertei, era uma Strat, a base na posição 2 e a solo na 5. Pena que as gravações já não estão disponíveis.

Se for gravado limpo, sem efeitos e sem desfigurar o timbre na equalização, reconheço o timbre de Tele, Strat, Les Paul, SG e ES-335.

Não é questão de ser fanático, é porque conheço bem essas guitarras e me familiarizei com os timbres delas a ponto de não conseguir não percebê-los numa gravação.

29/04/08

Batanj – Luthier

Desafio 1

Pois bem Artur, não duvidando da sua capacidade, mas já que tem esse maravilhoso dom, por favor se delicie com esse som e descreva as guitarras. São apenas duas guitarras na banda. A gravação foi feita ao vivo num show, direto da mesa, todas as duas guitarras foram microfonadas com shure SM 58. Uma num ampli Meteoro e outra num Ampli Marshall com pré valvulado. Poste por partes (ex. introdução, solos, refrão, etc.) ou como preferir. Caso você acerte, estarei praticamente convencido de que é possível destinguir, caso não terei que dar razão ao Pedro.

Apesar do áudio não ser dos melhores, o som está original “como veio ao mundo” sem plugins, sem compressão, sem nada afinal a gravação foi toda “on take” sem divisão de pistas e não foi mixada nem masterizada.

Abraço e boa sorte

(Vamos mandar mais desafios pra o ouvido biônico)

29/04/08

Jerê

minha opinião

mto dificil distinguir instrumentos ouvindo a musica…pois ninguem aqui tem ouvido bionico pra saber…

agora as diferenças existem SIM..mesmo entre instrumentos similares (mesma madeira, mesma captação, etc)…umas bem sutis outras bem nitidas…

é a mesma coisa q perguntar se alguem distingue o ronco de um carro 2.0 e de um 1.0, alguns conseguem, outros não…inclusive tem alguns q arriscam distinguir um modelo do outro (Ex: Gol x Celta)…porém como todo ser humano….erram tb …

pra musica em si, isso tudo não importa…. a qualidade da musica (melodia, composição, etc) não depende disso….isso só vai influenciar na qualidade do som e da execução…

29/04/08

Rodrigo

realmente é complicado…

eu arrisco q tem uma com humbucker na ponte e outra com singles fazendo a base. Identificar a marca, e modelo não dá… mas em casa, eu consigo identificar perfeitamente a diferença entre as minhas 3 stratocasters.

29/04/08

Artur

Essa aí tá difícil.

Para que seja possível reconhecer o timbre as guitarras precisam estar limpas, sem distorção ou com uma distorção leve e volume bom em relação aos outros instrumentos, que se possa ouvir claramente. Nesse caso ambas as guitarras estão distorcidas e o vocal está com um volume mais alto que tapa bastante as guitarras.

Mas se você puser uma gravação que preencha esses quistos posso tentar reconhecer as guitarras já que tem gente que não acredita que isso seja possível.

E não vale ligar Tonante ou Jennifer num plug-in!! Hehe. Ponha uma gravação com uma das guitarras que citei anteriormente. Também não vale desfigurar o timbre na equalização ou fazer sacanagem do gênero.

Ibanes, Jacksons e demais guitarras modernas ou com captadores modernos também não reconheço.

Mas isso não é nenhum grande dom decorrente de ter ouvido biônico, sem dúvida muita gente reconhece os timbres das guitarras que conhece bem de ouvido.

29/04/08

Marcio

Eu acho que em algumas situações é facil discernir a configuração de captadores de um determinado som.

Stratocaster com captadores “padrão” (tipo vintage) nas posições intermediárias da chave seletora é o mais fácil de todos.

Dizer a MARCA da guitarra é BEM mais complicado. Ou impossível.

29/04/08

Gabriel

Bom…

Novamente concordo com o Artur. Não é preciso ter ouvido biônico para reconhecer timbres, apenas uma certa familiaridade com certos modelos.

Fora que conheço gente do conservatório que estudei que esses sim tinham ouvido biônico. Tinha uma mulher que reconhecia timbres de diferentes pianos, alem de ter um ouvido absoluto fudido, sabia reconhecer até notas com menos de meio tom de distancia

Com relação ao video eu arriscaria(na minha humilde experiencia de dois anos de guitarra) que é uma strato usando singles na combinação ponte+meio

Abraço a todos

29/04/08

Pedro

Batanj, você acaba de provar que NINGUÉM consegue reconhecer o modelo do instrumento a não ser naquele esquema caô de banda conhecida, som limpo ou algo assim. NINGUÉM tem ouvido para isso, NINGUÉM consegue provar que tem e NINGUÉM quer casar a grana da aposta por saber que não é possível mesmo, aí além de pagar mico vai ficar duro.

Se alguém mudar de idéia, estamos aí.

29/04/08

Batanj – Luthier

Exatamente Pedro, também tô casando uma grana nessa ai. Quero ver quem acerta. Vou preparar uns audios com guitarras limpas e postar pro Artur. Rsrss

29/04/08

Gabriel

Batanj

vc nao falou se eu acertei

strato, singles ponte+meio

Artur

Como assim?

Pelo contrário, eu acabei de provar que reconheci a Stratocaster pelo som e a posição dos captadores usados aqui:

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=2817736&tid=2562434755746288161&na=4&nst=1&nid=2817736-2562434755746288161-2562785293792547035

Isso Batanj, prepare umas gravações sem soterrar o timbre em distorção ou qualquer outra sacanagem, nas condições em que propus. Vamos ver se consigo reconhecer quais guitarras foram usadas.

29/04/08

Pedro

Assim é mole!

De repente apareceram montes de “ses”… só falta o choppinho e a porção de fritas.

30/04/08

Artur

Mas foi o que eu disse desde o início. Reconheço o timbre das guitarras que conheço bem e se não estiver desfigurado e soterrado em distorção e efeitos. Só na equalização do amplificador e com uma distorção dá para desfigurar qualquer timbre, deixando-o irreconhecível.

O que não dá é para tirar timbre de single de Strato com humbuckers e vice-versa, com uma equalização limpa e sem efeitos.

Considerando que cada instrumento e captador tem seu timbre, pode-se conhecê-lo a ponto de diferenciá-lo dos outros e reconhecê-lo espontâneamente ao ouví-lo numa musica desconhecida.

30/04/08

Batanj – Luthier

Gabriel, desde o início eu disse que eram DUAS GUITARRAS e recomendei que quem se aventurasse a tentar classificar fosse específico em relação a que parte da música estava se referindo. Por exemplo, a introdução é feita por uma única guitarra. Um solo no meio da música por outra, etc…

Seja mais específico.

Postarei as respostas para analizarmos. Independentemente das conclusões este está sendo um debate interessante para todos e um bom exercício para nossos ouvidos e para o aprimoramento da nossa percepção musical de uma forma geral.

Parabéns ao Artur, Gabriel, Pedro e todos que estão participando.Eu acredito que as grandes idéias e inspirações surgem justamente de situações como esta, onde apesar das idéis contrárias sobre determinado assunto, as partes interessadas dialogam em bom nível, respeitando os demais e posicionando seus pontos de vista distintos com boas argumentações e com pertinência.

Valeu pessoal!!

Alguém mais vai postar?

Abç

30/04/08

Batanj – Luthier

Cédrick

Você citou:

“…ouvido bionico é colocar o diapasão na madeira e distiguir difernça…….apesar de que eu faço isso e sei a diferença…mas digo que 90% ou mais do povo não distigue o barulho do diapasão!…”

Você está enganado. Ouvido biônico seria alguém ir além do ouvido absoluto que é a pessa ouvir e distinguir não só a nota, mas também a altura (frequência em relação as oitavas), além de distinguir o timbre (fonte sonora) com precisão.

Ouvido biônico seria além de dizer que é strato, informar a posição dos captadores utilizados, como insinuou o Artur. É informar o modelo e o tipo de captação apenas pelo som, etc.

Colocar o diapazão na madeira e ouvir a diferença é muito simples e primário. Quando se encosta a fonte sonora (diapazão) na madeira, você ao enconstar o ouvido, ouve a transmissão da frequência pelo decorrer da peça, ou seja, ouve o som que não é filtrado pelas características acústicas da fibragem. Isso nada tem a ver com o assunto que está sendo discutido aqui.

30/04/08

Artur

Batanj:

“Ouvido biônico seria além de dizer que é strato, informar a posição dos captadores utilizados, como insinuou o Artur. É informar o modelo e o tipo de captação apenas pelo som, etc.”

Ao discutirmos sonoridade é comum falar em “som de Strato” como se ela tivesse um som específico mas na verdade a Strato tem 5 timbres específicos bem distintos, que podem ser conhecidos. A rigor os captadores dessa guitarra são os mesmos (estou falando das antigas e originais, hoje existe de tudo que é jeito) e soam de modo diferente na ponte, meio e braço, assim como suas combinações. Portanto acho estranho alguém reconhecer que o timbre é de uma Strato e não reconhecer qual ou quais captadores estão sendo usados.

É claro que é possível reconhecer os captadores usados, venho fazendo esse exercício há muitos anos. Sem dúvida muitos guitarristas mais fazem a mesma coisa.

Bantaj, se você afirma que isso é impossível, como foi que eu acertei em cheio as posições dos captadores da Strato do Valter Saragoza, naquele tópico que colei aqui?

30/04/08

Pedro

A Strato tem 1 timbre específico na mão do mesmo músico se desligada. Se mudar de músico o timbre muda e ao adicionarmos um amplificador o timbre mudará, então podem multiplicar esses 5 por infinitas diferentes equalizações em diferentes possíveis amplificadores, sem falar nas diferenças entre unidades da mesma série. Tudo bem, os timbres de Strato acabarão similares entre si pela característica do projeto e facilmente identificáveis por qualquer um que tenha um mínimo de experiência, o que, convenhamos, não é vantagem alguma, mas não se pode simplificar a Strato em 5 timbres.

IMPOSSÍVEL é identificar o instrumento através de uma simples gravação, seja ela qual for. Identificar o que a gente já sabe é mole e não era essa a discussão. Bom, na verdade nunca houve discussão propriamente pois NINGUÉM identifica sem “ajuda” instrumento algum através de gravação.

30/04/08

Gabriel

Meu palpite

Introdução distorcida: Strato com singles-ponte+meio

2º guitarra(quando entra dobrando o riff): Acho que é algo com humbuckers, não da pra distinguir o som dessa guitarra especificamente direito. Talvez outra strato com humb na ponte ou uma les paul. Usando o captador da ponte apenas

No solo do final eu acho que é a strato de novo, usando o cap da ponte apenas

Acertei? rsrs…

Abraço a todos

30/04/08

Artur

Concordo com o Bantaj, há boa discussão pois pessoas com opiniões contrárias deram seus argumentos e ninguém se ofendeu de maneira nenhuma ou baixou o nível.

Uma boa discussão ocorre quando se expõe pontos de vista diferentes e se os confronta, daí se evidencia as falhas, uns estão parcialmente corretos, outros são complementares, e no final chega-se a uma noção mais próxima da verdadeira sobre o objeto de discussão. Várias cabeças processam uma quantidade maior de informação e conhecimento do que somente uma, por isso é importante trocar conhecimento e estar integrado a essa rede de cabeças se se quer ter um conhecimento apurado.

Pedro, eu insisto, é possível identificar a guitarra sem “sopro” algum. Veja o tópico que colei anteriormente que prova isso, reconheci a Strato e a posição dos captadores sem ajuda nenhuma, sem ver foto (o guitarrista tirou as fotos de sua guitarra do álbum na época), vídeo, sem conhecer a banda ou o guitarrista, se duvidar pergunte a ele. Claro que a gravação estava limpinha, sem efeitos.

Não quero dizer que isso seja alguma vantagem, só disse isso em resposta ao que o Felipe postou lá atrás e que você concordou que ninguém consegue identificar uma guitarra pelo seu som. Já identificar uma guitarra que cujo timbre sequer se conhece sim, é impossível.

Bom, resumindo, é possível indentificar a guitarra que foi usada em uma gravação só pelo som, o que não quer dizer que sempre se possa identificá-la, em qualquer gravação ou circunstância.

Pedro

Artur

Reconhecer eventuais guitarras em determinadas condições de vez em quando é possível e relativamente fácil, coisa muito diferente de identificar instrumentos através de um som gravado, que é o que é virtualmente IMPOSSÍVEL e era o que estava sendo discutido. Assunto encerrado, então.

01/05/08

Artur

Sim, reconhecer por um som gravado, perfeitamente possível dentro daquelas condições de som limpo, sem efeitos, etc. Porque seria impossível? A guitarra não perde seu conjunto de timbres próprios porque foi gravada, só perderá se quiserem mudar muito o timbre, daí sairia daquelas condições.

Você parece que não viu o tópico que colei, onde justamente um cara posta uma gravação e pergunta que guitarra é e eu acertei até a posição dos captadores.

01/05/08

Felipe Mendes

“A guitarra não perde seu conjunto de timbres próprios porque foi gravada”

Ah, mas muda. Tanto que, na época do cassete, eu conhecia gente que dizia ser capaz de reconhecer uma gravação feita em uma fita de ferro ou de cromo.

Pergunta agora de curioso: se eu pegar uma Tele e colocar captadores na mesma disposição de uma Strato, vai soar como Tele ou como Strato?

01/05/08

Pedro

Artur

O ponto, o qual aparentemente você ainda não entendeu, é que em uma gravação você escuta muito mais do que o timbre da guitarra: escuta uma reprodução do timbre do músico, do qual fazem parte inúmeros fatores além da guitarra, com algumas modificações oriundas do fato de ser um som gravado. Instrumento não tem som. Instrumento tem características timbrais, as quais são modificadas, no mínimo, pelas características da pegada do músico. Seu equívoco reside na simplificação excessiva de algo que não é tão simples.

01/05/08

Batanj – Luthier

“…Bantaj, se você afirma que isso é impossível, como foi que eu acertei em cheio as posições dos captadores da Strato do Valter Saragoza, naquele tópico que colei aqui?”

Na verdade, o fato d eacertar uma não significa acertar todas. Eu antigamente tinha convicção de saber distinguir o som de nuts feitos em materiais diferentes. Foi um longo debate na luthierbrasil e eu cheguei a fazer vários experimentos e postei na época ter acertado cerca de 80% das vezes. Isso não quer dizer que eu sempre acertaria pois existiu os 20% de erro. Hoje já penso diferente e entendo que dá pra perceber por exemplo, se um nut é metálico ou não, pela sonoridade comparando cordas soltas com cordas presas, mas mesmo assim`às vezes o ouvido se equivoca.

A discussão aqui não era de se alguém conseguiria em condições ideais* (guitarra “classica” e gravada limpa, etc.) descobrir qual seria o instrumento e sim de que era possível se descobrir o instrumento, tipo de captação e até seleção de captadores somente ouvindo. Por isso eu comentei a princípio sobre a peculiaridade do som das telecasters na posição da ponte. O restante é fato. Por exemplo, se construímos uma strato e colocamos um humbucker stack, ela parecerá com strato visualmente mas a sonoridade será algo entre um humbucker e um single pois os stacks imitam mas não tem o mesmo som de humbucker.

CONCLUSÃO:

Ficou claro que somente em situações ideais* um ouvido bem treinado pode distinguir a sonoridade (ainda que basicamente) de instrumentos distintos, stratos, telecasters, semi-acústicas etc, mas isso não é uma regra. Alguém discorda?

Postarei mais uns sons, pois o exercício está interessante…

01/05/08

Artur

Parece que houve uma distorção ao longo da discussão. Eu nunca disse que posso reconhecer sempre, em qualquer gravação, que guitarra foi usada. Nem que o amplificador, efeitos e demais fatores da gravação não influem na sonoridade,

muito pelo contrário.

Eu disse lá atrás, quando a discussão passou das “10 coisas que fazem qualquer guitarra soar melhor” para se é possível identificar que guitarra foi usada numa gravação:

“E em várias gravações que ouço reconheço a guitarra e os captadores usados. É uma espécie de exercício que faço, tentar reconhecer a guitarra e captadores pelo som, às vezes não dá mesmo para saber por causa da equalização e outros fatores da gravação mas muitas vezes é possível reconhecer.”

01/05/08

Artur

Felipe, eu penso de outra forma. Penso que cada guitarra tem seu conjunto próprio de timbres, cada amplificador imprime uma característica ao som dessa guitarra, cada pedal também, cada fita cassete (supondo que seja verdade o que você falou das fitas de ferro e cromo), e assim por diante.

É preciso diferenciar, separar as partes da sonoridade total resultante. Se eu ligar uma guitarra, digamos uma Tele, num amplificador e determinado setup, depois trocar o amp por outro, o som da guitarra não mudou. Nada mudou na guitarra, o que mudou foi o amplificador, que influi no sinal da guitarra depois de sair dela, influindo no resultado sonoro final.

01/05/08

Artur

-Uma Tele com captadores de Strato soará praticamente igual a uma Strato. Só seria preciso pôr uma ponte de Strato ou dar um jeito de aparafusar o single da Strato na ponte da Tele.

Tenho uma Tele com um single de Strato no meio e soa bem como uma.

14 set

Artur

EU ACREDITO!!!

Não sou iniciante, mas acredito que algumas modificações sugeridas podem ajudar sim, como por exemplo travar a ponte, mudar o nut e revisar a parte elétrica. Além disso, acredito que para quem tá começando, mexer na guitarra gera intimidade com o instrumento e isso é muito importante. Isso sim germa mudanças no timbre final, no modo como você lida com seu instrumento.

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Patrick Wilson
Patrick Wilson tem 33 anos, é Professor de Ciências Tecnológicas na PUC /SP. Fascinado por tecnologia, futebol e tudo o que acontece no dia-a-dia e que valha ser compartilhado na Web.

Comments 2

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  1. Olá, será q alguém ainda lê isso?
    bom, pra quem venha a ler…
    cadê a resposta?
    na minha opnião:
    1 riff da guitarra strato com cap da ponte apenas, distorção no amp marshall
    2 riff da outra guitarra com humbuck do braço no meteoro.
    final solo com a cap da ponte da strato (se ñ foi, pelo menos com certeza foi single), com distorção de pedaleira (digital)
    agora falando sério
    ninguém escuta dream theater?
    se escuta, vai falar q ninguém percebeu q o som do petrucci mudou do sons antes Awake e Falling To Infinity pro metrópolis pt 2 ?
    só vim descubrir q ele mudou de guitarra pra music man qnd vi o vídeo é claro
    mas ñ foi nada biônico perceber q ñ eram as mesmas q ñ eram as mesmas de antes….
    té mais
    ia ser legal um site com vários exercícios desses, ñ para competir, para treinar

  2. LI TUDO E AFIRMO COM CERTEZA, é possivel sim, coloca o audio de uma cuica e de um pandeiro e de um berimbau ae, na ordem que for eu digo qual instrumento é e qual a cor do nego que tá tocando, duvida? coloca ae..paranau ÊÊE^^E

10 coisas que fazem qualquer guitarra soar melhor

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